Callum já tinha pensado muito nisso e precisava ver esse idiota, o que ele fez a Isabel não ia ficar assim.
— Tenho que vê-lo. Preciso me certificar de que esse maldito pagará pelo que fez. Não só a Isabel, mas a todas as mulheres que ele machucou no passado. — Sua voz era firme, mas no fundo havia uma ira latente que Jonathan não podia ignorar.
Jonathan engoliu em seco, incomodado. Conhecia bem Callum, e sabia que uma vez que tomava uma decisão, era quase impossível fazê-lo mudar de parecer.
— Só… — Jonathan hesitou um segundo antes de continuar — . Não perca a cabeça. Esse bastardo não merece que arruínes sua vida por ele, você está a ponto de se casar… só digo que…
Callum o olhou pelo canto do olho, sem sorrir.
— Não penso em perder a cabeça. Mas quero que veja em meus olhos o que fez. Quero que sinta o peso de seu erro antes que passe o resto de sua miserável vida atrás das grades — contestou Callum, queria que se enfrentasse a alguém de sua compleição e altura para ver se era tão machinho.
O carro parou em frente à prisão. Jonathan não pôde evitar um suspiro de resignação enquanto ambos saíam do carro. A prisão se erguia ante eles como uma fortaleza lúgubre, fria e desapiedada. Callum caminhou à frente, com passos decididos, e Jonathan o seguiu de perto. Sabia que nada do que dissesse mudaria o curso do que estava a ponto de suceder.
Dentro, o ambiente era sombrio e opressivo. Callum foi guiado por um guarda até uma pequena sala de visitas com uma mesa e uma grade de metal que separava os prisioneiros de seus visitantes. Através do vidro, pôde ver seu objetivo: o homem que havia destruído a paz de Isabel. Estava sentado, algemado, com uma expressão arrogante que incendiou algo no mais profundo de Callum.
Quando o homem o viu entrar, esboçou um sorriso torto, como se se deleitasse em seu próprio caos.
— Quem é você? — pergunta curioso, sem perder sua postura — pensei que era minha puta de plantão e não, resulta que só é um tipo que nem sei quem é.
— Sou seu pior pesadelo — comentou com a fúria contida sentando-se em seu lugar.
Um olhar de Callum aos guardas e estes se retiraram silenciosamente.
— Assim que você é o famoso duque que me meteu aqui. — A voz do homem era despectiva, já tinha escutado aos guardas sobre porque estava ali metido, suas veias se encheram de veneno — Já te abriu as pernas? É por isso que faz isto? — solta uma risadinha — uma chamada minha e estarei fora.
Callum não respondeu de imediato. Se levantou lentamente e caminhou até onde estava uma porta para passar ao outro lado, mantendo a mirada fixa nos olhos do agressor.
— Vai pagar pelo que fez — disse Callum finalmente, com uma calma aterradora.
O homem riu, um som áspero e desagradável.
— E daí? Não a matei, verdade? Talvez devesse tê-lo feito. Essa mulher sempre foi um problema — zomba.
— Vê isso — assinala a câmera — estão apagadas e os guardas não estão. Todos farão vista grossa por um abusivo como você… não tem nada eu te tirei tudo
Callum apertou os punhos e lançou o primeiro golpe, o homem algemado não se pôde defender muito, mas o tentou, depois Callum voltou à sua cadeira e se sentou e não reagiu mais além disso.
— Ela sobreviveu. — Sua voz estava carregada de uma frieza perigosa — . E vai ter uma vida melhor, sem você.
O homem cuspiu sangue ao chão, sua mirada cheia de desprezo.
— Se crê melhor que eu, com seu título, seu dinheiro… Mas não é diferente. Todos fazemos o que temos que fazer, seguro a voltará sua amante… seu sujo segredo — lhe recrimina — já não serve para nada, eu a maculei.

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