O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 759

Os olhos ameaçadores de Bianca se voltaram para a irmã.

— Uma boa pessoa? Quem é você para me julgar? Mesmo que eu fosse uma pessoa horrível, Anthony ainda iria me querer! Você é apenas um brinquedo para ele e não está nem no mesmo nível de uma puta de beira de estrada! Pelo menos elas são pagas por isso, afinal. O que você ganha sendo a diversão passageira de Anthony? Você não vale um único centavo! Outra coisa: saiba que passarei a dormir na Mansão Real com mais frequência, então é melhor você não atrapalhar mais. —

Depois disso, a pianista foi embora. Claro, Anne sabia o que representava para Anthony, mas era fato que se sentia determinada a não deixar o magnata tocá-la nunca mais. Pelo menos, não como amante. Nessa hora, outra coisa passou em sua mente: Anthony disse que ela teria mais autonomia sobre o que fazer com os filhos. Diante disso, como Bianca avisou que iria passar as noites na Mansão Real, Anne achou prudente buscar as crianças. Assim, naquela tarde, buscou os filhos, levando os três para passar a noite na mansão de Sarah.

A moça fez isso por dois motivos. Em primeiro lugar, porque não queria que as crianças tivessem contato com Bianca, a quem considerava perigosa. Em segundo lugar, as crianças poderiam distrair Sarah, para que a mulher não ficasse pensando em Nigel. Assim, Anne observou de longe os trigêmeos se divertindo com a avó, depois pegou o telefone para ligar para Anthony e informá-lo sobre o paradeiro das crianças.

— Por que você fez isso? — A voz de Anthony era profunda e ameaçadora.

— Você não disse que eu podia tomar decisões sobre as crianças? Só estou informando você por respeito. Isso te afeta em quê? — Anne escancarou a necessidade egóica do magnata por controle.

A moça não ouviu uma resposta de Anthony, mas ouviu a voz de Bianca chamando ao fundo. Anne não disse nada, apenas desligou imediatamente. O magnata ficou visivelmente carrancudo, com o rosto sério e olhar distante.

— Anthony, vamos jantar agora. Você terminou o trabalho? — Bianca perguntou, com gentileza forjada.

O homem, contudo, jogou o telefone na mesa, levantou-se e pegou o casaco nas costas da cadeira.

— Tenho algo para fazer na empresa. Não vou jantar em casa. —

— É urgente?! Você não pode ir depois do jantar?! — Bianca se desesperou.

— Não precisa, vou comer alguma coisa no escritório. — Anthony saiu da sala e atravessou o saguão da Mansão Real.

— Então você voltará à noite?! — A moça gritou, da porta do escritório.

— Não espere por mim. —

Bianca desceu as escadas e correu até a porta da mansão, de onde observou o magnata entrar no carro e partir. Em pouco tempo, o veículo desapareceu de sua visão. A pianista então chutou com força a balaustrada, mas o impacto contra as pedras de mármore fez com que seu pé doesse, o que levou seu rosto a se contorcer numa careta de dor. Resignada, voltou ao escritório do noivo, então viu o laptop sobre a mesa. Curiosa, a jovem ligou o aparelho e verificou o histórico de navegação do sistema operacional, dando de cara com um monte de lindas fotos e vídeos.

Anthony, Anne e as crianças se divertindo, como uma família, no oceano. A interação do magnata com sua irmã, mais o bombardeio fotográfico das crianças, parecia uma família completa. A pianista ficou tão furiosa que seu rosto se contorceu e suas unhas se cravaram na borda da mesa. Ela olhou ameaçadoramente para o rosto da irmã, completamente desatenta ao fato de que sua unha do dedo indicador se partia.

'Por quê? Por que sempre tenho que lutar contra ela?', Bianca se permitiu temer, mas logo retomou o pensamento de que Anthony nunca deixaria Anne substituí-la. Deveria ser impossível! No entanto, a estranha sensação de ameaçada pairava sobre aquelas fotos e vídeos. 'Não! Estou pensando demais! Anthony só estava se comportando assim com as crianças! Por causa das crianças! Sempre foi sobre as crianças!', repetiu para si, concluindo que assim que tivesse os seus próprios filhos com o magnata, a postura do homem mudaria, e seu foco se afastaria dos trigêmeos e de sua irmã usurpadora.

Quando isso acontecesse, Bianca tinha esperanças de que Anne e seus filhos não tivessem a menor chance! Maquiavélica, a pianista pegou o telefone e verificou a data da ovulação. Seus olhos se viam cheios de uma determinação sem precedentes.

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