Com ele falando daquela forma, se ela recusasse novamente, pareceria preciosismo.
Ela recompôs suas emoções e sorriu.
— Certo, então eu aceito. Obrigada.
Lucas assentiu levemente. Nesse momento, seu celular tocou.
Ele atendeu, e a voz suave de Edson soou do outro lado:
— Não disse que estava na entrada principal? Por que não te vejo?
— Na entrada da ala de internação. — O tom de Lucas era calmo, sua expressão relaxada.
A pessoa do outro lado da linha disse algo, e ele ergueu uma sobrancelha.
— Estou indo para aí agora.
Depois de desligar, ele disse a Luna:
— Preciso ir.
Luna sorriu.
— Certo, vá com cuidado.
Em um canto do saguão, Mateus observava, seus olhos frios e sombrios, a expressão sinistra enquanto via as duas figuras conversando e sorrindo do lado de fora.
De repente, ele pareceu ouvir o som de seu próprio coração se partindo.
Com pausas e estalos.
Sss... sss...
O barulho ao redor pareceu silenciar por um instante.
Lá fora, o dia estava ensolarado, o céu sem nuvens, a brisa suave. Parecia que apenas ele estava envolto em nuvens escuras, relâmpagos e uma tempestade violenta.
A chuva não apenas o encharcou por completo, mas também encharcou seu coração despedaçado.
Ele olhava fixamente para a cena lá fora, vendo Lucas entregar algo a Luna, os dois trocando algumas palavras, e Luna sorrindo alegremente.
Sua expressão gentil, sob a luz do sol, era extremamente radiante.
As hesitações, dúvidas e conflitos em seu coração se solidificaram naquela cena aparentemente harmoniosa.
E então começaram a afundar. Não importava o quanto ele tentasse, não conseguia mais puxar seu coração de volta ao lugar.
Mateus estava irritado, e sua fúria naquele momento era o extremo oposto de sua habitual gentileza.
A enfermeira ficou paralisada com o grito dele, completamente assustada.
Quando Luna entrou, viu a enfermeira pálida de medo, com lágrimas nos olhos.
Ela olhou para a expressão feroz no rosto de Mateus e a aura sombria ao seu redor, e franziu a testa.
— O que está acontecendo aqui?
Ao vê-la, a enfermeira sentiu como se tivesse encontrado uma salvadora.
— Sra. Dias, eu vim aplicar a injeção no Sr. Silva, mas ele não está cooperando...
*E ainda gritou comigo sem motivo*, a frase ficou presa em sua garganta, sem conseguir sair.
Luna se aproximou, deu um tapinha gentil em seu ombro e a confortou em voz baixa:
— Desculpe, ele está sob muito estresse ultimamente, não está de bom humor. Ele não teve a intenção de ser mau com você. Por favor, saia por agora. Daqui a meia hora, peça a outra pessoa para vir aplicar a injeção, pode ser?
Sua voz era suave e gentil, como uma chuva fina na montanha, dissipando pouco a pouco o pânico no coração da enfermeira.
A enfermeira assentiu, respondeu “certo” e saiu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....