Os dias estavam se passando depressa, na correria com os preparativos para o casamento e também com a escolha e preparação para o quarto dos gêmeos.
Liz e Daiane não poupavam esforços para ajudar Dante que estava empenhado no casamento perfeito para Ivy.
Ninguém além de Giovanni sabia da gravidez, Ivy e Dante preferiam manter em segredo até o jantar pré - casamento, onde já estaria com quase quatro meses de gestação.
Pedro e Ivy se reaproximaram lentamente, ele ainda tentava fazer a filha desistir, mas no fim, o convencido foi ele. Com carinho e persistência Dante se mostrou um novo homem e muito apaixonado por sua filha.
E como prometido, Giovanni estava a caminho do Brasil, não perderia o casamento por nada.
Ivy e Dante foram recebê-lo no aeroporto onde seu jatinho iria aterrissar.
O sol da tarde dourava o saguão de desembarque do aeroporto. Ivy estava de pé aguardando ansiosa, as mãos entrelaçadas sobre a barriga já levemente arredondada, o coração batendo mais rápido do que gostaria de admitir. Ao seu lado, Dante mantinha a postura calma, mas também visivelmente ansioso, ambos estavam com saudades de Giovanni.
Então, entre os viajantes que desembarcavam, surgiu ele, com passos firmes e postura altiva.
Por um instante, tudo ficou em silêncio.
- Fadinha! - Giovanni disse, a voz rouca pela emoção, os olhos marejados.
Ivy não aguentou. Correu os poucos metros que os separavam e se jogou nos braços do amigo, escondendo o rosto em seu peito. Giovanni a abraçou com força, como se quisesse compensar os meses de distância em um só gesto. Depois, virou-se para Dante, que estendeu a mão. Giovanni, porém, ignorou o aperto formal e puxou o jovem para um abraço igualmente caloroso.
- Você tá linda - sussurrou ele, afastando-se só o suficiente para ver seu rosto. E então seus olhos desceram até a barriga dela, e um sorriso suave, cheio de ternura, surgiu. - Ah, Hope… como estão os meus sobrinhos?
- São meninas - ela disse, sorrindo entre lágrimas.
Giovanni assentiu, emocionado, ainda alisando a barriga de Ivy.
- Bem-vindo ao Brasil, Giovanni - disse Dante com voz firme, mas com o sorriso nos lábios.
- Que saudades de vocês! Me fazem muita falta na Itália.
- Também sentimos sua falta Gio.
- Então quer dizer que teremos um casamento no jardim para a minha fada?
- É isso aí! - respondeu Dante sorrindo.
No carro, durante o trajeto até a casa, as conversas se desenrolaram entre risos, perguntas e silêncios carregados de saudade. Giovanni falava do frio em Milão, da Lux, das pessoas que perguntavam dela e Ivy ouvia, rindo e com um aperto em seu peito de saudades de sua rotina.
Quando chegaram, Giovanni parou diante da casa - uma mansão, mas cheia de vida. Flores no jardim, uma piscina reluzente, luzes acesas nas janelas, cheiro de comida gostosa, como em um cenário de conto.
- Preparam tudo... por minha causa? - perguntou, ao entrar.

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