Luna ficou atônita; havia muitos nomes familiares ali.
Eunice era uma figura lendária entre a elite da Cidade Manba. Ela mesma havia mandado seu irmão para a prisão para assumir a presidência do Grupo Pacheco. Nunca se casou e, sob sua gestão de mais de uma década, o Grupo Pacheco prosperou.
Sustentar alguns modelos masculinos parecia algo normal para ela.
Além dela, na lista de clientes, estava Carolina, uma jovem socialite de apenas 28 anos.
A maioria das outras eram casadas.
O negócio de Daisy satisfazia uma necessidade de certas damas da alta sociedade.
Não era de se espantar que o negócio fosse tão bem, com lucros tão altos em apenas seis meses.
Em menos de um ano de operação, a clientela já chegava a 36 pessoas.
Com mais um ano de desenvolvimento, o número certamente mais que dobraria.
Ao pensar nos dividendos, Luna sentiu um profundo desconforto.
Aquele dinheiro queimava mais que batata quente.
Mas como obter as provas concretas?
Depois de muito refletir, concluiu que precisava primeiro conseguir os livros contábeis do negócio clandestino e entender completamente o seu modo de operação.
Enquanto pensava, uma notificação surgiu de um aplicativo oculto em seu celular: [Você tem uma nova gravação carregada.]
Luna abriu e encontrou dez gravações de durações variadas.
Ela havia comprado aquele microfone espião de um hacker, uma tecnologia de ponta que se conectava a um aplicativo. Qualquer som o ativava, e a gravação era enviada para o seu celular.
No dia em que assinou o requerimento para se tornar a representante legal, ela o havia fixado secretamente debaixo da mesa de centro no escritório de Daisy. O aplicativo a notificaria se o dispositivo fosse removido.
Não havia outra maneira. Daisy era inteligente, e Luna não podia arriscar interrogá-la abertamente. Se fosse descoberta, estaria em completa desvantagem.
Por isso, precisava recorrer a esses métodos.
O ideal seria descer ao subsolo e filmar tudo com uma microcâmera.
Luna pegou seus fones de ouvido sem fio da bolsa, colocou-os e ouviu cada uma das gravações.
Salvou todas as conversas relevantes sobre o negócio clandestino e apagou o resto.
Ficou no banheiro por cerca de dez minutos, suprimindo com força a angústia em seu peito antes de sair lentamente.
Mateus aproximou-se.
— O que foi? Não está se sentindo bem?
— Não, estou bem. — Luna pareceu surpresa. — Por que você veio aqui?
— Eu não te encontrava em lugar nenhum. A Sra. Lopes disse que você tinha vindo ao banheiro, então vim ver como estava.
— Ah, entendi. Não é nada, só estava querendo fugir um pouco da agitação.
Mateus riu, afastando uma mecha de cabelo da testa dela. Havia uma leve repreensão em seu tom carinhoso.
— Bobinha. Se não quisesse mais socializar, era só me dizer. Teríamos ido para casa. Não precisava se esconder no banheiro.
Então, ele pegou a mão dela.
— Vamos, vamos para casa.
— Está bem.
Depois de se despedir do Diretor Menezes e de alguns outros, Mateus levou Luna para o estacionamento.
Luna lembrou-se de algo.
— A Catarina ainda não foi embora. Não deveríamos avisá-la?
— Sim, mande uma mensagem para ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....