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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 64

Enquanto Alana entrava pelo portão da mansão carregando a mala, ela viu a figura alta do homem parada diante da janela que ia do chão ao teto.

Pelo vidro, o olhar penetrante dele recaiu sobre ela.

Como uma fera no escuro à espreita da presa, seus olhos brilhavam com uma luz sinistra.

Do momento em que ele mandou a mensagem até Alana chegar, tinham se passado quase duas horas.

Essas duas horas foram uma tortura pra Alana.

Pra Daniel, o fogo no peito crescia a cada segundo.

— Sra. Craig, a senhora ainda sabe o caminho de volta pra casa.

Ele tinha um cigarro entre os dedos.

O cinzeiro ao lado estava abarrotado de bitucas — parecia um ouriço.

Alana largou a mala, calçou os chinelos e foi em direção a ele.

— Você mandou alguém me seguir?

Daniel deu uma risada curta:

— Você não tem tanta importância assim. Não vale meu tempo.

Quem teria mandado a foto pra Daniel?

A imagem de uma pessoa surgiu na cabeça de Alana.

— Então quem te mandou a foto?

— Oi? Você não consegue nem se explicar e já tá tentando virar o jogo perguntando de onde eu tirei as fotos?

O homem estava claramente de mau humor — e agora não era hora de ficar nisso.

O cigarro entre os dedos queimava devagar, deixando um rastro de cinzas.

A fumaça densa o envolvia por completo, e a raiva dele atravessou aquelas camadas de fumaça e bateu direto na bochecha de Alana.

— Não éramos só eu e o Eduardo— tinha outras pessoas também.

Alana tentou explicar.

Mas quando seu olhar encontrou os olhos do homem — cheios de raiva, desprezo e deboche — a garganta fechou e as palavras simplesmente sumiram.

Daniel estava com um fogo por dentro, sentindo-se traído.

Ele ergueu a mão e agarrou o pescoço fino de Alana, os lábios quase roçando sua bochecha.

— Você tá todo dia comigo à noite e secretamente janta com outros homens. Alana, você não sente nojo de si mesma?

Alana sentiu uma dor aguda no peito. A pessoa que ele estava descrevendo era realmente repugnante.

Mas essa pessoa não era ela de verdade.

Ele nem ao menos deu a ela a chance de se explicar.

— Se é assim, por que você voltou? Pra deixar ele resolver sua bagunça e ver até onde ele vai por você?

Sem perceber, Alana agarrou os pulsos dele com as duas mãos, ofegante, enquanto os olhos foram gradualmente se umedecendo.

— Não é o que você tá pensando.

O clima estava pesado. A mansão enorme estava mergulhada num silêncio de cemitério.

O celular dela tocou no bolso — mas o toque animado soava como uma marcha fúnebre, sem ajudar em nada.

A mão de Daniel deslizou pela cintura dela e tirou o celular do bolso.

"Irmão Eduardo".

Essas duas palavras acenderam ainda mais a raiva nos olhos dele.

— Atende. — Ele enfiou o celular na mão de Alana, afrouxando um pouco o aperto no pescoço pra ela conseguir falar.

Alana não tinha nada a esconder. Ela deslizou o dedo na tela e ativou o viva-voz.

— Alana, você chegou em casa? — Era a voz da amiga. — A gente acabou de chegar aqui!

Não era ele. A voz da amiga foi suficiente pra provar que eles dois não tinham jantado sozinhos.

— Cheguei. — A voz de Alana foi diminuindo, a respiração irregular. — Tá ficando tarde, vai descansar.

A amiga não percebeu nada de errado:

— Certo, você também descansa!

A ligação encerrou e Alana olhou pra Daniel:

— A Suzi também estava lá essa noite. Não éramos só eu e o irmão Eduardo.

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