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O Último Amor romance Capítulo 33

Choveu sem parar por três dias e três noites. A cidade parecia que iria alagar.

A chuva começou no fim do funeral de Olivia. Às vezes ela ficava mais fraca, outras vezes apertava, mas nunca parava.

Às quatro horas da manhã, o mundo lá fora estava tão quieto que parecia morto.

Havia apenas o som da chuva densa lá fora...

Noah estava sentado no chão. Pela primeira vez em sua vida, ele sentiu que a noite podia ser muito longa. Ele realmente não sabia como Olivia passou tantas delas sozinhas nos últimos cinco anos.

A verdade era que ele nunca passou a noite com ela. Sempre que vinha a esta casa, ele ia embora depois que Olivia satisfazia suas necessidades de homem.

Não era que ela nunca tivesse pedido para ele ficar, mas ele se recusava porque acreditava que não podia dar a ela algo que queria tanto. Na verdade, ele adorava vê-la implorar, apenas para deixá-la depois.

Ao pensar nisso agora, ele percebeu o quão cruel era sua atitude.

Como presidente do Grupo JHN, todos baixavam a cabeça quando viam Olivia passar. Mas na presença dele, ela permitia que ele a humilhasse enquanto implorava por um pouco de afeto.

Se fosse uma mulher comum, talvez isso não importasse muito, mas ela era alguém que tinha a admiração de outras pessoas e, mesmo assim, ele pisou nela, acabando com sua autoestima.

Era seguro dizer que ela certamente sofreu cem ou até mil vezes mais do que qualquer outra pessoa.

Ainda assim, ela suportou isso por cinco anos.

Quão paciente ela podia ser?

Além disso, se não soubesse que estava doente, ela nem teria se divorciado dele e continuaria o aguentando como seu marido.

O quanto ela não devia amá-lo para se sujeitar a isso?

Na verdade, não era a ele quem ela amava, mas seu irmão. Noah era apenas o cara que a feriu impiedosamente.

Ah, Olivia...

Noah a chamou em voz baixa até que, de repente, sua visão ficou turva. Por um momento, ele pensou ter sentido a presença dela.

Não era de se espantar, já que ela viveu nesta casa por cinco anos e esteve em cada canto dela.

Mas em breve, sua presença sumiria de vez porque ela já não estava mais nesse mundo. Pensando nisto, Noah sentiu um vazio no peito, que doeu mais do que qualquer outra coisa.

Seu desconforto era tão grande que sua vontade era poder rasgar o peito apenas para colocar algo lá dentro.

Ele nunca imaginou que um dia ficaria tão triste por uma mulher que odiava.

Então, por que ele estava tão arrasado?

"Noah, diga, você ao menos me amou um pouco nesses últimos cinco anos?"

De repente, ele ouviu a voz de Olivia soprar em seu ouvido e, em um piscar de olhos, ele a viu parada na sua frente com o rosto pálido.

"Olivia..." Ele estendeu a mão para alcançá-la, mas ela deu um passo para trás.

"Noah, você já me amou?" Ele a ouviu perguntar novamente.

Em silêncio, ele percebeu que não sabia se alguma vez a amara ou não.

Antes, ele poderia afirmar que nunca teve nenhum sentimento romântico por ela. No entanto, quando descobriu que, na verdade, ela amava seu irmão gêmeo, Hudson, ele enlouqueceu e a aprisionou até o dia da sua morte.

Entretanto, Noah não queria vê-la porque sabia que em parte sua antiga namorada contribuiu para o sofrimento de Olivia.

A verdade era que ele não sabia explicar seus sentimentos pela mulher à sua frente. Ele só sabia que se sentia endividado com Charlotte, portanto, estava disposto a cuidar dela. Era sua responsabilidade compensá-la pelo passado.

Depois que foi forçado pela família a se casar com Olivia, Charlotte partiu para o exterior, o que fez Noah se sentir como se devesse muito a ela. Então, quando ela voltou e descobriu sua doença, ele não hesitou em ajudá-la. Ele até mesmo fez acusações terríveis à sua ex-esposa.

Aos olhos dele, foi ela quem forçou Charlotte a partir. Por isso, assim que a mulher voltou, ele se aproximou dela propositalmente para que Olivia soubesse e ainda pediu que ela doasse seu rim como punição.

Enquanto pensava sobre isso, ele percebeu o quão ruim ele era. Ele realmente achava que Olivia era cruel? Como ele pôde machucá-la tanto?

"Noah, você está sentindo alguma coisa? Quer que eu chame um médico?" Charlotte perguntou cautelosamente ao perceber que ele havia a ignorado e encarava um ponto fixo no teto.

Quando voltou a si, Noah olhou para a jovem digna de pena ao seu lado. No fim das contas, ele não queria ser rude com ela, até porque Charlotte não havia feito nada de errado. Mesmo que sua presença tenha machucado Olivia, ele era o maior culpado por isso. Foi ele quem deu a antiga namorada a oportunidade de magoar sua falecida esposa.

"Estou bem. Volte para casa e descanse!" Enquanto Noah olhasse para ela, pensaria em todo o mal que havia feito a Olivia, portanto, ele pediu que ela fosse embora.

Charlotte balançou a cabeça. "Noah, eu não vou embora. Quero ficar aqui com você."

"Charlotte..."

"Noah, não me trate assim. Eu ficarei quieta se não quiser falar comigo, mas não vou sair daqui." Em seguida, ela baixou os olhos e sussurrou: "Em breve, eu serei sua esposa. É meu dever cuidar de você."

Ela estava o testando, afinal, faltavam dez dias para o Festival das Lanternas e o dia do casamento deles.

Mas agora que Olivia estava morta, ela temia que ele voltasse atrás em sua palavra e a abandonasse.

Noah ficou atordoado por um momento, então, lembrou-se da promessa que fez a Charlotte. Contudo, ele ainda estava disposto a se casar com ela?

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