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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 113

No dia do casamento, Ivy e Dante acordaram cedo para se preparar, a casa estava agitada com tantas pessoas contratadas para montar, servir e tocar no casamento. Maura e Carlos corriam de um lado ao outro sem parar, garantindo que tudo sairia em perfeita harmonia e organização.

A equipe de cabelo e maquiagem chegaram e se instalaram em um dos quartos que foi designado para Ivy se preparar. Dante se manteve na suíte do casal, e Giovanni fazia companhia para ele que estava nervoso mas tentava se controlar.

A tarde de primavera derramava uma luz dourada e suave sobre os jardins floridos da mansão, onde as árvores ainda exibiam as primeiras folhas tenras. Um jardim grande e bonito o suficiente para abrigar o casamento.

Ao contrário da outra vez, agora Ivy escolhia a primavera, onde o tempo era mais fresco e o ar carregava o perfume doce dos lírios brancos.

O local da cerimônia estava montado de um lado do jardim, com pétalas, dispostas com elegância ao longo do corredor central, formavam um tapete natural sobre a grama verde que conduzia ao altar, uma estrutura delicada de ferro forjado, envolta em treliças floridas e véus de gaze branca que dançavam com a brisa leve.

Além da família e Giovanni, também havia poucos convidados como Aurora. Convidados estes que também estavam em trajes claros e leves, estavam sentados em cadeiras macias e confortáveis, com sorrisos contidos observavam em silêncio, emocionados.

No fundo, um quarteto de cordas tocava suavemente enquanto Pedro, visivelmente emocionado, segurava o braço de Ivy com orgulho paternal, os olhos marejados ao vê-la radiante, não apenas como noiva, mas como mãe.

O vestido de Ivy era um poema em tecido. Feito com aplicações de renda francesa no busto e nas mangas, além de um acabamento sutil na cintura.

O decote coração realçava seu colo que já se mostrava volumoso da gestação, e as mangas três quartos, bordadas com pequenas pérolas, davam-lhe um ar ao mesmo tempo clássico e romântico. A saia fluía em camadas leves de tule, com um comprimento que tocava o chão abrindo-se suavemente a partir da cintura, permitindo que ela se movesse com graça, como se flutuasse sobre as pétalas.

Quando chegou diante de Dante, Pedro entregou sua filha dando-lhe um beijo na testa, ele não conseguiu conter a emoção. E Dante, com seus olhos verdes esmeraldas, sérios e intensos por natureza, brilhavam como se o mundo inteiro tivesse parado ali, naquele instante. Ele estendeu a mão, e Ivy a segurou com firmeza e ternura.

Dante optou por um traje de noivo fora do comum, mas perfeitamente em harmonia com a delicadeza da tarde de primavera e o tom íntimo do casamento no jardim. Escolheu uma elegante vestimenta em off white, quase da mesma tonalidade do vestido de Ivy, um terno slim em três peças, com a gravata, lenço e sapatos de couro marrom, como um eco sutil de sua promessa de caminhar lado a lado, não como figuras opostas, mas como partes de um mesmo todo.

Ivy estranhou as vestes de Dante, que até então só usava tons escuros. E sem pestanejar soltou um gracejo baixo, apenas para Dante ouvir.

- Uau, você sabe usar branco também! Fica mais bonito assim.

- Hoje é dia de mudar as cores de minhas roupas para sempre, não tenho mais motivos para o luto.

Ele deu um beijo na mão de Ivy que estava entrelaçada com a sua.

A cerimonialista, com voz serena e calorosa, iniciou a celebração, não apenas de um casamento, mas de um novo começo. Ao fundo, os lírios brancos e rosas, balançavam suavemente, como se abençoasse a união entre dois corações que, contra o tempo e os medos, haviam escolhido caminhar juntos.

Após a cerimônia, a celebração continuou na tenda montada do outro lado do jardim. Preparada para evitar qualquer imprevisto que viesse a atrapalhar a comemoração da felicidade do casal, estava adornada também com lírios e lanternas penduradas em fios trazendo uma sensação de leveza e romantismo ao ambiente.

Com mesas redondas forradas com toalhas brancas, com velas e lírios adornando o centro, estavam dispostas em volta da pista de dança, com os garçons servindo salgadinhos e bebidas a todo instante.

No centro da da tenda havia uma pista de dança, onde o casal dançava alegremente. Dante segurava a mão de Ivy com delicadeza, enquanto a outra mão repousava suavemente sobre a curva das costas dela.

O SEGUNDO CASAMENTO 1

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