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O Segredo por Trás da Traição romance Capítulo 295

Mateus olhava para o rosto dela, sentindo uma parte de seu coração desmoronar. Ele respondeu fora de contexto, com a voz rouca:

— Como vim parar no hospital?

— O Sr. Nunes viu que você desmaiou, estava ardendo em febre, e te trouxe para o hospital. Eu vim assim que ele me ligou.

Luna suspirou.

— Ultimamente, você não tem se pressionado demais? Precisa descansar um pouco, senão vai acabar com a sua saúde.

Mateus segurou a mão dela, com os olhos sombrios.

— Você está com pena de mim?

Luna encontrou seu olhar e disse com calma:

— Estou preocupada com você.

Ao ouvir isso, ele engoliu em seco, e seu olhar de repente se tornou ardente.

— Querida, eu te amo. Mais do que qualquer pessoa no mundo.

— Certo. Coma primeiro. — Luna virou o rosto, respondeu suavemente e entregou-lhe o garfo.

Mateus apertou os lábios, parecendo não estar satisfeito com a reação dela.

Mas não disse nada.

Ele só tinha um pensamento agora.

Encontrar uma maneira de manter Luna ao seu lado.

Ele até começou a ter medo de dormir. Naquela manhã, depois de uma reunião, sentiu-se exausto, tirou um cochilo de meia hora no escritório e teve um pesadelo.

Sonhou que Luna, com os olhos cheios de desespero e dor, gritava para ele: “Mateus, eu te odeio! Eu te amaldiçoo a ter uma morte horrível nesta vida e a nunca encontrar a paz”.

Em seguida, a cena mudou. Muitos policiais cercavam um lago, e na margem, havia um corpo pálido. O legista fazia um exame preliminar.

Quando ele olhou mais de perto, aquele rosto era, inconfundivelmente, o de Luna.

Ele acordou do pesadelo sobressaltado, com o coração como se tivesse sido dilacerado, doendo tanto que mal conseguia respirar. Por fim, tudo ficou preto e ele desmaiou.

Depois de um longo tempo, ele reprimiu a torrente de emoções em seu peito e disse em voz baixa:

— Luna, agora... eu só tenho você.

Luna ficou surpresa, depois sorriu e perguntou:

— O que aconteceu com você, afinal?

Ele ergueu os olhos suplicantes, implorando com humildade:

— Nesta vida, você não vai me deixar, não é?

Luna moveu os lábios. Talvez a promessa fosse pesada demais para ser feita levianamente.

Mesmo que fosse uma mentira, ela não conseguia dizê-la.

Era isso mesmo.

Ele tinha medo de que um dia ela se divorciasse dele e fosse para os braços de Lucas.

Ao pensar nisso, ele cerrou os punhos, e as veias saltaram em suas mãos.

Ele encarou os olhos de Luna, que pareciam calmos, mas estranhamente distantes.

Como um prisioneiro há muito tempo encarcerado, sendo interrogado pelo juiz e pelo promotor com um tom afiado, ele sentia que não conseguia respirar ar fresco.

Sua voz soou rouca e sombria ao perguntar, hesitante:

— Você... me trairia?

Assim que as palavras saíram, Luna de repente riu.

— Mateus, do que você está desconfiando agora? Diga logo, pare de rodeios, eu não entendo.

As investidas de Mateus eram como as de um rato no esgoto, observando-a avidamente.

Isso a deixava extremamente desconfortável.

Ela admitia que não era nenhuma santa, que o havia usado, mas não sentia que estava errada.

Sua consciência estava limpa.

Às vezes, as pessoas precisam ser um pouco egoístas. Agir com bondade em todos os momentos, como antes, qual foi o resultado?

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