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O Último Amor romance Capítulo 35

"Sr. Smith, o senhor queria me ver?" O diretor do Hospital Aile, pertencente ao grupo JHN, parou na frente de Noah.

"Você deve saber porque estou atrás de você, certo?" Noah foi direto ao ponto.

O homem assentiu. "Você quer os registros médicos da Srta. Johnson, mas ela deu ordens para que ninguém tivesse acesso a eles, exceto ela."

Uma sombra de dúvida pairou sobre o coração de Noah ao ouvir isso. Por que ela daria uma ordem dessas?

Será que havia algum segredo por trás de sua doença?

Mais do que nunca, ele queria saber sobre sua doença. Aliás, ela também havia perdido um rim. Embora ele nunca mais tivesse lhe perguntado a respeito, isso não significava ele havia se esquecido do assunto.

"Agora que ela se foi, como marido dela, tenho o direito de querer saber mais do seu passado, especialmente sobre sua doença!" Noah afirmou de forma objetiva.

O diretor empurrou os óculos sobre o seu nariz. "Sr. Smith, até onde eu sei, o senhor e a Srta. Johnson se divorciaram legalmente antes..."

Por alguma razão, ouvir isso deixou Noah profundamente irritado. Ele não suportava mais a palavra divórcio, portanto, ele interrompeu o diretor antes que terminasse de falar: "Divorciados ou não, você deve saber que ela me transferiu todas as ações do Grupo JHN. Em outras palavras, se eu quiser, você deixa de ser diretor do hospital agora mesmo."

Noah sabia que não tinha o direito de ameaçar ninguém, mas não teve outra escolha. Ele queria saber porque Olivia perdeu seu rim e quando foi que ela teve qualquer problema renal.

Mesmo sabendo que não era mais nada dela, ele queria desvendar esse mistério.

"Claro!" O diretor concordou prontamente, parecendo envergonhado. Então, ele tirou de sua bolsa uma pasta de arquivo e disse: "Aqui tem tudo o que quer saber."

Noah engoliu em seco ao olhar a pasta. Ele queria dizer algo ao homem à sua frente, que tinha idade para ser seu pai, mas não o fez.

"Tudo mesmo?" Indagou ele, pegando a pasta.

"Sim. Está tudo aí desde a primeira internação da Srta. Johnson à última. Todos os relatórios médicos e prontuários estão aí dentro."

"Ótimo, obrigado!"

"Se o Sr. Smith não precisar de mais nada, já vou embora então", disse ele, prestes a sair.

"Espere um pouco." Noah o deteve. "Há algumas coisas que eu não entendo muito bem. Aguarde até eu terminar de ler antes de sair. Por favor, sente-se."

Como ele não era médico, temia que houvesse algo que ele não conseguisse entender.

O diretor, então, sentou-se no sofá ao lado e esperou pacientemente. Ao abrir o arquivo, Noah pensou que teria muitos papéis para ler, mas a verdade era que havia poucos.

Um dos registros médicos era de quando ela tinha apenas um ano e meio de idade. Depois disso, ele viu vários resultados de exames de rotina. Estavam todos normais.

Em seguida, ele viu o registro de uma cirurgia relacionada a um aborto.

Ele sabia sobre o aborto. Eles estavam casados há mais de um ano quando ela engravidou. Então, ele arranjou um remédio abortivo e a obrigou a tomá-lo. Até hoje, ele se lembrava das lágrimas nos olhos dela com aquele pedido.

Na época, o médico havia lhe dito que o comprimido era o suficiente para abortar a criança, então, por que ela precisou fazer uma curetagem?

"Por que ela passou por esse procedimento?" Ele perguntou ao diretor, confuso.

"Embora a Srta. Johnson tenha tomado o remédio para abortar, alguns resíduos não foram expelidos. Como ela não descobriu isso a tempo, esses resíduos acabaram causando uma infecção em seu útero, o que acabou o deteriorando e provocando uma série de hemorragias. É por isso que ela precisou ser operada", explicou o homem.

Após ouvir isso, Noah ficou em silêncio. Ele realmente não fazia ideia disso.

Afinal, ela nunca havia tocado no assunto com ele.

"E isso dói?" Ele não pôde deixar de perguntar.

O diretor não pareceu entender muito bem o que Noah quis dizer até que ele esclareceu: "A operação dói?"

O homem assentiu. "Claro, naquela época, o útero da Srta. Johnson jé estava seriamente danificado, então, não pudemos aplicar anestesia nela. Para você ter uma ideia, quando a operação acabou, ela estava mordendo uma toalha."

"Sr. Smith, o senhor está bem?" O diretor viu a mudança em seu rosto.

Como ele não respondeu, o homem continuou: "Na verdade, a Srta. Johnson veio cuidando muito bem de si. Ela ainda queria ser mãe. Caso contrário, não teria congelado os óvulos."

"Noah, você ainda se lembra da criança que eu estava esperando?

"Ela era uma menina muito bonita, mas você a matou. Sabe do que mais? Posso até te perdoar por todo o mal que me fez, mas jamais vou te perdoar por isso."

Ele não pôde deixar de se lembrar das palavras que Olivia lhe disse. Ela não só o acusou de ter matado a filha deles, como também jamais iria perdoá-lo por isso.

Ela o perdoaria por toda dor que ele a causou, mas não isso.

No fim das contas, além de matar o bebê deles, ele também tirou dela o direito de ser mãe.

Após algum tempo, Noah se recuperou do choque e perguntou: "Então, ela congelou seus óvulos?"

"Sim, dois. Eles estão armazenados em nosso hospital."

Noah ficou em silêncio mais uma vez. Neste momento, o telefone do diretor tocou. Ao invés de atender a ligação, ele olhou para o homem à sua frente e disse: "Sr. Smith, tenho algo para resolver, então, preciso ir agora. Se tiver qualquer outra dúvida, pode entrar em contato comigo quando quiser."

Noah assentiu e ordenou com uma voz grave: "Quero que a vontade dela em relação aos seus registros médicos seja respeitada. Ninguém poderá lê-los no futuro."

"Pode deixar!"

"Além disso, tudo no hospital deve correr normalmente. Siga as instruções que ela passou antes. Se precisar de alguma coisa, pode me procurar a qualquer momento."

"Sim!"

"Mais uma coisa..." Noah abriu e fechou a boca algumas vezes, como se fosse difícil para ele continuar.

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