Carlos estreitou os olhos.
Ele observava as costas deles com indiferença.
"Algo terrível está prestes a acontecer. Guarde bem essa gravação."
Bruno assentiu.
"Eu sei. Já enviei para o e-mail para arquivamento."
Carlos teve paciência para conversar com eles por tanto tempo apenas por causa dessa gravação.
Nesta era, uma única palavra mal colocada poderia custar uma carreira.
E a família Silva havia falado demais.
Ah!
O quarto de hospital de Ulisses estava um caos.
Um grupo de pessoas chegou às pressas e ficou chocado com a cena.
Carolina estava montada em cima de Camila.
Com uma mão, puxava-lhe os cabelos.
Com a outra, esbofeteava-lhe o rosto sem piedade.
Camila não tinha chance alguma de revidar.
Ela gritava e uivava, desesperada.
"Eu não quero mais viver! Uuuu, isso é bullying demais! Uuuu..."
Ao ver seu marido chegar, ela gritou imediatamente.
"Marido, socorro! Mate essa mulher! Mate-a! Uuuu..."
Urbano recuperou os sentidos e avançou furioso.
"Sua vagabunda, como você ousa... Ah!"
Antes que pudesse terminar o xingamento, foi arremessado longe por um chute de Carlos.
Urbano chocou-se contra a mesa.
Ele soltou um gemido abafado de dor e ficou sem ar por um longo tempo.
Carolina viu que o reforço havia chegado e só então soltou Camila.
Carlos a amparou e perguntou:
"Você se machucou?"
Carolina estava ofegante.
"Não, só estou um pouco cansada!"
Carlos, atencioso, enxugou o suor da testa dela.
Ele também arrumou seus cabelos.
Camila sentia que ia morrer de tanto chorar.
Ela sentou-se, suportando a dor.
Parecia uma louca.
Seus cabelos estavam desgrenhados e a maquiagem borrada.
Suas roupas estavam rasgadas.
Seu rosto exibia hematomas roxos e marcas de tapas.
Havia também arranhões sangrando.
"Eu não quero mais viver, uuuu..."
Ivo havia feito Custódio de refém.
Ele segurava o pescoço de Custódio por trás.
A adaga pressionava a garganta do velho.
A respiração de Custódio estava acelerada.
Toda a sua arrogância anterior havia desaparecido.
Ele ergueu as mãos em sinal de rendição.
"Não... não seja impulsivo. Vamos conversar."
Ivo permaneceu inexpressivo e ignorou-o.
"..."
Ao ver Carlos entrar, Custódio disse apressadamente:
"Sr. Belo, podemos conversar. Não há necessidade de tirar vidas. Matar-me não trará benefício algum para vocês."
"Estamos na Capital, território da família Silva. Se me matarem, não sairão ilesos."
"Se me soltarem, o assunto de hoje estará encerrado. Prometo que não buscarei vingança."
Carlos puxou uma cadeira e sentou-se.
Acendeu um cigarro.
Ele estreitou os olhos e encarou Custódio.
Deu algumas tragadas e lançou um olhar para Bruno.
Bruno entendeu imediatamente.
Ele assentiu e abriu uma garrafa de água para Carlos, entregando-a.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...