Nos últimos dias, o médico ligou inúmeras vezes para Noah ao perceber que a condição de Olivia só piorava, mas não conseguiu falar com ele.
No começo, Olivia estava com mais dor do que podia suportar, portanto, ela implorou ao médico para lhe dar um remédio. Depois disso, ela nunca mais o pediu mais nada.
Durante os últimos três dias, ela não comeu, nem bebeu também.
Embora o médico quisesse enviá-la para um hospital, eles estavam em uma casa na montanha. Como Noah havia instalado uma fechadura a qual só ele tinha acesso, ninguém conseguiria sair sem sua permissão.
Depois de correr de volta para casa, Noah encontrou Olivia pálida com os olhos ligeiramente fechados, deitada na cama. Ela estava tão magra que ele mal conseguia reconhecê-la.
A mulher na frente dele não se parecia com a Olivia que ele conhecia.
Sua esposa sempre foi muito bonita e cheia de vida. Ela nunca deixava de maquiar seu rosto com esmero, além de carregar a aura de uma rainha que fazia todos a temerem e quererem conquistá-la ao mesmo tempo.
Mas nesta cama, ele via uma jovem mulher que mal havia chegado à fase adulta e já parecia sem vida.
Isso mesmo, ela tinha acabado de se tornar uma adulta.
Ela só tinha vinte e três anos.
No entanto, ela tinha câncer do colo do útero e estava prestes a...
Assim que a palavra 'morrer' veio à mente de Noah, ele balançou a cabeça. "Não, de jeito nenhum, ela não pode morrer."
Ele correu até ela e a levantou da cama. "Olivia, estou aqui. Vou levar você ao médico. Vai ficar tudo bem. Não vou deixar que nada te aconteça."
Ela não respondeu nada. Seu corpo macio estava tão leve que ela nem parecia uma pessoa real naquele momento.
Ao olhar para o braço dela, ele se espantou. Por que estava todo ferido?
Então, Noah ergueu a cabeça e olhou para o médico e a empregada que o encaravam de volta, assustados. Ele os perguntou em um tom ríspido: "O que isso significa?"
"Senhor, a Sra. Smith causou essas feridas nela mesma. Para ser exato, ela se mordeu." Quando escutou isso, os olhos de Noah caíram sobre os machucados dela outra vez.
Realmente, pareciam marcas de mordidas, mas por que ela fez isso?
"A senhora estava com muita dor e, como o senhor me disse para não dar nenhum remédio a ela sem a sua permissão, essa foi a maneira que ela encontrou quando não conseguia mais suportar..." As palavras do médico responderam a dúvida dele.
Ela mordeu a si mesma para aliviar sua dor.
Mas que tipo de método era esse?
Ela tinha que se machucar para fazer a dor passar?
Noah não se atreveu a imaginar essa cena. Quanta dor ela deve ter sentido para chegar nesse ponto?
Deus, pelo que ela passou nesses últimos dias enquanto ele esteve em coma?
No caminho de volta para casa, uma pessoa lhe disse que ele havia ficado em coma por treze dias.
Durante todo esse tempo, ela ficou aqui sofrendo.
Por que algo foi acontecer com ele naquele momento? Se ele não tivesse ficado em coma, ele certamente teria a levado para o melhor médico. Mesmo que não pudesse salvar sua vida, pelo menos faria o possível para deixá-la confortável.
Era culpa dele ela ter sofrido tanto!
Enquanto estiveram juntos, ele sempre foi frio e violento com ela porque queria mesmo machucá-la.
Depois que se separaram e descobriu que ela tinha o confundido com Hudson, ela sofreu tanto que quis morrer.
No final de sua vida, Noah ainda a aprisionou neste lugar e a fez morrer de dor.
O que ele fez com ela?
"Sinto muito. A culpa é minha, mas não vou deixar você sentir mais dor. Eu prometo." Noah se levantou com ela nos braços e caminhou até a porta.
"Sr. Smith..."
O médico deu um passo à frente para detê-lo e disse baixinho: "É tarde demais."

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