— Guerra é algo que não teremos chance de enfrentar — brincou Otávio. — Mas uma experiência dessas basta uma vez, que nunca haja uma segunda.
Enquanto conversavam e riam, parecia que a tensão do elevador ia sendo alisada pouco a pouco.
Alguns minutos depois, o celular na bolsa de Luna emitiu o som de notificação do WhatsApp.
Luna tirou o celular da bolsa para ver.
Era Lucas: [Cheguei em casa.]
Ela olhou a hora no canto superior esquerdo do celular, bloqueou a tela, guardou o aparelho na bolsa e se levantou com o copo de café descartável na mão.
Ela se dirigiu a Otávio:
— Dr. Porto, obrigada pelo café. Já está tarde e sua carga horária na madrugada será pesada, não vou tomar mais o seu tempo de descanso.
Quando ela olhou a mensagem, Otávio percebeu. Embora não pudesse ver o conteúdo, não era difícil adivinhar quem a enviava.
Ele assentiu discretamente.
— Tudo bem, vá descansar também, durma bem. Sobre o que aconteceu hoje, peço desculpas em nome do hospital. Sinto muito pelo susto.
Luna deu um sorriso leve.
— O importante é que estamos bem. Você também estava lá dentro, não precisa pedir desculpas.
Sorte que o elevador não causou uma tragédia esta noite, e sorte que só havia os dois lá dentro, sem nenhum paciente.
Caso contrário, as consequências seriam inimagináveis.
Otávio não insistiu nas formalidades. Olhou para o copo de café na mão dela.
Hesitou apenas um segundo antes de estender a mão para pegar o copo de papel.
— Me dê isso aqui, eu jogo fora.
— Obrigada.
— Não por isso.
Luna pegou o elevador novamente até o subsolo, encontrou o Mercedes que Lucas havia lhe emprestado, sentou-se no banco do motorista e saiu do hospital.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....