— O que faz aqui? — Richard questiona com o olhar raivoso.
— Queria te ver — responde Madeline, com voz provocante. — Parece que você queria isso também — diz, descendo a mão e o olhar para a parte íntima dele, que está dura como uma rocha.
Ao perceber o que Madeline pretende, ele segura o braço dela com certa força, de modo que acaba assustando-a.
— Ai! — geme de dor. — Isso está doendo — diz ela, ao sentir o modo tão abrupto com que ele segura o seu pulso.
Richard a solta de um modo brusco e anda rapidamente até o balcão, onde há uma toalha. Ele a pega e j**a com força em cima de Madeline.
— Cubra seu corpo agora mesmo e saia daqui — ordena.
Madeline nota que ele não gostou nada de sua presença ali, então faz o que ele manda e sai dali constrangida.
Richard termina de tomar seu banho e veste uma roupa que havia separado. Ao sair do banheiro, encontra Madeline sentada na cama, já vestida e de cabeça baixa.
— Que diabos pensou quando resolveu entrar no meu quarto? — pergunta Richard, com a voz alterada.
— Fala baixo — pede ela, com medo dos sogros escutarem. — Eu só queria te fazer uma surpresa — responde.
— Que droga de surpresa, Madeline — a adverte. — Já disse que enquanto não nos casarmos isso não irá acontecer novamente.
— Achei que você queria — diz.
— Meu Deus, o que deu na cabeça para fazer isso? — continua com a repreensão. — Sabe que não é certo vir aqui.
— Pare de me tratar como uma criança, Richard — pede, notando o quanto ele está bravo com aquilo. — Sou a sua noiva, se esqueceu?
— Não, eu não me esqueci, mas não quero que esse tipo de coisa aconteça de novo, está me ouvindo?
— Só queria fazer com você o que todos os casais normais fazem, não achei que me receberia com pedras nas mãos — lamenta, fingindo desapontamento.
Ele percebe o quanto está alterado e decide parar para respirar um pouco.
— Tudo bem, me desculpe — se aproxima dela, que começa a chorar. — Eu só não esperava por isso, me entende?
— Eu só queria surpreender você — revela.
— E você surpreendeu — confessa. — Eu jamais imaginaria que você teria coragem de aparecer no meu quarto, ainda mais do jeito que entrou.
— Me desculpa — pede ela. — É que li algumas coisas ontem à noite — revela, se sentindo envergonhada.
— O que você leu?
— Li que homens acostumados com sexo não conseguem se segurar por muito tempo de abstinência, então, por conta disso, eles acabam traindo suas parceiras.
— Sim, vamos escolher alguma coisa que ela goste — Richard responde, sem muita empolgação.
— Já será a que usarão no casamento? — Meredite pergunta animada.
— Sim — diz Madeline. — Conversei com a minha mãe e, antes de usá-la, vou até o Vaticano para pedir a bênção do papa Francisco.
— Você é mesmo bem religiosa, não é mesmo, Madeline? — Elis pergunta.
— Sim, eu amo as minhas crenças, ainda mais quando se diz em relação ao casamento — revela. — Acredito que, quando o santo Papa abençoar as nossas alianças, nosso casamento durará para sempre.
— Você irá com ela para a Itália, não é mesmo, Richard? — Meredite o questiona.
— Não vai dar, eu tenho muito trabalho a fazer em Nova York.
— Mas devia pensar em acompanhá-la, já que ela está fazendo isso para o bem de vocês dois — insiste Meredite.
— Não tem problema. A minha mãe irá me acompanhar nesta viagem, pois sei que o Richard não é muito devoto dessas minhas crenças — diz Madeline.
— Se sabe que ele não é devoto, não devia impor nenhuma delas a ele — diz Elis, aproveitando a brecha que havia encontrado para alfinetar a futura cunhada.
Quem não conhecesse toda a bondade e doçura de Madeline, pensaria naquele momento que ela queria matar Elis com as suas próprias mãos, só por conta da expressão de ódio que se instaurou em seu rosto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido CEO, seu bebê quer te conhecer!