— Não, eu não estou desejando nada! — responde nervosa, ao pensar que Richard pode estar achando que ela quer alguma coisa a mais.
Alice se levanta rapidamente e tropeça no tapete do chão, caindo em cima da garrafa de vinho que se estraçalha no chão.
— Alice, você está bem? — ele se aproxima preocupado, ajudando a levantar do chão.
— Estou. Sinto muito. — Se envergonha pela bagunça que fez.
— Por que está se desculpando?
— Derrubei o seu vinho — diz triste. — Me desculpa mesmo por isso.
— Não estou preocupada com isso e sim com você, tem certeza de que não se machucou? — A observa e percebe que o seu vestido está todo manchado de vinho.
— Tenho sim.
— Vem comigo. — Guiando-a pela mão, a leva pelo corredor da edícula, até chegar em um quarto. — Tire a roupa — ordena.
— O quê? — pergunta confusa.
— Sua roupa está suja, vou arranjar alguma coisa para você vestir enquanto a coloco na máquina de lavar.
— Não é necessário, acho que é melhor me levar para casa.
— Não seja teimosa, não pode ficar desse jeito.
Sem esperar que ela responda algo, Richard a ajuda tirar a roupa. Ela reluta um pouco, mas é vencida pela insistência dele.
Após ficar apenas com as roupas íntimas, se cobre com as mãos, por se sentir exposta.
— Por que está se cobrindo, se esqueceu de que já te vi desse modo?
— Não precisa comentar — pede constrangida.
— Gosto quando suas bochechas coram com as coisas que falo. — Ele se aproxima mais. — Que tal um banho? — sugere.
— E eu tenho outra opção? — responde ao sentir o cheiro forte de vinho que exala do seu corpo.
— Esse cheiro está me deixando louco, sabia?
— Para com isso — estremece.
— Não consigo, você tem um poder bem grande sobre mim — confessa Richard.
Sua revelação faz com que Alice esqueça que está quase despida e o encare. Os olhos azuis de Richard estão queimando de desejo, enquanto o coração dela pulsa num ritmo acelerado.
— Richard — diz com voz baixa.
— O que deseja, Alice? — sussurra no ouvido dela.
— Você também tem grande poder sobre mim.
Não é preciso que ela diga mais nada, para que ele a preencha com seus beijos.
[…]
O som dos pássaros cantando do lado de fora da casa acorda Alice, que ao abrir os olhos não reconhece o local onde está.
— O que está acontecendo?
Ao tentar se levantar, sente uma forte dor de cabeça, então se recorda do que aconteceu na noite passada. Antes que tente se levantar mais uma vez, vê a porta do quarto ser aberta.
— Bom dia, senhorita — uma senhora de cabelos grisalhos entra e abre a janela do quarto, fazendo com que a luz quase cegasse Alice, que se incomoda com a claridade.
— Bom dia — responde sem graça, cobrindo o corpo nu com o lençol.
— Quer que eu traga o seu café na cama ou deseja ser servida à mesa?


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido CEO, seu bebê quer te conhecer!