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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4275

Carlos franziu a testa, o semblante carregado.

Todos já esperavam que Daniel fosse pressionar Fausta para salvar a Isadora, mas até aquele momento, ele não tinha pensado em como lidar com isso.

Com uma atitude irredutível, Daniel o encarou, com a testa enrugada:

— Não vou ceder! Ou me matam, ou fazem o que eu mandar! Já vivi o suficiente, tô pouco me lixando pra morte.

Carlos continuou franzindo a testa, ficou em silêncio por alguns segundos e disse friamente:

— Vou mandar trazerem a Isadora pro hospital primeiro. Se for pra ter cirurgia, tem que ser no hospital, senão o risco é grande demais.

Daniel perguntou rápido:

— E a Zilda?

Carlos respondeu:

— Ela também vai ser trazida pro hospital.

Daniel assentiu:

— Feito!

Carlos completou:

— Descansa um pouco. Para de confusão e poupa energia pra quando ver a Isadora.

Dessa vez, Daniel resolveu colaborar:

— Uhum.

Carlos trocou olhares com Carolina e os meninos, indicando para saírem.

Nathan estava esperando lá fora, não tinha saído dali.

Ao vê-los sair, Nathan perguntou:

— Como ele tá?

Carlos respondeu:

— Já sossegou. Entra e fica de olho nele. Eu e a Carolina precisamos conversar.

Nathan assentiu:

— Beleza. Podem conversar, qualquer coisa eu chamo.

Nathan entrou no quarto com o assistente dele. Carlos e os outros ficaram no corredor discutindo o que fazer.

Carolina apertava com força a mãozinha de Fausta, com o cenho franzido, numa pose de 'ninguém vai obrigar a minha filha a fazer coisa errada'.

— Ele enlouqueceu de vez! Pensar num absurdo desses... Ele não quer só matar a Zilda, quer ferrar com a vida da nossa Fausta.

Laín e Miro franziram a testa. Laín comentou:

— Mãe, não fica nervosa, nem precisa ficar com raiva. A gente nunca ia deixar ele conseguir o que quer!

Miro concordou:

— Mesmo que a gente perca as pistas dele, não vamos fazer essa vontade. A informação que ele tem pode ser importante, mas a Fausta é muito mais!

Carlos deu um tapinha de leve no ombro de Carolina:

— O que ele quer é problema dele. O que nós vamos fazer não tem nada a ver com ele. A Fausta nunca faria uma coisa dessas, relaxa.

Carolina, ainda tensa, disse:

— Transplantar a pele e todos os órgãos de uma pessoa viva pra um cadáver é o cúmulo da maldade! Não, nem é só maldade, é coisa de louco de pedra!

Carlos ponderou:

— Pois é, que pessoa normal pensaria numa coisa dessas? Trata ele como um maluco. A vantagem é que o controle da situação tá nas nossas mãos.

Carolina retrucou:

— Mas se a Fausta não for lá fazer, o que a gente faz? Desistir dele logo de cara não é um desperdício? Se aquele pessoal se deu tanto trabalho pra ir atrás dele, é porque ele tem um valor muito grande.

Carlos assentiu, abriu a boca para falar algo, mas hesitou e não disse nada:

— ...

Carolina perguntou:

— Ainda não pensou numa solução boa?

Carlos ficou em silêncio:

— Hã? Dá pra chamar a polícia nesse caso?

Carlos assentiu:

— Dá sim.

Carolina ponderou:

— ...Mas se a gente chamar a polícia, não vai acabar envolvendo a história da Cepa G-8?

Carlos garantiu:

— Não tem problema. O governo já sabe de tudo isso de qualquer jeito. Vou falar com o velho Sr. Prado. Fiquem de olho no Daniel enquanto isso.

Carlos foi pro canto com o celular e ligou para o velho Sr. Prado para explicar a situação.

O velho Sr. Prado respondeu sem pestanejar:

— Isso é detalhe. Me dá um instante, vou pedir pra emitirem uma autorização formal pra Carolina, assim ela não fica com peso na consciência.

— Combinado. — Carlos desligou.

O velho Sr. Prado era eficiente. Minutos depois, funcionários de uma agência oficial contataram Carolina, autorizando que ela procedesse com a hipnose e indução no Daniel.

Carolina tirou um peso enorme das costas.

Ela desligou o telefone e olhou grata para Carlos.

Ela estava muito grata por ele entender suas dificuldades e por conhecê-la tão bem.

Lendo seus pensamentos, Carlos deu um leve tapinha no ombro dela:

— Força!

Carolina se recompôs, assentiu e olhou para Fausta:

— Daqui a pouco vamos entrar juntas. Eu faço a hipnose e você usa um pouco de alucinógeno nele...

Depois de passar as instruções, ela virou para Carlos:

— Não tem garantia de que esse método vá dar o resultado que a gente quer. É só uma tentativa. O ideal seria pensar num plano B por precaução.

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