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O Segredo por Trás da Traição romance Capítulo 608

Luna olhou para a hora e respondeu casualmente:

— Daqui a uns trinta minutos, mais ou menos. Vou esperar meu pai tomar o remédio da noite.

Otávio assentiu.

— Certo, então fique com o Sr. Dias. Vou levar a Ester. Vamos, Ester, o Avô Dias precisa descansar e você precisa tomar banho. Hoje é dia de lavar o cabelo, não é?

O bico que Ester fazia desapareceu instantaneamente.

— Está bem. Avô Dias, vou voltar então. Descanse bem. Amanhã a Ester volta para ouvir mais histórias.

Júlio acariciou a cabeça dela com carinho.

— Combinado. Você também descanse bem hoje à noite, senão amanhã não terá energia para as histórias.

— Sim, eu sei.

Após concordar, Ester olhou para Luna e puxou sua mão.

— Sra. Dias, já vou. Lembre-se de vir me ver da próxima vez.

Luna sorriu e concordou:

— Pode deixar.

Depois que pai e filha saíram, ela ficou com Júlio por mais uns 40 minutos.

Vendo que Júlio tomou o remédio e que a pouca energia que restava havia se dissipado, indicando que ele precisava dormir, ela se despediu da cuidadora, pegou sua bolsa e saiu do quarto na ponta dos pés.

Ao chegar à antessala, seu celular apitou duas vezes.

Era uma mensagem de WhatsApp de Lucas.

[Quando você volta?]

Luna digitou rapidamente: [Estou saindo agora. Seu compromisso acabou?]

Lucas: [Praticamente. Bebi um pouco.]

Ela perguntou: [Bebeu muito?]

Lucas: [Não muito, só duas ou três taças.]

Luna continuou caminhando em direção ao elevador enquanto trocava mensagens com ele de cabeça baixa.

O elevador estava demorando um pouco mais hoje; Luna esperou por quase dois minutos e nada.

Aquele elevador servia apenas os andares 16 a 20, onde ficavam os quartos VIP do hospital.

— Hum? O elevador ainda não subiu? — Uma voz suave e agradável ecoou no corredor silencioso.

Luna se virou e viu o rosto bonito e sereno de Otávio.

Ela assentiu e perguntou naturalmente:

— Pois é. Vai começar o plantão noturno?

— Não, o chuveiro do dormitório quebrou. Vou voltar para casa tomar um banho. — Otávio parou ao lado dela.

— A Ester já dormiu?

— Não, tive que contar três histórias novas para ela me deixar sair.

Otávio riu, resignado.

— Vou em casa tomar banho e preciso dormir um pouco. A madrugada vai ser longa; um paciente em estado grave está vindo da Cidade J, chega por volta das duas. Assim que chegar, terei que operar.

Luna compreendeu e não fez mais perguntas. O celular em sua mão apitou de repente.

Ela hesitou, prestes a olhar, quando o elevador chegou.

Otávio disse:

— Vamos entrar.

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