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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 172

Enquanto sentia todos os olhares curiosos voltados para ela, Alice sorri, percebendo que não haveria momento melhor para compartilhar a grande notícia.

— Já que vocês vieram de tão longe para nos ver, acho que vão gostar do que estou prestes a dizer — declara Alice, sentindo um frio na barriga.

— Pelo amor de Deus, diga logo e pare com todo esse suspense que está nos matando! — diz Silvia, enquanto sente suas mãos começarem a suar.

Alice lança um olhar para Richard e percebe o brilho ansioso em seus olhos. Ela pigarreia, esfregando uma mão na outra, tentando conter a emoção.

— Estou muito feliz de que todos estejam aqui e não há palavras para expressar minha gratidão por tudo que fizeram por mim e pelo Richard. Quando vim para este país, cheguei cheia de dúvidas e questionamentos sobre como as coisas seriam para nós. Não consigo contar quantas noites dormi chorando, assombrada por pensamentos negativos e dúvidas que invadiam minha mente — confessa, sentindo a mão de Richard apertar a sua, transmitindo segurança. — Sei que sem o apoio dos meus pais e os conselhos da minha amiga Laila, eu jamais teria conseguido vir para este país desconhecido. A recepção calorosa dos meus sogros e a amizade acolhedora que recebi da Elis me fizeram acreditar mais em mim. Sério, vocês são muito especiais para mim.

— Jesus Cristo, diga logo! — exclama Elis, roendo as unhas ao lado do marido.

— Não vejo mal em criar um pouco de suspense, já que vocês fizeram o mesmo comigo, por ordem do Richard — responde Alice, sorrindo.

— Fizemos isso porque ele queria te fazer uma grande surpresa — justifica Abraham.

— Mas fiquei ansiosa demais e muito preocupada. Não acho que isso seja saudável para uma pessoa no meu estado — declara, com um sorriso travesso.

— No seu estado? — Richard se vira para ela, com uma expressão séria, sem entender.

— Estou grávida — revela, enquanto murmúrios de surpresa enchem a sala.

— O quê? — questiona Richard, incrédulo.

— Isso mesmo que você ouviu, meu amor. Nossa família crescerá.

A reação de Richard é uma explosão de pura alegria. Seus olhos brilham instantaneamente, e um sorriso largo ilumina seu rosto, irradiando felicidade. Ele sente uma mistura de emoções intensas: surpresa, gratidão e um amor profundo que parece crescer ainda mais dentro de seu peito.

Com o coração disparado, ele começa a rir, uma risada genuína e contagiante, que revela a euforia que está sentindo. Seus olhos se enchem de lágrimas de alegria, e ele rapidamente envolve Alice em um abraço caloroso, segurando-a como se nunca mais quisesse soltar.

— Vou ser pai novamente! — exclama, com a voz trêmula de emoção. Ele repete a frase várias vezes, como se precisasse ouvir em voz alta para acreditar. É um momento de pura felicidade, onde Richard se sente completo e ansioso pelo futuro, imaginando todos os momentos maravilhosos que o aguardam como pai.

A felicidade de Richard contagia a todos, que se aproximam para abraçar e parabenizar o casal, celebrando os primeiros momentos de alegria dessa nova fase.

— Amiga, estou tão feliz por você — comenta Laila, quando estão sentadas na sala de estar, longe da agitação que finalmente se acalmou um pouco.

— Nem acredito que está aqui — comenta Alice, abraçando a amiga.

— Quando recebi a ligação de Richard, mal pude acreditar — revela. — Pensei em tantas coisas preocupantes, então ele me contou o que estava planejando e que queria todas as pessoas importantes para você por perto.

— Como conseguiu que te liberassem do trabalho? — pergunta Alice, preocupada, lembrando-se de como a antiga empresa onde trabalhou era rígida com folgas.

— Não foi difícil. Bastou uma ligação do seu futuro marido para o meu chefe, e ele foi muito generoso em me dar quinze dias de férias.

— Quinze dias? — pergunta, surpresa.

— Isso mesmo. Acho que é tempo suficiente para colocarmos a conversa em dia e para você me mostrar um pouco de Nova York.

— Eu ainda não conheço muitos lugares, mas te garanto que te levarei a todos que puder.

[…]

Em uma casinha afastada da cidade, uma música antiga toca em alto volume, vinda de um velho rádio sobre uma mesa de madeira. A casa é simples e modesta, com poucos móveis e utensílios. Na sala, uma velha estante de madeira sustenta uma pequena televisão desligada. No chão, um tapete de couro emite um cheiro desagradável, devido ao tempo que o lugar passou fechado e sem ventilação. Mais adiante, encontra-se um quarto igualmente abafado. No quarto, uma cama de solteiro desarrumada está coberta por várias roupas de bebê, e ao lado, um pequeno berço guarda alguns itens infantis. Saindo do quarto, um pequeno banheiro, que não foi limpo há tempos, está infestado de baratas e insetos. Mais adiante, a cozinha, o único lugar ventilado da casa. Um fogão a lenha, aceso, sustenta uma chaleira que apita, indicando que a água está fervendo. Perto da porta que dá para o quintal, uma cadeira de balanço abriga uma mulher, que mexe no celular. Enquanto observa os status sobre o anúncio da nova gravidez, ela vê a pequena Lily em algumas imagens. Um sorriso se forma nos lábios da mulher, que começa a cantarolar a música antiga que toca no rádio.

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