Madeline se ajeita em sua cadeira de forma bem desconfortável, pigarreia um pouco como se estivesse com algo preso na garganta e depois sorri, olhando para Elis, que a encara com a expressão de deboche.
— Eu jamais ditaria nada ao seu irmão, Elis. — Madeline tenta responder com confiança, mas sente que a sua voz fraqueja.
— Não é o que me pareceu ontem — Elis continua.
Richard percebe que a irmã está tentando intimidar Madeline na frente das outras pessoas que não estavam entendendo o conteúdo daquela conversa.
— Pare com essas baboseiras, Elis, eu não sou um homem influenciado por algo, deixe a Madeline em paz — pede com o tom de voz firme, repreendendo a irmã.
— Só estou tentando entender como as coisas estão funcionando — Elis responde, sentindo-se frustrada ao ver que o irmão ficaria ao lado da noiva.
— A Elis está estranha desde ontem, quando saiu do jantar sem dar nenhuma explicação a ninguém — Meredite diz.
— Quer mesmo saber o motivo por que fui embora? — Elis olha nos olhos da mãe e solta bruscamente no prato o talher que está segurando.
— Os gêmeos começaram a chorar descontroladamente — Steve responde rapidamente, interferindo na conversa da esposa. — A Elis ficou preocupada com os meninos e por isso saiu antes da hora.
Elis olha para o marido e lança um olhar mortal, demonstrando não ter gostado de ele ter se metido naquela situação.
— Não sei o porquê de ficar desse jeito, se as babás que cuidam deles são de confiança — diz Meredite.
— Prefiro eu mesma cuidar dos meus filhos — responde Elis, ao perceber que não pode dizer o que pensa naquela mesa, após ser advertida pelo marido e pelo irmão.
— Sabe o que estou pensando agora? — Diz Abraham, querendo que o foco da conversa volte novamente para Richard e Madeline. — Que em breve nos darão netos também — revela sorridente.
— Isso não é assunto para tocarmos agora — diz Richard, querendo cortar aquela conversa.
Ele queria muito formar uma família e filhos, mas com a mulher que ele amava, contudo, agora que iria se casar com Madeline, tentaria adiar tudo o quanto fosse possível, já que se casar já estava sendo bem penoso para ele.
— Eu não vejo a hora — Madeline diz, ignorando a resposta do noivo. — Sempre quis ser mãe de várias crianças, então acredito que quando me casar já irei providenciar o primeiro — anuncia para a alegria dos sogros.
— É isso que gosto de ouvir — Abraham abre um sorriso e ignora a fala do filho. — Estou torcendo por vocês.
Após o café, Richard pega o carro do pai emprestado e sai com Madeline por São Francisco. Ele irá levá-la a uma joalheria famosa, onde escolherá as alianças.
Madeline quer conversar com Richard sobre o que Elis insinuou, já que ainda estava com raiva daquilo, embora tivesse demonstrado após o café que não havia se incomodado com aquilo.
— Acho que a sua irmã não está gostando nada do nosso noivado — comenta, como se não quisesse se aprofundar muito naquilo, embora quisesse.
— Vou dar um jeito nisso, não se preocupe — diz ele, sem tirar os olhos do caminho.

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