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O Segredo por Trás da Traição romance Capítulo 298

Com ele falando daquela forma, se ela recusasse novamente, pareceria preciosismo.

Ela recompôs suas emoções e sorriu.

— Certo, então eu aceito. Obrigada.

Lucas assentiu levemente. Nesse momento, seu celular tocou.

Ele atendeu, e a voz suave de Edson soou do outro lado:

— Não disse que estava na entrada principal? Por que não te vejo?

— Na entrada da ala de internação. — O tom de Lucas era calmo, sua expressão relaxada.

A pessoa do outro lado da linha disse algo, e ele ergueu uma sobrancelha.

— Estou indo para aí agora.

Depois de desligar, ele disse a Luna:

— Preciso ir.

Luna sorriu.

— Certo, vá com cuidado.

Em um canto do saguão, Mateus observava, seus olhos frios e sombrios, a expressão sinistra enquanto via as duas figuras conversando e sorrindo do lado de fora.

De repente, ele pareceu ouvir o som de seu próprio coração se partindo.

Com pausas e estalos.

Sss... sss...

O barulho ao redor pareceu silenciar por um instante.

Lá fora, o dia estava ensolarado, o céu sem nuvens, a brisa suave. Parecia que apenas ele estava envolto em nuvens escuras, relâmpagos e uma tempestade violenta.

A chuva não apenas o encharcou por completo, mas também encharcou seu coração despedaçado.

Ele olhava fixamente para a cena lá fora, vendo Lucas entregar algo a Luna, os dois trocando algumas palavras, e Luna sorrindo alegremente.

Sua expressão gentil, sob a luz do sol, era extremamente radiante.

As hesitações, dúvidas e conflitos em seu coração se solidificaram naquela cena aparentemente harmoniosa.

E então começaram a afundar. Não importava o quanto ele tentasse, não conseguia mais puxar seu coração de volta ao lugar.

Mateus estava irritado, e sua fúria naquele momento era o extremo oposto de sua habitual gentileza.

A enfermeira ficou paralisada com o grito dele, completamente assustada.

Quando Luna entrou, viu a enfermeira pálida de medo, com lágrimas nos olhos.

Ela olhou para a expressão feroz no rosto de Mateus e a aura sombria ao seu redor, e franziu a testa.

— O que está acontecendo aqui?

Ao vê-la, a enfermeira sentiu como se tivesse encontrado uma salvadora.

— Sra. Dias, eu vim aplicar a injeção no Sr. Silva, mas ele não está cooperando...

*E ainda gritou comigo sem motivo*, a frase ficou presa em sua garganta, sem conseguir sair.

Luna se aproximou, deu um tapinha gentil em seu ombro e a confortou em voz baixa:

— Desculpe, ele está sob muito estresse ultimamente, não está de bom humor. Ele não teve a intenção de ser mau com você. Por favor, saia por agora. Daqui a meia hora, peça a outra pessoa para vir aplicar a injeção, pode ser?

Sua voz era suave e gentil, como uma chuva fina na montanha, dissipando pouco a pouco o pânico no coração da enfermeira.

A enfermeira assentiu, respondeu “certo” e saiu.

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