Richard consegue fazer Alice deixar seu carro no estacionamento e ir com ele. Ele dirige sério, prestando atenção na estrada, enquanto ela o observa discretamente. Richard tem os cabelos pretos lisos, que deslizam sob seus dedos, quando passa a mão sobre ele, também tem mãos enormes que, enquanto estão firmes no volante, exibem veias grossas.
“Essas mãos são tão carinhosas” pensa.
— Para onde estamos indo? — pergunta ela, ao perceber estar fantasiando coisas.
— Num lugar que gosto muito.
— Pode ser mais claro, estou curiosa.
— Você verá quando chegarmos — ele responde, sem tirar os olhos do caminho.
Sem questionar, ela faz silêncio por um tempo, mas depois voltar a falar novamente.
— Aliás, parabéns por hoje, você fala muito bem.
— Você gostou?
— Sim, muito! Um dia quero ser uma arquiteta renomada como você — revela.
— Você será — ele sorri.
Alguns minutos após, os dois param em frente a uma grande mansão, com um imenso jardim.
— Quem mora aqui? — pergunta curiosa, enquanto desce do carro.
— Ninguém — ele responde, recebendo um olhar de dúvida. — Esta casa é de minha família, mas eles veem bem pouco aqui — explica.
— Quer dizer que você tem uma mansão na cidade e mesmo assim alugou o apartamento dos meus pais? — diz desacreditada.
— Eu te disse que gosto de lá, ainda mais por ser bem mais perto da empresa que estou trabalhando.
— Você vai abrir um escritório de arquitetura aqui no país?
— Não, só vamos fundir — responde, estendendo a mão para ela o acompanhar.
Os dois andam até uma edícula, que fica nos fundos da mansão. Apesar de ser pequeno, o ambiente é bastante luxuoso, com paredes de mármore e vidro.
— Me espere aqui que já volto — diz ele, andando em direção ao corredor.
Enquanto espera, Alice se senta num dos sofás da sala, observando o ambiente onde havia uma lareira, alguns quadros na parede e um lustre enorme no centro. Estar ali lhe deu um pouco de noção sobre a riqueza de Richard.
— O que achou do lugar? — Richard pergunta ao retornar, com uma garrafa de vinho nas mãos.
— Esse lugar é perfeito — responde.
— Como o clima hoje está agradável, achei que combinaria com um bom vinho, o que acha?
— Esse vinho é produzido por sua família? — questiona Alice, recebendo um olhar confuso. — Eu soube que a sua família tem uma vinícola.
— Ah, é verdade, me esqueci que você leu algumas informações sobre o meu respeito — ele ri. — É verdade, meus pais gostam muito de vinhos, mas esse aqui não é um dos nossos vinhos.
— Compreendo.
Ele coloca a garrafa em cima de uma pequena mesa de centro, anda até a cristaleira e pega duas taças, volta e serve-as.
— Este aqui se trata de um La Romanée Grand Cru, safra de 2011.
— Uau, eu não sei nada sobre vinhos, mas só pelo jeito que você diz, faz parecer que é muito elegante.

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