Olivia poderia ter tido uma chance de viver se Noah e Hudson não tivessem sofrido um acidente ao mesmo tempo. Hudson sabia que, mesmo que seu irmão não tivesse sido hospitalizado, ele não seria cruel a ponto de deixá-la morrer de dor.
De fato, Noah nunca quis que Olivia morresse, mas por conta de uma pegadinha cruel do destino, os dois se acidentaram na mesma hora. Então, Olivia ficou foi deixada para morrer sozinha naquela casa.
"Há mesmo uma cura para essa doença?" Noah ainda parecia um pouco incrédulo.
"Sim!" A resposta de Hudson fez seu peito doer tanto que ele mal conseguia respirar.
No final das contas, Olivia podia ter se curado. Ela não precisava ter morrido.
Mas o que foi que ele fez? Ele a trancou dentro de casa, não deu ouvidos ao alerta de seu irmão e tirou dela a chance de ter um tratamento adequado. Ele a...
Ele a fez ter uma morte dolorosa. Partia seu coração toda vez que ele se lembrava dos seus braços cheios de feridas porque ela se mordia quando não conseguia mais suportar a dor.
Noah não pôde deixar de pensar que ele havia a matado.
Foi ele!
"Noah, você está bem?" Hudson perguntou, preocupado, ao ver que seu rosto estava extremamente pálido.
Ele, por sua vez, não respondeu. Tudo que ele conseguia ver à sua frente era o rosto doente de Olivia...
"Não adianta se culpar, até porque isso não vai resolver nada." Hudson entendia o que angustiava tanto seu irmão. Na verdade, era impossível para ele não culpá-lo também.
Foi graças ao egoísmo e ao ciúme de Noah que Olivia morreu de forma tão trágica.
O coração de Noah se apertou outra vez ao ouvir as palavras de Hudson, mas ele estava certo. Culpar a si mesmo não adiantaria de nada. Olivia não estava mais entre eles.
Hudson encarou Noah. Quando viu que ele ainda estava triste, resolveu dizer: "Se está se sentindo tão culpado, deixe o passado para trás e comece uma vida nova. Isso não vai diminuir o amor que ela tinha por você."
Assim que ouviu isto, Noah olhou para Hudson e perguntou com uma voz grave: "Está tentando tripudiar de mim?"
Ele achou um tanto irônico e ridículo Hudson dizer aquilo. Afinal, para ele, a pessoa que Olivia realmente amou foi seu irmão.
Hudson entendeu o que ele quis dizer, então, balançou a cabeça. "De coração, Noah, você acha mesmo que o homem que Olivia amava era eu e você só foi meu substituto durante todo esse tempo?"
"E não é verdade?" Noah perguntou sinceramente.
"Olivia pode ter se apaixonado por mim primeiro, mas quando te conheceu, ela se casou com você sem pensar duas vezes. Noah, já parou para pensar que, durante esses cinco anos em que conviveu com ela, o amor dela por você foi real? Se não fosse, todo o mal que você a causou teria sido suficiente para ela deixá-lo há muito tempo, mas ela não o fez. Para ser franco, ela só se divorciou de você porque sabia que estava doente. Entende o que isso significa?"
Noah piscou um pouco confuso.
Hudson suspirou levemente antes de continuar: "O amor que ela tinha por mim era uma ilusão, mas o que ela teve com você era real. Pense no assunto."
Após dizer isso, Hudson se levantou e deixou o quarto. Então, Noah começou a refletir. Seu irmão achava que a pessoa quem Olivia amava de verdade era ele. Será?
Noah não fazia ideia, mas a essa altura, ele não queria mais saber disso. Ele só sabia que tinha uma dívida enorme com Olivia.
Afinal, ele causou a doença dela.
Também foi ele quem a fez abortar a criança que ela tanto queria.
Ao pensar nessas coisas, Noah voltou a se sentir culpado. Embora soubesse que isso não resolveria nada, como Hudson mesmo lhe disse, ele não podia deixar de ficar triste.
"Pai, quando a mamãe vai sair do trabalho?" No jardim lá embaixo, uma garotinha conversava com um homem que vestia uma camisola hospitalar.
"Só mais tarde. Por quê? Está com saudades dela?" O homem perguntou com muita paciência.
"Sim. Você também não está com saudades dela?" A garotinha era muito fofa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Último Amor