Dimitri riu desde a entrada do beco.
— Que tocante, Maximiliano. Mas me diga, Julieta, você realmente quer que este homem te proteja à custa de outras vidas? — perguntou com um tom zombeteiro, enquanto olhava ao redor, avaliando a situação. Depois apontou com um gesto despreocupado para o corpo inerte de uma mulher que jazia numa poça de sangue.
— Dimitri — soou uma voz em advertência e morte, era Callum.
— Olhe isso, querida, isso poderia ter sido você. Mas ainda tem tempo para evitar que mais sangue seja derramado — ofereceu zombeteiro.
Maximiliano olhou para Dimitri com uma fúria contida, segurando Julieta com mais força, como se sua própria vida dependesse de mantê-la a salvo.
— Deixe-a em paz! — rugiu Max, sua voz firme e decidida, embora seu interior balançasse pelo medo de perdê-la.
Julieta estremeceu, olhando o corpo inerte ao longe de uma mulher que não conseguia ver bem. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas Max a segurou mais forte.
Dimitri deu um passo mais em direção a eles e as armas dos seguranças se moveram no compasso, e Dimitri com um sorriso zombeteiro nos lábios fez um sinal. Seus olhos estavam frios, calculistas, pontos vermelhos começaram a aparecer nas roupas dos guardas.
— Vamos, Maximiliano, você não precisa transformar isso em algo mais complicado do que já é. Você sabe como as coisas terminam quando não saem do meu jeito — disse, apontando com a cabeça para a mulher caída no chão. Maximiliano o olhou com um ódio infinito em seus olhos, prometendo-lhe um mundo de dor.
Dimitri se divertia muito com a maneira que ele o olhava, ele jamais se aproximaria de Max sabendo do que ele é capaz. Constantemente Maximiliano Hawks transitava entre o bem e o mal sendo o grande empresário que é...
— Você não vai a lugar nenhum com ele, Julieta. Não vou permitir — disse, sua voz mais firme que nunca.
Maximiliano a segurava bem pelas mãos e pela cintura sem pensar em mais nada, mas Dimitri parecia o diabo sussurrando coisas em seu ouvido para que ela caísse.
— Não tenho nenhum problema com mais corpos, mais sangue, mais morte... Mas me diga, Julieta, você realmente quer que alguém mais pague por seus erros? — Dimitri deu um passo à frente, seu sorriso se alargou, e levantou as mãos como se estivesse tranquilizando uma criança.
Max cerrou os dentes, o pânico e a fúria lutando pelo controle de sua mente. Tirou seu celular rapidamente e verificou as mensagens. A ajuda estava a caminho, mas ainda faltavam alguns minutos. Não podiam se arriscar.
— Dimitri, por que não deixamos isso aqui? — disse Max, tentando ganhar tempo.
— Te asseguro que isso não terminará como você espera. Melhor vá embora agora.
— Oh, Maximiliano, temo que você não tenha nada para me oferecer para que eu queira ir embora sem ela. E agora ela é mais valiosa que antes. Minha pequena flor é tudo que quero, e não pretendo ir embora sem ela — Dimitri riu entre dentes e negou com a cabeça. — Além disso, me parece curioso que você diga essas palavras quando são você e seus... amigos que estão encurralados.
— Você é corajoso, reconheço. Mas também estúpido. Você realmente acha que pode protegê-la de mim?
— Me escute bem — disse Max, sem deixar de olhar para o idiota do Dimitri. — Aconteça o que acontecer, você não vai levá-la. Vou encontrar seu calcanhar de Aquiles e te fazer em pedaços, desgraçado.
— Bem, parece que a festa está desanimando. Vocês são chatos, Max e o resto — aponta com sua arma descuidadamente para o resto. — Precisam melhorar seu espetáculo.
As sirenes começaram a ser ouvidas ao longe e o sorriso de Dimitri não vacilou.
— Volte para seu esgoto — cuspiu Max com ódio.
No entanto, a atenção do mafioso louco estava sobre Julieta... aquele vestido azul ficava impressionante nela. Nem parece que deu à luz há pouco tempo.
— Nos veremos em breve, minha flor. Muito em breve — Naquele instante, Dimitri levantou uma sobrancelha, divertido, e começou a rir como louco enquanto dava o sinal de que era hora de ir embora.
O eco da risada cruel de Dimitri ainda retumbava nas paredes do beco quando, de repente, o som de mais disparos quebrou o silêncio tenso. Todos se abaixaram instintivamente, se cobrindo, sem saber exatamente o que estava acontecendo. O estrondo da arma ressoou como um golpe seco em seus ouvidos, e o ar se tensionou ainda mais.

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