Na manhã seguinte ao casamento, Dante, Ivy e Giovanni se preparavam para embarcar.
Giovanni voltaria para a Itália e o casal embarcaria para o caribe, para sete dias de lua de mel.
No portão de embarque os três se despediram, uma despedida triste para Ivy que sentia a falta de Giovanni fazendo parte de seu dia a dia.
- Ei fadinha não chora, logo nos veremos novamente, ou você acha que eu ficarei longe das minhas sobrinhas?
- Eu sei Gio, mas eu sinto falta de você todos os dias.
- Ah não diga isso, seu marido pode sentir ciúmes!
- Não mais, eu já entendi a importância que você tem na vida dela - respondeu Dante de forma calma.
- Assim que der eu volto! Nem que seja para um fim de semana.
Ivy riu ainda com lágrimas nos olhos.
- Estaremos te esperando.
Os três se abraçaram e se dividiram, cada um para o seu lado.
No caribe o céu estava tingido de âmbar pelo pôr do sol, quando Ivy e Dante chegaram.
Com pressa para aproveitar cada segundo da viagem, deixaram suas malas no quarto do resort, colocaram roupas mais leves e saíram.
Ivy e Dante caminhavam descalços pela areia morna da praia de St. Lucia. O mar, em tons de turquesa e esmeralda, sussurrava contra a costa com uma calma que parecia ecoar o ritmo sereno de seus corações. Dessa vez, não havia pressa, nem distrações só eles, o oceano e o amor.
Na Grécia, a seis anos atrás, tinham sido dias turbulentos e tristes, onde nenhum dos dois conseguiu aproveitar. Agora, tudo era diferente. O anel de casamento brilhava no dedo de Ivy com a mesma intensidade do olhar de Dante quando a observava, cheio de admiração, proteção e uma ternura que só se aprofunda com o tempo e a verdade.
Por muitas vezes ele ainda pensava no passado, na forma como tudo começou e como a vida lhe ensinou da forma mais dura e cruel a crescer e se tornar alguém digno.
- Pensando no passado meu amor?
- Sim, as vezes é inevitável - respondeu ele respirando fundo - as comparações aparecem na minha mente mesmo que eu não queira.
- Sabe, eu agradeço por não me lembrar do passado, pois mesmo sabendo de tudo, acredito que se me lembrasse não conseguiria ficar juntos de ti. As emoções não me permitiriam te perdoar.
- Esse era o meu medo quando te vi, de nunca me perdoar por lembrar de tudo e nunca me deixar te provar que mudei.
E os dias foram muito bem aproveitados, durante as manhãs, tomavam café sob uma palapa à beira-mar, com frutas tropicais frescas e risos suaves.
À tarde, navegavam em um pequeno veleiro alugado apenas para os dois, indo em direção a enseadas escondidas onde mergulhavam com cuidado, é claro e flutuavam lado a lado, como se o mundo inteiro tivesse se dissolvido no sal da água.
À noite, jantavam, passeavam, dançavam sob estrelas tão brilhantes que pareciam próximas o bastante para tocar. O conto de fadas que Ivy sempre sonhou, estava enfim se realizando.
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