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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4030

Ledo ficou pasmo.

— ...E quem seria capaz de fazer a Querida chorar de medo?

Carlos respondeu:

— Não se sabe. O Ricardo ficou delirando o tempo todo. Foi o tio Alves que juntou as peças do sonho.

Ledo franziu a testa.

— Ele ainda tá confuso?

Carlos confirmou:

— Uhum.

Ledo ficou preocupado.

— O que a mamãe acha?

Carlos explicou:

— Sua mãe disse que ele tá bem fisicamente, só o corpo tá sofrendo as consequências. Quando a febre baixar, é só tomar remédio pra se recuperar.

Ledo suspirou aliviado.

— Esse garoto, viu? Ficar desse jeito só por causa de um sonho! Ele não se ligou que eu tô aqui com a Querida. Acha mesmo que eu ia deixar ela correr perigo?

— Além disso, com as habilidades que a Querida tem agora, quem ia conseguir encostar nela?

Carlos disse com calma:

— A preocupação cega as pessoas. Ele se importa demais.

Ledo soltou um longo suspiro.

— Ele vive gritando que vai casar com a Querida quando crescer. E se ela não quiser casar com ele no futuro, como ele vai ficar?

Carlos preferiu não comentar.

— ...

Ledo resolveu perguntar:

— Pai, você aprovaria o Ricardo casando com a Querida?

Carlos apertou os lábios antes de responder:

— Depende do que ele pode oferecer. Só amor não é suficiente.

Afinal, a vida não é feita só de amor e um teto, também tem dificuldades e perigos.

Querida não precisava de amor nem de dinheiro. O que ela precisaria seria de um homem capaz de acompanhá-la pelo resto da vida, oferecendo cuidado e segurança.

— É verdade — concordou Ledo, lembrando-se de algo. — O Ricardo tá doente há dois dias. Por que vocês não ligaram pra Querida?

Carlos explicou:

— Ele tá confuso e passa a maior parte do tempo dormindo. Se ele ligar, não vai conseguir nem conversar com ela. E sua mãe também já disse que ele não tá correndo nenhum risco grave.

— Além disso, vocês estão com o fuso horário trocado aí. A gente ficou com medo de ligar de dia e atrapalhar o descanso dela. Quando o Ricardo melhorar, a gente conta pra ela.

Ledo entendeu.

— Tá bom. Diz pra mamãe não se preocupar com as coisas por aqui. Comigo e com o Valdeci, a Querida não corre perigo nenhum.

Carlos aconselhou suavemente:

— Cuidem de vocês mesmos também.

Ledo assentiu.

— Pode deixar, a gente vai tentar voltar pro Ano Novo. A Cidade de Pão é bem melhor.

A voz de Carlos soou mais amena:

— Uhum.

Desligando a chamada, Ledo guardou o celular e continuou o seu caminho.

Assim que chegou ao lugar onde Daniel Pereira estava, o telefone tocou. Era Valdeci.

— Ledo, você já chegou?!

Ledo estranhou a pressa.

— Cheguei agora mesmo. O que foi?

Valdeci disparou:

— O cara apareceu! Ele foi atrás do Daniel!

Ledo arregalou os olhos.

Além disso, os seus movimentos eram precisos. Dava para ver na hora que ele era treinado. Um profissional.

Mas Ledo franziu a testa, pois o homem não lhe parecia nem um pouco familiar.

Na Cidade G, só de olhar para o cara ele teve aquela sensação de *déjà vu*.

Mas com esse não!

Desconfiado e com uma ideia em mente, Ledo abaixou a cabeça e falou com Cano:

— Cano, vai lá e monta guarda pro Daniel. A menos que seja alguém que você conheça, não deixa ninguém chegar perto dele, nem mesmo os mestres de arcanismo ou os médicos.

Cano colocou a língua para fora, assentiu com a cabeça e deslizou para longe.

Ledo continuou em cima da árvore observando o alvo por mais um momento. Depois de calcular a velocidade do cara, encontrou o tempo certo, pulou para o telhado mais próximo e começou a perseguição por cima das casas.

O cara o notou e pareceu meio em pânico, aumentando o ritmo da fuga.

Mas por mais rápido que fosse, não era páreo para Ledo.

Não demorou muito para Ledo encurralá-lo num beco sem saída.

Ledo estreitou os olhos, parando a poucos metros de distância. Atrás do homem havia um muro alto, com dois seguranças da família Belo postados no topo.

Ele não tinha como avançar e não tinha como recuar!

Ledo estreitou os olhos e ameaçou:

— Eu vou arrancar a sua máscara ou você tira ela por conta própria?

O homem franziu a testa e Ledo começou a contar:

— Minha paciência tem limite. 1, 2...

Antes que ele chegasse no 3, o homem ergueu a mão, tirou o boné e puxou a máscara.

Ledo olhou bem para ele, franzindo a testa. Realmente, nunca tinha visto na vida.

O homem à sua frente aparentava ter uns trinta e poucos anos. Não era nem de longe o mesmo que ele havia encontrado na Cidade G, nem era da família Belo!

Pelo menos, ele nunca tinha esbarrado com ele!

Ledo perguntou duramente:

— Quem é você?!

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