Alice olha para a mãe e espera que ela diga que aquilo é um blefe, mas Silvia parece estar com um ar sério demais para estar se divertindo.
— Você está louca? — questiona Alice.
— Não, eu não estou, se eu estivesse louca, eu mesma escreveria para ele desde o primeiro minuto que descobri, mas como ainda respeito a sua escolha, quero que você mesma faça isso — revela.
— Como diz que respeita a minha escolha se está tentando me pressionar a fazer isso?
Silvia se levanta de sua cadeira, dá uma volta na mesa e se aproxima da filha.
— Querida, olha para você — com as mãos, segura a filha pelos ombros, fazendo com que Alice a olhe nos olhos. — Você está desempregada, sem terminar os estudos e com uma filha no hospital, mesmo assim, quer sair de nossa casa, alugar um apartamento e viver a sua própria vida — discursa. — Não a julgo por isso, mas não quero que se mate de trabalhar pela Lily, sendo que o pai dela tem condições financeiras para te ajudar a dar uma boa qualidade de vida a ela.
— Não quero que o Richard pense que estou atrás do dinheiro dele, mãe.
— Quem liga para o que ele pensa? — indaga. — Não é sobre vocês, é sobre as obrigações que possui pelas consequências de seus atos.
— Você não entende, mãe — diz, já sentindo que as lágrimas irão cair dos seus olhos.
— Como irei entender, querida? Você nunca me confessou o que aconteceu — lamenta. — Quando foi que deixei de ser uma pessoa confiável para você?
— Não é isso — responde, já com lágrimas nos olhos. — É que tudo aconteceu tão rápido que nem sei como contar isso para a senhora. Achei que iria me julgar por saber que fui precipitada e inconsequente por me deitar com o Richard e não ter me protegido da forma adequada. Eu não queria ouvir da sua boca os erros que já estou ciente de que cometi.
— Alice, pelo amor de Deus, independente dos seus erros, eu jamais te julguei, só me preocupo por você ser inocente demais e acabar sendo enganada por gente como o Richard Carter.
— O Richard não me enganou, mãe, ele foi muito sincero comigo em relação aos seus sentimentos, mesmo sabendo que eu havia terminado um relacionamento de anos, respeitou o meu espaço e falou de suas intenções.
Silvia percebe que a filha está se modificando, então a leva até uma cadeira para que se sente. Depois, pega um copo de água e a serve.
— Beba isso e se acalme, não pode ficar nervosa. — Ela espera que a filha beba todo o líquido do copo e depois pede que respire fundo. — O que ele disse para você, que a fez ter interesse nele?
Apesar de não querer que ninguém, além de Laila, soubesse do seu segredo, Alice percebeu que não poderia mais esconder aquilo da mãe, já que Silvia já estava a par de praticamente tudo.
— Eu me identifiquei com ele e nos dávamos muito bem, nossas conversas eram agradáveis e tínhamos muito em comum. Gostei dele e ele gostou de mim.
— Como conseguiram chegar a essa conclusão em tão poucos dias?
— Foi nossa afinidade, mãe, tínhamos planos e ele queria me levar para Nova York assim que terminasse meus estudos.
— Como esse homem foi canalha — Silvia comenta indignada.
— Por que está dizendo isso do Richard? — Alice pergunta, sem entender a indignação da mãe.
— Porque é o que penso dele — responde. — Como ele queria te levar para os Estados Unidos, se é um homem comprometido?
— O quê? — pergunta confusa. — O Richard não é um homem comprometido, mãe, ele é solteiro.

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