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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4276

— Só consigo fazer a indução por hipnose, mas se ele vai ver ou não a Isadora, depende da cabeça dele. E, mesmo que consiga ver, pode acordar e bater na mesma tecla de antes.

Carlos respondeu:

— Eu sei, mas vamos tentar primeiro.

Carolina concordou com a cabeça e entrou no quarto junto com a Fausta.

No quarto, Daniel estava descansando. Ele realmente se aquietou, sem gritaria.

Foi só ao ver Carolina e Fausta que ele se agitou de novo:

— E aí, decidiram?!

Carolina não o respondeu e, em vez disso, olhou para Nathan:

— Obrigado pelo esforço, podem sair agora. Deixa o resto comigo e com a Fausta.

Nathan assentiu:

— Beleza, qualquer coisa é só dar um grito.

Carolina confirmou, esperando que todos saíssem.

Quando o quarto esvaziou, ela fez um sinal com os olhos e Fausta se aproximou de Daniel.

Ele, desconfiado, perguntou:

— O que vocês vão fazer?

Fausta respondeu:

— Não precisa entrar em pânico. Se a gente quisesse te machucar, acha que você estaria vivo até agora? Vou te aplicar um remédio pra proteger seu coração.

Ele fechou a cara:

— Proteger de quê?

Fausta continuou:

— Caso você fique emocionado demais daqui a pouco.

Daniel, com a pulga atrás da orelha:

— Como assim?

Sem responder, ela injetou o líquido com rapidez. Ele não relutou.

Ele sabia muito bem que, se Carlos quisesse vê-lo morto, já o estaria.

Fausta já teve inúmeras chances de acabar com ele!

Carolina se aproximou da cama e puxou uma cadeira para sentar.

— Daniel.

Ele virou o rosto para encará-la, o cenho franzido:

— Não tô a fim de ouvir sermão. Já cansei de ouvir essas moralidades. Também não quero discurso. Vai direto ao ponto. Vão me matar ou vão fazer o que eu disse?

Carolina olhou nos olhos dele com toda a calma do mundo:

— Você sente saudades da Isadora?

Daniel ficou boquiaberto. No segundo seguinte, rebateu:

— É claro que sim!

Carolina continuou:

— Você quer vê-la?

Ele respondeu com outra pergunta:

— Ela já chegou no hospital?

Carolina explicou:

— Tô falando da Isadora com quem você conversava e respirava livremente.

O ar faltou nos pulmões de Daniel, as pupilas se dilataram:

— O-o que você disse?

Carolina ordenou:

— Olhe nos meus olhos e escute bem.

Daniel prendeu a respiração, mantendo o olhar cravado no dela.

Com um tom suave, Carolina prosseguiu:

— Eu disse: você não quer ver a Isadora, aquela que conversava com você, que respirava, que corria, pulava e que sorria pra você?

Ele começou a soluçar do nada:

— Quero!

Ela perguntou:

— E se você a visse, o que falaria pra ela?

Os lábios de Daniel tremiam sem parar:

— Queria dizer que sinto falta dela!

Carolina instruiu:

— Descreva mais um pouco sobre a aparência dela e do tempo em que estiveram juntos. Fale o que vier na mente...

Daniel fez sinal que sim com a cabeça:

— ...

Enquanto Carolina guiava ele aos poucos, Fausta tirou um frasco de alucinógeno e o colocou perto do nariz dele por uns bons segundos.

De olhos fechados, Daniel foi mergulhando em descrições dos traços da Isadora e de tudo que passaram.

E, de repente, Carolina o chamou:

— Daniel, abra os olhos.

Ele abriu os olhos no susto, com as pupilas imensas!

Fausta, sacando que o estado alterado tinha batido, recuou discretamente para não fazer barulho.

Depois de um tempo, Daniel começou a chorar. As lágrimas desciam pelo canto do rosto.

Fausta olhava pra ele e, em seguida, pra Carolina.

Como a mãe continuava calada, a filha também preferiu não se mexer.

Os minutos passavam...

Não se sabe quanto tempo passou. Até Fausta já tava perdendo a paciência quando Daniel despertou no sobressalto:

— Isadora!

Ele tentou sentar, com a visão embaçada por causa do choro:

— Isadora...

Fausta se aproximou rápido e ficou ao lado de Carolina:

— Mãe...

Carolina tranquilizou:

— Fica calma, ele acordou agora. Dá um tempo pra ele.

Depois de alguns segundos, ele olhou para as duas:

— Onde ela tá? Vocês a viram?

Carolina devolveu a pergunta:

— Você a viu?

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