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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 102

— Já que estão dispostos a comprar o lote inteiro, farei o preço mínimo. Pelas construções, podemos fechar em três milhões. Para vocês terem ideia, quando foram erguidas, custaram dezenas de milhões!

— O terreno, por sua vez, é gigantesco e o direito de uso é de trinta anos. Há regras estritas quanto a isso, não podemos fazer por menos de oito milhões.

— No entanto, se puderem pagar à vista, concederei um desconto adicional de quinhentos mil.

— Perfeito. Gostei da sua franqueza. Negócio fechado — declarou Tainá.

Após o preenchimento dos contratos e a aplicação dos carimbos, a transação foi concluída com extrema facilidade.

Enquanto caminhavam para a saída, já com os documentos em mãos, o responsável pela gestão de terras insistiu em convidá-los para um almoço.

Afinal, havia garantido uma entrada substancial de capital no mesmo dia. Seus superiores certamente lhe dariam crédito, e quem sabe até uma promoção estivesse a caminho.

Porém, a oferta foi educadamente recusada pelos dois: — Fica para a próxima. Temos outros compromissos hoje.

— Sendo assim, desejo a vocês uma excelente viagem e muito sucesso em seus negócios!

— Nós que agradecemos.

Ao passarem pelos portões do prédio do governo, Gustavo indagou: — Se comprássemos algumas das casas populares na vila, não conseguiríamos lucrar ainda mais com as indenizações de desapropriação?

— Certamente. Contudo, quando a ordem de desapropriação for emitida, as pessoas que venderam as casas provavelmente iniciarão um protesto coletivo. Isso atrairia a atenção de muitas partes, e eu não quero arranjar dores de cabeça desnecessárias.

— Esta vasta propriedade já é mais do que suficiente. Precisamos saber a hora de parar.

Gustavo assentiu, compreendendo a sabedoria daquelas palavras. — Tem razão.

— Gustavo, se você tiver algumas economias guardadas, não faria mal comprar uma ou duas propriedades pequenas. Uma quantia modesta não chamaria atenção.

— Ouvindo você falar desse jeito, prefiro não arriscar. Tenho pavor de lidar com confusões e multidões furiosas.

Revoltas populares eram sempre uma dor de cabeça imensa. As pessoas, em sua maioria, não se importavam com a lógica; apenas sentiriam que haviam sido passadas para trás.

— Não tem problema. Quando o dinheiro entrar, prometo que lhe darei um bônus bem polpudo.

— Combinado, então! Agradeço antecipadamente, chefe — disse ele com um sorriso.

— Lembre-se: quando voltar, não conte a absolutamente ninguém sobre isso. Nem mesmo para a sua família.

— Mas é claro. Um assunto dessa magnitude não é algo para se sair espalhando.

Tainá abriu o navegador e, ao deparar-se com as manchetes que dominavam os tópicos mais comentados, sentiu um sobressalto genuíno. — Nossa, ela agiu tão rápido assim?

"A herdeira da Família Torres, Laura, foi flagrada na manhã de hoje entrando em um hotel com o Sr. Henrique, da Família Alves, sendo apanhada no ato por sua noiva oficial..."

O artigo, inclusive, vinha acompanhado de fotografias nítidas da confusão.

Tainá virou a tela do celular para Suzi. Bastou um vislumbre das imagens para que a mulher mais velha desviasse o olhar, desconfortável.

Pessoas daquela geração tinham uma aversão profunda a esse tipo de imoralidade pública.

— Eu sempre soube que essa garota não prestava. Desde o minuto em que ela pisou na casa da Família Torres, algo nela me incomodava. Fico me perguntando que tipo de educação aqueles pais adotivos do interior lhe deram.

— Tainá, meu anjo, será que isso não vai respingar na sua reputação?

— Certamente haverá algum impacto, afinal, o meu sobrenome ainda é Torres. Mas não será nada drástico. Eu já cortei todos os laços com eles, de qualquer forma.

— Desde que não a prejudique muito, é o que importa. Mantenha distância dessa gente daqui em diante.

— Pode deixar, Suzi. Eu sei me cuidar.

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