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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 94

Quando Julieta despertou assustada, estava em um pequeno quarto branco, tentou acalmar seu coração acelerado. O suave som dos monitores e o aroma de desinfetante confirmavam que estava em um hospital. Piscou, sentindo seus olhos inchados e a garganta seca. Ao seu lado, Tomás estava sentado, olhando-a com preocupação. Ele era seu contato de emergência, o único que podiam chamar em situações como esta.

— Julieta... — disse Tomás em voz baixa, aproximando-se quando viu que ela abria os olhos. — Me ligaram porque você desmaiou na rua. O que aconteceu?

— Eu... água — pediu com ansiedade. Assim que Tomás lhe deu, observou-a beber avidamente, enquanto a olhava fixamente esperando respostas.

Tomás quase enlouqueceu dirigindo, no mínimo chegaram oito multas por dirigir como um maníaco pelas ruas de Nova York.

— O que aconteceu? Alguém te atacou? Foram aquelas mulheres gananciosas? — questionou Tom já irritado por ela — é que não têm vergonha essas mulheres. Deixe-as comigo e eu as deixo carecas.

Julieta tentou falar para poder explicar o que havia acontecido, mas as palavras se engasgavam em sua garganta. Sentiu um nó no peito e de repente as lágrimas começaram a brotar novamente. Tomás, preocupado, segurou-a suavemente, sabendo que o que quer que estivesse acontecendo, era muito mais profundo e grave do que imaginava.

— Max... — conseguiu dizer entre soluços. — Max está... doente, Tomás. Tem câncer. Quimioterapia... e não me contou... Não me disse nada!

— O quê? — Tomás estava surpreso com a notícia.

As palavras de Julieta se quebravam enquanto o choro tomava controle de seu corpo. Cada soluço era mais forte que o anterior, como se toda a dor que havia acumulado durante os últimos meses finalmente explodisse dentro dela. Tomás a abraçou, permitindo que chorasse sem reservas. Não disse nada, porque sabia que as palavras não podiam consolar a dor que ela sentia naquele momento. Só podia estar ali para ela.

— Você precisa se acalmar ou vão te dar um calmante — falou Tomás suavemente, como se ela fosse uma criança pequena.

A compreensão dos fatos chegava a ela como um tsunami, seu casamento com Callum... tudo o que havia acontecido nesses meses. A mudança dele.

— Não posso... não posso me casar com Callum assim — disse Julieta quase em pânico, ainda entre soluços. — Não posso seguir em frente sabendo que Max está sofrendo e que eu não estive lá para ele. Não posso.

Tomás a olhou com ternura, mantendo-a entre seus braços. Sabia que Julieta amava Maximiliano, e que todo esse tempo havia estado lutando com seus próprios sentimentos. Agora, com essa nova verdade revelada, as peças do quebra-cabeça pareciam se encaixar, mas ao mesmo tempo, o conflito que se aproximava seria devastador.

— Faça o que achar correto, Julie — disse suavemente. — Se quiser cancelar o casamento, se quiser se casar. Se quiser perseguir um arco-íris, você fará. Não se preocupe com o que os outros pensam. Eu te apoiarei, e você sabe que estarei aqui, aconteça o que acontecer — garanteu Tom.

Julieta, ainda envolta em lágrimas, assentiu levemente. Sentia que o mundo ao seu redor desmoronava, mas pelo menos tinha Tomás, sua rocha firme, que a ajudaria a suportar o que estava por vir. Sabia que a decisão que tomaria mudaria tudo. E embora o medo a invadisse, naquele momento só importava uma coisa: Max.

O médico chegou pouco depois de Julieta estar mais calma, mas lágrimas silenciosas escapavam de seus olhos.

— Senhorita Persson — disse o médico olhando seu relatório — está em seu primeiro trimestre, é o mais importante e delicado de todos os trimestres, está com a pressão um pouco alta e devemos controlar o estresse. Sei que parece difícil, mas vamos fazer um esforço pelo bebê — aconselhou o médico.

No apartamento de Isabel...

Isabel estava sentada no sofá de seu novo apartamento, olhando pela janela enquanto o vento da noite soprava suavemente. O silêncio era quase opressivo, interrompido apenas pelo ocasional ranger do assoalho de madeira. Naquele dia estava sozinha; Teresa fazia uma visita à sua família, que ela mesma incentivou, já que a mulher não se descolava dela e precisava ficar sozinha um pouco. Estivera lendo um livro, ou pelo menos tentando, mas sua mente vagava constantemente para Callum. Sabia que, em parte, estava agradecida por tudo o que ele havia feito por ela, mas também sentia que havia uma distância entre eles que não sabia como encurtar. Ou se queria encurtá-la.

A campainha tocou, quebrando seu transe. Isabel piscou, surpresa. Não estava esperando ninguém. Levantou-se e foi até a porta, olhando através do olho mágico. O coração deu um salto quando viu Callum parado, com uma sacola na mão.

Abriu a porta lentamente, tentando esconder seu nervosismo. Ele levantou a sacola com um meio sorriso.

— Pensei que você pudesse precisar de alguma companhia — disse, quase de forma casual, mas havia uma tensão em sua voz que ela não pôde ignorar — Teresa me disse que não estaria em casa neste fim de semana.

Isabel desviou o olhar, indecisa, mas finalmente deu um passo para trás e permitiu que ele entrasse. Callum cruzou a soleira com uma incômoda familiaridade. Nunca havia estado em seu novo apartamento, mas algo na forma como ele se movia fazia parecer como se pertencesse ali.

— O que é isso? — perguntou Isabel, apontando para a sacola, tentando preencher o silêncio que havia se instalado entre eles.

— Algo que pensei que você gostaria — respondeu ele, abrindo a sacola e tirando seu chá favorito junto com alguns docinhos. Isabel o olhou surpresa; era um detalhe pequeno, mas não havia falado sobre seu gosto por esse chá desde o desfile, quando conversaram trivialidades, talvez até mesmo antes de tudo se complicar entre eles.

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