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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 115

Dante dirigiu o mais rápido que podia, evitando todos os buracos e lombadas do caminho, com o coração acelerado quando o seu carro parou em frente à maternidade com os pneus rangendo levemente no asfalto. Ivy segurava a barriga com força, os dentes cerrados, tentando conter o gemido que escapava a cada contração.

- Quase lá, amor - Dante disse, com a voz firme, mas os olhos traiam a ansiedade. Ele desligou o motor com as mãos trêmulas, contornou o carro correndo e abriu a porta para ela. - Se apoia em mim. Vamos com calma, mas rápido.

- Calma?!- Ivy riu entre respirações curtas, ofendida e divertida ao mesmo tempo. - Dante, elas estão vindo agora!

Desta vez ela não conseguiu se conter e gritou na contração que a aplacava perdendo o controle de suas pernas. Dante a pegou no colo e a levou para dentro.

No saguão, uma enfermeira os recebeu com serenidade. Ivy mal conseguiu falar seu nome completo e o nome de sua médica antes que outra contração a dobrasse ao meio.

- As contrações estão a dois minutos uma da outra desde que saímos de casa… - Informou Dante a enfermeira.

A enfermeira fez um gesto com a cabeça, e logo Ivy estava sentada em uma cadeira de rodas, sendo levada rapidamente para o quarto de parto. Os corredores passavam em borrão, luzes fluorescentes piscando acima.

Dante rapidamente preencheu o formulário de Ivy com as mãos trêmulas e suadas pelo nervoso do momento. Mesmo sabendo que aquilo era natural, ainda lhe apertava o coração ver a dor de sua esposa.

A roupa de Ivy foi retirada, sendo substituída por um top e o avental hospitalar.

No quarto, a médica obstetra logo apareceu, conversando e tentando acalmar Ivy, que chorava de dor apoiada na beira da cama, a médica examinou com mãos rápidas e gentis fazendo o toque.

- Ivy, querida - disse, com um sorriso meio surpreso, e admirado pela rapidez da progressão - você já está com nove centímetros de dilatação. As gêmeas não querem esperar. Vamos ter bebês em minutos.

Ivy olhou para Dante, os olhos marejados, ofegante, mas com um brilho de alívio e empolgação.

- Elas… elas estão vindo… - Sua voz treme.

- Sim, já dá para sentir a cabeça de uma delas - disse a médica instigando Ivy a tocar a própria intimidade.

- Sim… eu tô sentindo - respondeu ela com lágrimas escorrendo pela bochecha.

Dentro do quarto já estava preparada uma grande banheira de parto, aquecida e envolta em luzes suaves.

Dante ajudou Ivy a entrar com cuidado, e o calor da água pareceu acalmar seu corpo tenso. Ela afundou levemente, ficando de quatro apoiando na beirada, os olhos fechados por um instante, como se buscasse forças no silêncio entre as dores.

Dante segurou sua mão com força, ajoelhando-se ao lado banheira, falando baixinho em seu ouvido

- Estou aqui, para as três... vocês três... eu estou aqui.

As contrações se tornaram poderosas, ritmadas, quase como ondas do mar em uma tempestade.

Com a ajuda da obstetra e da enfermeira, e então, entre respirações profundas, olhares intensos e o som distante de instrumentos sendo preparados, o mundo pareceu parar e recomeçar, Ivy empurrou com força durante a contração, com um gemido contido e intenso, confiando no próprio corpo, expulsando a primeira bebê.

Então o primeiro grito de vida ecoou na sala, a primeira menina, pequena, rosada, com cabelos negros como o do pai, foi recebida nas mãos da obstetra e colocada imediatamente no peito de Ivy.

- Olha ela… - disse Ivy chorando e rindo ao mesmo tempo, os dedos acariciando o rosto minúsculo.

Antes que ela pudesse sequer absorver aquele milagre, outra contração veio, mais breve, mais urgente. E em poucos minutos, a segunda bebê deslizou suavemente para o mundo, passada das mãos da obstetra direto para os braços de Dante, que, com lágrimas nos olhos, a segurou com carinho e cuidado como quem segura a jóia mais rara do mundo.

O NASCIMENTO DAS GÊMEAS 1

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