Luna olhou para a hora e respondeu casualmente:
— Daqui a uns trinta minutos, mais ou menos. Vou esperar meu pai tomar o remédio da noite.
Otávio assentiu.
— Certo, então fique com o Sr. Dias. Vou levar a Ester. Vamos, Ester, o Avô Dias precisa descansar e você precisa tomar banho. Hoje é dia de lavar o cabelo, não é?
O bico que Ester fazia desapareceu instantaneamente.
— Está bem. Avô Dias, vou voltar então. Descanse bem. Amanhã a Ester volta para ouvir mais histórias.
Júlio acariciou a cabeça dela com carinho.
— Combinado. Você também descanse bem hoje à noite, senão amanhã não terá energia para as histórias.
— Sim, eu sei.
Após concordar, Ester olhou para Luna e puxou sua mão.
— Sra. Dias, já vou. Lembre-se de vir me ver da próxima vez.
Luna sorriu e concordou:
— Pode deixar.
Depois que pai e filha saíram, ela ficou com Júlio por mais uns 40 minutos.
Vendo que Júlio tomou o remédio e que a pouca energia que restava havia se dissipado, indicando que ele precisava dormir, ela se despediu da cuidadora, pegou sua bolsa e saiu do quarto na ponta dos pés.
Ao chegar à antessala, seu celular apitou duas vezes.
Era uma mensagem de WhatsApp de Lucas.
[Quando você volta?]
Luna digitou rapidamente: [Estou saindo agora. Seu compromisso acabou?]
Lucas: [Praticamente. Bebi um pouco.]
Ela perguntou: [Bebeu muito?]
Lucas: [Não muito, só duas ou três taças.]
Luna continuou caminhando em direção ao elevador enquanto trocava mensagens com ele de cabeça baixa.
O elevador estava demorando um pouco mais hoje; Luna esperou por quase dois minutos e nada.
Aquele elevador servia apenas os andares 16 a 20, onde ficavam os quartos VIP do hospital.
— Hum? O elevador ainda não subiu? — Uma voz suave e agradável ecoou no corredor silencioso.
Luna se virou e viu o rosto bonito e sereno de Otávio.
Ela assentiu e perguntou naturalmente:
— Pois é. Vai começar o plantão noturno?
— Não, o chuveiro do dormitório quebrou. Vou voltar para casa tomar um banho. — Otávio parou ao lado dela.
— A Ester já dormiu?
— Não, tive que contar três histórias novas para ela me deixar sair.
Otávio riu, resignado.
— Vou em casa tomar banho e preciso dormir um pouco. A madrugada vai ser longa; um paciente em estado grave está vindo da Cidade J, chega por volta das duas. Assim que chegar, terei que operar.
Luna compreendeu e não fez mais perguntas. O celular em sua mão apitou de repente.
Ela hesitou, prestes a olhar, quando o elevador chegou.
Otávio disse:
— Vamos entrar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....