Carlos franziu a testa, o semblante carregado.
Todos já esperavam que Daniel fosse pressionar Fausta para salvar a Isadora, mas até aquele momento, ele não tinha pensado em como lidar com isso.
Com uma atitude irredutível, Daniel o encarou, com a testa enrugada:
— Não vou ceder! Ou me matam, ou fazem o que eu mandar! Já vivi o suficiente, tô pouco me lixando pra morte.
Carlos continuou franzindo a testa, ficou em silêncio por alguns segundos e disse friamente:
— Vou mandar trazerem a Isadora pro hospital primeiro. Se for pra ter cirurgia, tem que ser no hospital, senão o risco é grande demais.
Daniel perguntou rápido:
— E a Zilda?
Carlos respondeu:
— Ela também vai ser trazida pro hospital.
Daniel assentiu:
— Feito!
Carlos completou:
— Descansa um pouco. Para de confusão e poupa energia pra quando ver a Isadora.
Dessa vez, Daniel resolveu colaborar:
— Uhum.
Carlos trocou olhares com Carolina e os meninos, indicando para saírem.
Nathan estava esperando lá fora, não tinha saído dali.
Ao vê-los sair, Nathan perguntou:
— Como ele tá?
Carlos respondeu:
— Já sossegou. Entra e fica de olho nele. Eu e a Carolina precisamos conversar.
Nathan assentiu:
— Beleza. Podem conversar, qualquer coisa eu chamo.
Nathan entrou no quarto com o assistente dele. Carlos e os outros ficaram no corredor discutindo o que fazer.
Carolina apertava com força a mãozinha de Fausta, com o cenho franzido, numa pose de 'ninguém vai obrigar a minha filha a fazer coisa errada'.
— Ele enlouqueceu de vez! Pensar num absurdo desses... Ele não quer só matar a Zilda, quer ferrar com a vida da nossa Fausta.
Laín e Miro franziram a testa. Laín comentou:
— Mãe, não fica nervosa, nem precisa ficar com raiva. A gente nunca ia deixar ele conseguir o que quer!
Miro concordou:
— Mesmo que a gente perca as pistas dele, não vamos fazer essa vontade. A informação que ele tem pode ser importante, mas a Fausta é muito mais!
Carlos deu um tapinha de leve no ombro de Carolina:
— O que ele quer é problema dele. O que nós vamos fazer não tem nada a ver com ele. A Fausta nunca faria uma coisa dessas, relaxa.
Carolina, ainda tensa, disse:
— Transplantar a pele e todos os órgãos de uma pessoa viva pra um cadáver é o cúmulo da maldade! Não, nem é só maldade, é coisa de louco de pedra!
Carlos ponderou:
— Pois é, que pessoa normal pensaria numa coisa dessas? Trata ele como um maluco. A vantagem é que o controle da situação tá nas nossas mãos.
Carolina retrucou:
— Mas se a Fausta não for lá fazer, o que a gente faz? Desistir dele logo de cara não é um desperdício? Se aquele pessoal se deu tanto trabalho pra ir atrás dele, é porque ele tem um valor muito grande.
Carlos assentiu, abriu a boca para falar algo, mas hesitou e não disse nada:
— ...
Carolina perguntou:
— Ainda não pensou numa solução boa?
Carlos ficou em silêncio:
— Hã? Dá pra chamar a polícia nesse caso?
Carlos assentiu:
— Dá sim.
Carolina ponderou:
— ...Mas se a gente chamar a polícia, não vai acabar envolvendo a história da Cepa G-8?
Carlos garantiu:
— Não tem problema. O governo já sabe de tudo isso de qualquer jeito. Vou falar com o velho Sr. Prado. Fiquem de olho no Daniel enquanto isso.
Carlos foi pro canto com o celular e ligou para o velho Sr. Prado para explicar a situação.
O velho Sr. Prado respondeu sem pestanejar:
— Isso é detalhe. Me dá um instante, vou pedir pra emitirem uma autorização formal pra Carolina, assim ela não fica com peso na consciência.
— Combinado. — Carlos desligou.
O velho Sr. Prado era eficiente. Minutos depois, funcionários de uma agência oficial contataram Carolina, autorizando que ela procedesse com a hipnose e indução no Daniel.
Carolina tirou um peso enorme das costas.
Ela desligou o telefone e olhou grata para Carlos.
Ela estava muito grata por ele entender suas dificuldades e por conhecê-la tão bem.
Lendo seus pensamentos, Carlos deu um leve tapinha no ombro dela:
— Força!
Carolina se recompôs, assentiu e olhou para Fausta:
— Daqui a pouco vamos entrar juntas. Eu faço a hipnose e você usa um pouco de alucinógeno nele...
Depois de passar as instruções, ela virou para Carlos:
— Não tem garantia de que esse método vá dar o resultado que a gente quer. É só uma tentativa. O ideal seria pensar num plano B por precaução.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...