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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4136

Querida concordou:

— Com certeza! Sou a nêmesis desses insetos. Podem confiar em mim, mas como eles não estarão ao meu lado, tenho medo de algo ruim acontecer com eles.

Valdeci Henrique acenou:

— Tá bom, eu vou falar com eles.

Querida acrescentou:

— Na verdade, você também não precisa vir. Eu e o Dante conseguimos sozinhos.

Valdeci retrucou prontamente:

— Vou com vocês.

A guarda dele estava altíssima quanto a Dante, nunca o deixaria a sós com a Querida.

Depois das ordens de Valdeci Henrique, os guarda-costas aguardaram na base da montanha. Valdeci e Querida partiram em direção à metade do caminho da montanha.

A carroça subiu aos trancos por meia hora, Querida desceu para olhar e disse a Valdeci e a Dante:

— A carroça não passa mais daqui. Vamos ter que ir caminhando o resto do trajeto.

Valdeci Henrique e Dante não faziam ideia do destino final, e Dante perguntou:

— Pra onde a gente tá indo?

Querida disse:

— Quando chegar lá, você vai ver.

Dante persistiu:

— Você sabe o caminho?

Querida assentiu:

— Sei. A gente desce por aqui, atravessa um vale, e logo após ele, encontraremos o nosso destino.

Dante interrogou:

— Você conhece bem o local?

Querida sacudiu a cabeça:

— Não, mas dei uma olhada no mapa daqui e gravei o trajeto na memória.

Dante:

— ...

Valdeci sabia da capacidade de memória fotográfica de Querida, então não se preocupou em desvios do caminho. Ele tomou a frente e disse:

— Eu vou liderar o caminho e vocês me seguem.

Valdeci direcionou os olhos ao cocheiro:

— Fica na retaguarda.

O cocheiro disse:

— Melhor eu ir na frente. Tem muitas criaturas venenosas lá e podemos ser picados num descuido.

Valdeci disse:

— Não precisa.

Ele deu um passo à frente quando Querida o puxou. Ela sacou um pequeno vidro do bolso e jogou no ar o seu conteúdo sobre Valdeci Henrique.

— Se você pulverizar um pouco disso, nenhum inseto maldito vai se aproximar.

A curiosidade do Dante atiçou:

— O que é isso?

Querida disse rindo:

— Disso aqui o Valdeci já manja.

Valdeci Henrique, olhando o frasco na mão dela, rapidamente mergulhou em memórias da época na montanha.

Enquanto ela andava pelas montanhas, ele a acompanhava.

Ela adorava buscar novas pragas. E ele sempre lá com ela, de início levava muitas picadas, e de repente, ela apareceu toda eufórica exibindo uma poção pra ele:

— Valdeci, adivinha o que é isso aqui?

Ele respondeu:

— Mais um de seus venenos?

Querida sorriu:

— É veneno sim, mas não se assusta. Isso aqui não é pra agredir humanos, e sim pra proteger. Essa poção só é eficiente contra essas pragas daqui; é só você jogar ela pelo seu corpo e pode ter certeza que ninguém mais vai querer chegar perto de você.

— E as vezes que o Valdeci não se ferrou na minha mão?! Inventei isso pra aplacar minha culpa com o que ele sentia ao me seguir pra todo lado atrás dos insetinhos peçonhentos e voltar sempre com as marcas pelo corpo... O Valdeci apanhou bastante nessa brincadeira.

O homem a cavalo falou contente:

— Mas tu és um docinho de menina, e ele fica contente de estar fazendo o teu gosto! Apanha todo lascado na alegria.

Ele olhou de soslaio para Valdeci Henrique:

— Não é, senhor?

Querida e Dante olharam pra ele juntos em concordância e Valdeci avermelhou o rosto por conta do estranho constrangimento.

Depois de um tempo os lábios dele balbuciaram algo e ele emendou:

— Vamos logo.

Ele foi em frente sem dar o braço a torcer ou esperar a resposta dos outros, pisando o chão a frente.

Querida não capturou nenhuma sutileza, indo logo atrás.

O charreteiro estava fechando os rastros atrás rindo.

Dante vislumbrou a movimentação entre todos, percebendo uma aura suspeita a respeito do condutor da charrete.

Com Querida guiando todos, enfim avistaram a localização relatada no passado no encontro entre Isadora Marques e a velha Sra. Olga.

Ao percurso as pragas de extremo risco toxicológico sequer conseguiam ficar presentes próximo aos três e evadiam.

Sendo que aqueles repousando a esmo nas folhas espessas logo fugiram a tempo através do aviso emitido por Dante.

Querida investigou os quatros cantos, todavia não detectou o esconderijo descrito de forma alguma.

Ela fechou o cenho:

— Deve ser aqui, alguém definitivamente sabotou as bordas do buraco.

Valdeci Henrique levantou a voz:

— Temos que achar a caverna?

Querida ratificou o gesto:

— Exato, o meu tesouro tá escondido numa fenda no interior e juntos precisaremos buscar essa passagem.

No momento que a voz dela terminou o raciocínio de som de boca, Dante apontou com o dedo indicador:

— Nem se preocupem em buscar mais, tá tudo ali.

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