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Querido ex, obrigada pela traição romance Capítulo 2

Eduardo Hastings acordou ao som de música.

O que seria ótimo, exceto pelo fato de ser Taylor Swift.

Ele piscou para o teto. Não. Não para o teto. Era definitivamente "You Belong With Me" ecoando pelas malditas paredes.

Ele gemeu.

Na cozinha.

Claro que ela estava na cozinha.

Ele se arrastou para fora da cama, vestiu um moletom sobre a cabeça e murmurou algo sobre precisar de um quarto à prova de som.

Quando ele desceu as escadas, o cheiro de panquecas o invadiu com força total. E lá estava ela. Girando em sua cozinha. Descalça. Cabelo preso e um velho moletom universitário cobrindo seu corpo.

Jinx Carter, cantando em uma espátula como se não estivesse transformando sua manhã tranquila em uma comédia romântica clichê.

Ele cruzou os braços.

— Não é um som agradável.

Ela se virou no meio do giro e quase deixou a espátula cair.

— Ah. Bom dia, raio de sol.

— Você está usando minha frigideira.

— Estou usando muito bem. — Ela virou uma panqueca com uma confiança irritante. — Esta é de ricota cítrica. Gourmet, Hastings.

— Você disse ricota?

— Não questione meus métodos, sem ver os resultados.

Ela se virou para o fogão.

Na noite passada, depois que ela desapareceu no andar de cima, Eduardo disse a si mesmo três coisas muito específicas:

"Ela vai ficar aqui apenas algumas semanas".

"Nós somos diferentes demais para pensar sobre isso".

"Vou estabelece limites claros".

Agora, todos os três estavam circulando pelo ralo com cada nota de música.

Eduardo passou a mão no rosto frustrado.

— Precisamos de regras.

Jinx parou de mexer na pilha de panquecas.

— Tipo... regras da cozinha?

— Regras da casa. — ele esclareceu. — Regras básicas. Você é uma convidada. Isso é temporário.

Ela se virou e encostou o quadril no balcão.

— Certo. Diga sua regras pra mim.

— Não toque nas minhas ferramentas. Não reorganize os armários. Não convide estranhos.

Ela o saudou como se fosse seu capitão do exército.

— Respeite as chaves inglesas. Entendi.

Ele estreitou os olhos.

— Além disso, não gosto de coisas muito emotivas no café da manhã.

Com isso, o sorriso dela vacilou.

— E as médias? — Eduardo não respondeu. — Levemente emocionais? — Ele estreitou os olhos e ela entendeu que não devia ouvir suas músicas pela manhã, mas entender não significava obedecer. — Imagino que panquecas possam ser uma oferta de paz segura. — disse ela, deslizando um prato em sua direção. — Você me deixa morar aqui sem pagar aluguel, e eu te alimento. Sistema básico de troca.

Ele sentou-se devagar. Deu uma mordida.

— É. Estão boas.

Ela sorriu.

— Eu ganhei de novo. — E quando Eduardo pegou outra panqueca, ela falou de repente: — Meu ex me disse que queria espaço. Mas o que ele realmente queria era uma saída.

Eduardo congelou, com o garfo a meio caminho da boca.

Jinx manteve o olhar fixo no frasco de xarope.

— Nem se tratava de algo que eu fiz. Era só... Não explicar por que eu nunca sou suficiente.

Eduardo ficou tenso.

— Isso não é problema seu.

Ela olhou para cima.

— Você sabe disso. Eu sei disso. Mas diga isso para a parte de mim que mandou três mensagens para um idiota.

Ele não tinha uma resposta para isso.

Então, ele não ofereceu nenhuma.

Ele simplesmente se levantou, pegou o prato e jogou o resto das panquecas no lixo. Não porque não estivessem boas. Mas porque ficar parado por muito tempo perto dela era confuso. Parecia que seu sistema perfeitamente funcional começava a dar pane. Não que ele se sentisse uma máquina, mas era a melhor forma de explicar.

— Você não precisava fazer o café da manhã. — ele disse rispidamente.

— Eu sei.

Ele saiu da sala sem olhar para trás. Até entrar no seu quarto, Eduardo se encostou na porta, amaldiçoando a maneira como a voz dela fazia seu coração acelerar e suas mãos tremerem.

Eduardo Hastings não demonstrava emoções, mas ela era capaz de fazer isso mudar.

— Igualzinho ao dono deles.

Ele não discutiu. Apenas entrou no estacionamento da loja, estacionou e olhou para a frente.

— Espere aqui. — ele disse rispidamente.

— Você vai me abandonar?

— Dez minutos, no máximo.

— Ah, vamos lá, vou ficar fora do caminho...

— Não. Você vai se distrair com a decoração natalina e tentar redecorar a minha vida.

— Isso não é mentira. — ela admitiu.

Eduardo esboçou um sorriso. Só o canto da boca.

Dez minutos depois, ele apareceu com um saco de peças, um hematoma recente na articulação e um olhar estranho.

Ela o recebeu com um café gelado e um sorriso provocador.

— Você ficou lá onze minutos. Consegui uma recompensa para você.

Ele olhou para a bebida como se ela fosse explodir.

— É preto. — acrescentou ela. — Sem leite. Sem açúcar. Igualzinho à sua alma.

Eduardo pegou o copo. Não agradeceu. Nem precisava.

O resto da viagem foi mais tranquilo. Quando chegaram em casa, Jinx tirou as sandálias, pegou duas canecas diferentes e fez chá para eles.

Ela lhe entregou uma xícara, e seus dedos roçaram nos dele por um segundo a mais do que o necessário.

— Obrigada por hoje.

Ele ergueu uma sobrancelha.

— Você quer dizer a parte em que você se apoderou do meu carro e me fez ouvir Taylor Swift?

— Não. — ela disse, sorrindo. — A parte em que você não me fez sentir uma intrusa. — Eduardo tomou um gole de chá e olhou para ela como se ela fosse um quebra-cabeça que ele não tinha certeza se queria resolver. — Não estou aqui para quebrar nada. — acrescentou ela. — Só preciso de um lugar para recuperar o fôlego.

— Você tem permissão para estar aqui.

— Obrigada, já que fui aceita, talvez amanhã te faça ouvir músicas antigas de grupos de kpop femininos.

Eduardo gemeu.

— Deus me ajude.

No entanto, ele estava sorrindo quando ela desapareceu escada acima, descalça, cantarolando baixinho.

Definitivamente Jinx estava dando pane no seu sistema. Até o nome dela parecia adequado para um vírus de computador. Talvez ele estivesse enlouquecendo.

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