Luna soltou um leve suspiro de alívio e, ao erguer a cabeça, percebeu que estavam muito próximos. Instintivamente, deu alguns passos para o lado e estendeu a mão para apertar o botão de abrir a porta.
Seus movimentos e expressão pareciam naturais, sem parecerem forçados ou constrangidos.
Até mesmo seu tom de voz, embora trêmulo ao sair, tentava passar calma:
— Estou bem.
Depois de tanto perigo, por mais que ela aparentasse calma, isso não significava que não estivesse com medo.
A porta do elevador não abriu. Otávio a observou, sem perder tempo, e tirou o celular do bolso novamente para fazer uma ligação.
Antes mesmo de completar a chamada, alguém gritou do lado de fora:
— Tem alguém aí dentro?
O coração de Luna estremeceu e ela respondeu imediatamente:
— Sim, tem gente aqui!
— Não se preocupem, estamos aqui fora tentando abrir a porta para tirar vocês — disse a voz externa.
— Certo, muito obrigado — respondeu Otávio desta vez.
O pessoal do lado de fora foi rápido. Afinal, era um espaço fechado com oxigênio limitado; cada momento lá dentro representava um perigo a mais.
Em menos de dez minutos, conseguiram abrir uma fresta de cerca de dez centímetros na porta do elevador, permitindo ver o lado de fora.
Minutos depois, a porta foi aberta um pouco mais e Luna foi puxada para fora primeiro.
Otávio saiu logo em seguida, e as pessoas ao redor se aproximaram perguntando se estavam bem.
Otávio lidou com a situação com desenvoltura e, quando terminou, agradeceu solenemente à equipe de manutenção e aos bombeiros.
Luna também agradeceu, fazendo uma reverência.
O olhar de Otávio finalmente pôde se concentrar nela. Ele baixou a cabeça e perguntou:
— Como você está? Quer ir fazer um exame?
— Não precisa, já estou bem. — Ela sorriu devagar.
— Recupere o fôlego um pouco. Sem pressa. Não fico tranquilo em deixar você dirigir para casa assim.
Com o perigo totalmente superado, Luna percebeu tardiamente que suas pernas pareciam estar um pouco moles.
Ela acabou concordando com a sugestão de Otávio.
Após dar alguns passos, Otávio olhou para trás e viu a dificuldade dela ao caminhar. Ele voltou para o lado dela e segurou seu braço.
— Pernas bambas? Eu te ajudo.
Luna sorriu sem graça e, ao fazer um gesto com a mão, soltou o braço do aperto dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....