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O Segredo por Trás da Traição romance Capítulo 296

Traição e uma facada nas costas.

Se ela voltasse a cometer os mesmos erros, seria verdadeiramente tola.

O rosto de Mateus empalideceu. Ele agarrou a mão dela apressadamente, explicando em pânico:

— Querida, não foi isso que eu quis dizer. Eu... eu posso te dar qualquer coisa, inclusive a minha vida, contanto que... você fique ao meu lado!

A última frase foi dita com uma voz quase suplicante, revelando uma loucura indescritível.

Sim.

Loucura.

Luna sentiu um arrepio inexplicável e não quis mais continuar com o assunto. Abriu a tampa da comida.

— Vamos comer. Manter aquecido por muito tempo não fica bom.

Mateus reprimiu os pensamentos ardentes e fervorosos em seu coração e respondeu em voz baixa:

— Certo.

Durante toda a tarde, Luna ficou no quarto do hospital com Mateus. A febre dele só começou a ceder lentamente por volta das oito da noite.

A recomendação do médico era que ele passasse a noite no hospital. Se a febre não voltasse, ele poderia receber alta na manhã seguinte, após tomar a medicação.

Mateus não queria que ela passasse a noite em vigília, mas também não queria deixá-la ir para casa. Na hora de dormir, ele se moveu para o lado na cama.

— Querida, venha dormir aqui.

A primeira reação de Luna foi de repulsa.

Ela não queria se espremer na mesma cama que ele.

Ela se esquivou com gentileza:

— Esta cama é muito pequena. Para duas pessoas, mal dá para se virar. Você já não dormiu bem ontem à noite, descanse agora.

— Então você dorme na cama e eu durmo no sofá.

Luna riu.

— Você é o paciente agora. O que as pessoas pensariam de mim se eu te deixasse dormir no sofá? Pronto, durma tranquilo, eu vou ficar aqui... com você.

As últimas palavras foram ditas em voz baixa, mas para ele, soaram extremamente importantes.

Seu coração, que antes flutuava incerto como um barco no mar, encontrou a calmaria instantaneamente.

Sem ter dormido na noite anterior, e mesmo tendo ficado inconsciente por tanto tempo hoje, ele se sentia completamente exausto.

Com a agitação em seu peito dissipada, ele fechou os olhos e adormeceu.

Ficar sozinha no hospital era entediante, especialmente depois de ter passado uma semana internada recentemente.

*Ding!*

De repente, no quarto silencioso, o som nítido de uma notificação do WhatsApp soou.

Era de Lucas.

Luna: [Isso.]

Lucas: [Amanhã, por volta das oito da manhã, passarei por aí.]

Luna hesitou, a mão já tocando o teclado, quando outra mensagem dele chegou: [Tenho um assunto com Edson.]

Ela teve que apagar o que ia perguntar e respondeu com um “Ok”.

Naquela noite, ela deitou no sofá por quatro ou cinco horas, mas o sono foi agitado. Acordou antes do amanhecer.

Perto das oito, Luna recebeu outra mensagem de Lucas: [Chego na entrada da ala de internação em cinco minutos. Desça.]

— Vou descer um instante, volto logo. — Ela desligou a tela do celular e disse a Mateus.

O coração de Mateus se apertou. Ele perguntou rapidamente:

— Aonde você vai?

Ela não encontrou uma desculpa adequada e inventou uma qualquer:

— Encontrar a Sra. Aires.

Observando-a sair, os olhos de Mateus se encheram de uma escuridão sombria e sinistra.

Quando ela falou, seus olhos claramente desviaram.

Ela estava mentindo.

O coração de Mateus afundou lentamente. Ele apertou os lábios, pensando por uns dez segundos, depois afastou o cobertor e a seguiu.

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