Ao ouvi-la, Querida franziu a testa:
— E onde tá isso?
A essa altura, Nara Marques já estava bem fraca:
— Eu o escondi. Você... desde que você me salve, eu te levo lá pra buscar.
Querida rebateu friamente:
— Eu preciso botar minhas mãos nisso primeiro, depois eu trato da sua saúde.
Nara Marques ficou emocionada e, sem dar tempo para ela falar, Querida cortou:
— Caso contrário, sem conversa.
Nara Marques se irritou:
— Você está aproveitando do meu infortúnio!
Querida disse:
— No máximo, eu tô pagando na mesma moeda. Não vou te obrigar. Se aceita ou não, a decisão é sua.
Nara Marques cerrou os dentes:
— Uma criança com um coração tão sombrio!
Querida disse:
— Desde pequena o pai Paiva me ensinou que pra lidar com gente usamos palavras humanas, pra lidar com fantasmas usamos linguagem de fantasma. Meu pai e minha mãe também me ensinaram que é preciso tratar cada pessoa com o comportamento adequado. O jeito que eu tô te tratando agora, significa que é exatamente como você merece ser tratada.
— Você quer que eu seja boazinha com você, mas primeiro reflita se você foi boa o suficiente?
— Você quer que o mundo a trate com doçura, mas você já tratou o mundo com doçura? Você foi doce com os seus amigos e parentes?
Nara Marques trincou os dentes de trás com força, lançando um olhar furioso para a Querida:
— Então, quer dizer que mesmo que eu fale a verdade, você não vai me ajudar?
Querida disse:
— Não. Eu vou te ajudar, porque isso é um negócio. Já que prometi a você, com certeza farei o que disse. Isso é uma questão de princípios e valores.
Nara Marques questionou de dentes trincados:
— Você vai dar o seu melhor pra me ajudar depois que você pegar aquilo?
Querida assentiu:
— Sim. A menos que você tenha mentido.
Nara Marques disse:
— Não menti!
Querida disse:
— Então tá tudo certo. Desde que você não tenha mentido pra mim, com certeza vou te salvar.
Nara Marques olhou para ela e hesitou.
Querida a alertou:
— Já está escurecendo. Quando cair a noite, a Sombra Rastejante da Isadora Marques com certeza vai vir te procurar.
Nara franziu a testa, ficando ainda mais apavorada.
— Na, na montanha atrás da casa, na caverna onde a Isadora Marques e aquela pessoa com habilidades superiores se conheceram. Lá dentro há duas pedras enormes, e o objeto está escondido na rachadura entre elas.
Querida perguntou:
— E qual a localização exata?
Depois de Nara Marques passar as coordenadas, Querida a alertou:
— É melhor que você não esteja mentindo, porque qualquer mentira sua vai custar o tempo precioso para salvar a sua vida.
Nara Marques disse:
— Eu sei!
Querida se levantou para sair e Nara Marques a interrogou rapidamente:
— Aonde você vai?
Querida disse:
— Buscar aquilo, e quando achar, eu volto.
Nara Marques ficou agoniada:
— Você não pode mandar eles buscarem e você fica aqui?
Querida disse:
— Preciso ir lá pessoalmente, mas fique tranquila, vou tentar voltar o quanto antes.
Enquanto falava, hesitou um pouco e pegou um vidro com remédio, o espalhando uniformemente em volta da cama.
— Se a Sombra Rastejante da Isadora Marques te procurar de repente, isso pode barrá-la por um tempo. Em caso de imprevistos, me dá um toque, você pode me ligar a hora que for.
Enquanto falava, ela também pegou um pedaço de papel e uma caneta, e anotou o seu número de telefone e o passou para Nara Marques.
Nara Marques não queria deixá-la ir, mas também não conseguiria detê-la, e em desespero ela apertou o papel com o número do telefone de Querida na sua mão.
Ela sabia bem, Querida era a única salvação para manter a vida dela!
— Fechado.
Valdeci Henrique desligou e perguntou pra ela:
— Você quer levar o Dante também?
Querida disse:
— Vamos levar. Ele sozinho com a família Marques me deixa preocupada, e além disso, ele tem o dom dele, o que vai nos ajudar muito a desviar das pragas venenosas no caminho e também garantir uma viagem mais eficiente.
Valdeci Henrique concordou com a cabeça:
— Sim.
Alguns minutos depois, os dois partiram de carroça, pegaram o Dante, e deixaram a casa da família Marques.
A família Marques estava tão mergulhada em caos, que cada um só pensava na própria segurança, e embora soubessem da partida deles, nem tiveram coragem para investigar o motivo.
Depois de saírem da propriedade, Dante perguntou:
— E agora, pra quê as montanhas?
Querida disse:
— Procurar por uma coisa.
Dante indagou:
— E o que é? Não dava pra mandar outra pessoa ir atrás? As montanhas são tão perigosas.
Querida balançou a cabeça:
— Não posso. É muito sério e preciso encontrar eu mesma.
Dante alertou:
— A montanha de trás é a fonte de animais venenosos da Cidade M. Lá existem vários insetos peçonhentos exóticos, e também venenos geneticamente modificados, sendo esse o local tido como o mais perigoso de toda a cidade.
Querida afirmou:
— Por mais perigoso que seja, nada ganha da casa da família Marques. Não tô com medo.
Dante acenou a cabeça, calado.
Querida olhou novamente para Valdeci:
— Quando chegarmos lá, descemos e subimos a pé. Vamos deixar os seguranças na base da montanha; afinal, lá é cheio de pragas e insetos. Tenho medo que eles acabem picados e sofram de graça.
Valdeci Henrique perguntou:
— Só a gente consegue?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....