Seis anos foram tempo suficiente para afundá-la em um pântano. Mas para sair dele?
Não seria uma tarefa fácil.
Luna respirou fundo e discou um número.
— Hotel Continente, quarto 1408. Quero um vídeo nítido.
Depois de falar, desligou.
Do outro lado da linha estava um detetive particular.
Assim que soube que Mateus e Catarina estavam se encontrando em um quarto no Hotel Continente, ela procurou por um detetive na internet.
Ir ela mesma seria arriscado e cansativo. Além disso, não queria se esconder como uma ladra para observá-los.
Era melhor pagar alguém para resolver o assunto.
No hotel.
Quando a campainha tocou, Mateus e Catarina tinham acabado de se exercitar e estavam prestes a mudar de posição para continuar.
Com os braços em volta do pescoço de Mateus, Catarina perguntou com uma voz sedutora:
— Quem será?
Mateus franziu a testa, irritado por ter sido interrompido. Mas a campainha continuava a tocar, incomodando-o a ponto de não conseguir prosseguir. Ele deu um tapinha leve na cintura dela.
— Vou ver quem é.
Levantou-se, vestiu um roupão branco e foi até a porta. Ao ver um entregador do lado de fora, sua carranca se aprofundou.
Abriu a porta, intrigado.
— Pois não?
O "entregador" tinha uma microcâmera no peito e, sorrindo, entregou-lhe o café.
— O café que o senhor pediu. Espero que possa nos dar uma avaliação de cinco estrelas.
— O quê? — Catarina ficou chocada. — Quem pediu, então? Será que... foi a Luna?
— Impossível! — Mateus negou sem pensar, com o olhar sombrio e a voz firme. — Ela não tem como saber! A não ser que...
Ele parou de propósito, olhando para ela com os olhos semicerrados.
Catarina ficou pasma, depois magoada.
— Você... está suspeitando de mim? Por que eu faria uma coisa tão estúpida? Que benefício eu teria se a Luna descobrisse sobre nós? Já tenho que me esconder em hotéis com você, sem poder agir como um casal normal, e agora você ainda desconfia de mim.
Enquanto falava, começou a soluçar baixo.
Mateus não suportava vê-la chorar. Ele a puxou para um abraço, beijando seus olhos marejados e sua boca.
— Eu não disse nada ainda, e você já está assim, tão sensível.
— Mas é claro que fico...
— Tudo bem, tudo bem. Eu errei. Me desculpe por te magoar. — Mateus olhou de relance para os dois copos de café sobre a mesa, a testa ainda franzida, e sussurrou: — Vamos continuar?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....