Contos Eróticos: O Ponto I romance Capítulo 104

Sem dizer nada, a loira agarrara Kim pela cintura e a puxara, soltando o peso do corpo enquanto ambas caíam abraçadas de lado no sofá.

—Você gostou? – sussurrara ao ouvido da morena.

—Kitty… vou te chamar assim agora porque definitivamente você é uma gata muito linda – Katie rira, se lembrando que aquele era o nome de seu avatar no jogo Magical Scrolls, embora a moça junto de si nem suspeitasse – Quem dera todos os homens fossem assim como você…

—Não vá se apaixonar… – rira a loira, provocando a amiga.

—Ah, não peça coisas que estão fora do meu controle…

Enquanto as duas riam, Leonard se sentara no sofá as encarando. Balançara a cabeça como quem já esperava por cada palavra naquela cena.

—Vou deixar vocês duas flertando uma com a outra após a transa – dissera ele já se levantando com os braços esticados para o auto, espreguiçando – e as espero no banho em quinze minutos. Só me deem tempo de encher a banheira e colocar alguns sais. Vai dormir conosco aqui hoje, não vai, Kim?

A morena arrumara alguns fios de cabelo da pequena franja que grudavam na testa suada. Suspirara recuperando a voz e o fitara com aqueles sedutores olhos negros e brilhantes.

—Ouvi você dizer banheira? Querido, cancelaria qualquer plano que tivesse para participar desse banho, mas… não tenho nenhum. E sim, durmo aqui com vocês essa noite. Nada pode ser melhor que relaxar com vocês depois de uma madrugada tão maravilhosa…

—Perfeito… – concordara o rapaz.

—Você é perfeito – disseram as duas ao mesmo tempo, rindo em seguida da coincidência.

—Nos vemos em quinze minutos, suas puxa-sacos… – debochara Leonard, já seguindo pelo corredor acenando com uma mão como se dissesse tchau.

Um minuto depois que o rapaz saíra de cena, Katie se levantara, apanhara a cueca com o consolo que havia brincado com Kim no tapete e o colocara sobre uma mesa. Subira os degraus de uma pequena escada que dava para um piso mais alto no mesmo ambiente e quando voltara para junto da trans, estava com um enorme lençol branco nas mãos.

O usara para cobrir um enorme carpete e chamara a morena para vir ter-se com ela aqui.

—Venha deitar aqui comigo um pouco. Não dá para se esticar com liberdade onde duas pessoas acabaram de ejacular como se não metessem há meses… – rira ela, se referindo ao sofá.

Kimberly escorregara preguiçosamente de onde estava para junto da garota agora deitada no chão. Realmente, era confortável.

—Kitty… pode até não acreditar em mim, mas não transava assim há umas duas semanas – comentara a morena – Algumas pessoas têm a ideia errada de que as trans que encontram em boates são todas promiscuas que transam com todo mundo que encontram pela frente. É um tipo de preconceito que nunca vai desaparecer. Somos seres humanos como qualquer outro. Euzinha, por exemplo – dissera apontando para si mesma com o indicador – Passo noventa por cento do meu tempo atarefada com a faculdade. Amo sexo, mas não tem como transar todos os dias, infelizmente.

—Entendo você – comentara Katherine – Leonard e eu decidimos cursar TI para apoiar uma amiga nossa. Passamos na seleção, o que já foi uma grande surpresa – rira ela – E a consequência são horas de estudo ininterruptas. A sorte, no meu caso, é que muito do que aprendi no curso e com a Isa, aplico em meus negócios. Já me ajudou muito, mas não deixa de ser cansativo.

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