Richard dá a volta no carro e se aproxima da porta do passageiro, onde Madeline continua sentada. Ele olha para os lados e vê se há alguém os observando. Como não vê ninguém, abre a porta do passageiro e se aproxima de Madeline com o olhar furioso.
— Que história é essa de gravidez? — Seu tom de voz não é alterado, mas demonstra estar bem nervoso com aquela declaração.
— Você não se protegeu, não se lembra? — ela pergunta, abaixando a cabeça e ficando na defensiva, por perceber que Richard ficou nervoso do mesmo modo como ocorreu no quarto.
— Claro que não me lembro. Pelos céus, Madeline, eu não me lembro de nada daquela m*****a noite — responde de modo ríspido.
— M*****a noite? — Ela levanta o olhar e o encara, como se acabasse de ouvir uma blasfêmia. — É assim que você pensa sobre a noite que passamos juntos? — rebate com o olhar decepcionado.
— Meu pai amado, me dê paciência — pede ele, apoiando o antebraço no teto do carro. — Não é isso que quero dizer, me desculpa — pede perdão, se esquecendo de que ela é bem sensível com algumas falas. — Só estou chamando de m*****a pelo fato de que eu estava bêbado e não me recordo de nada. Não é sobre você — tenta explicar.
— Eu não tenho culpa, Richard — responde com voz magoada. — Foi a minha primeira vez e eu não sabia como agir — revela, tentando ser bem persuasiva quanto ao que descreveria. — Você entrou no banheiro e já me beijou, apesar de saber que aquilo era errado. Deixei porque sempre foi um sonho para mim sentir o sabor dos seus lábios. Quando você me levou para o seu quarto, eu ainda estava nua, então você me colocou sobre a cama e, quando percebi, você já estava dentro de mim — comenta, já com os olhos cheios de lágrimas. — O que acha que eu poderia fazer depois daquilo, me diz? Vai me culpar por isso também?
Madeline tenta sair do carro, mas Richard a impede.
— A culpa não foi sua — responde ele com um peso na consciência. — Fui o errado, tudo bem? Me perdoa. — tenta acalmá-la. — Mas devia ter me dito sobre o fato de não termos usado preservativo, eu poderia te dar uma pílula do dia seguinte — explica.
— Pílula do dia seguinte? — ela repete aquilo preocupada. — Eu jamais tomaria uma coisa dessas, você sabe que para mim isso é o mesmo que um aborto indireto. — Responde ofendida, por saber que ele sabe de suas crenças sobre usar métodos contraceptivos.
Madeline era uma mulher muito radical em relação a algumas coisas e acreditava que usar métodos contraceptivos era o mesmo que impedir que a vida humana seguisse os planos de Deus.
— Tudo bem. — Diz ele, percebendo que quanto mais fala, mais ela fica insatisfeita. — Então vamos comprar um teste de gravidez, o que acha? — pergunta, numa tentativa de remediar aquela situação.
— Ainda é muito cedo para fazer um teste — ela responde.
— Então vamos esperar o momento certo, tudo bem? Se depois que fizer esse teste e o resultado der positivo, nos casamos imediatamente, mas se não der, quero que espere mais um pouco, o que acha?
Madeline assente, enxugando as lágrimas.
— Você quer esperar quanto tempo para se casar comigo? — o questiona.
— Não sei, talvez quando eu completar meus trinta anos, o que acha?
— Em um ano?
— Isso mesmo, independente do que acontecer, estaremos casados em um ano.
Madeline para pensar um pouco, pois ela quer Richard para ela o mais rápido possível, contudo sabe que não pode parecer tão desesperada.
— Tudo bem, se é assim que você quer, eu aceito.
Após entrarem numa concordância, os dois entram na joalheria e começam a escolher as alianças.
Após algumas horas e alguns ajustes, Richard sai dali feliz, por achar algo que Madeline tenha gostado.
— Não acho bom colocarmos elas em nossos dedos sem as bençãos de um sacerdote — diz Madeline.
— O que quer fazer?
— Vou organizar a minha viagem ao Vaticano com a minha mãe, quero que o papa as abençoe — explica. — Quando o papa as abençoar, podemos fazer um jantar em família para trocarmos alianças, o que acha?

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