Quanto às bicicletas, com a tecnologia já consolidada em Valenúbia, eles haviam fechado parcerias com fabricantes locais na Capital e a produção já estava a todo vapor.
— Não se preocupe, chefe. Empreender dá trabalho mesmo. Mas se surgir outra oportunidade de ouro como essa no futuro, lembre-se de nós, a equipe da linha de frente! — Júlio brincou.
— Pode ficar tranquilo. Nunca me esqueço dos meus. Se há lucro para os mais próximos, haverá para vocês também.
Desta vez, quando Tainá entrou no escritório, o habitual "Boa noite, chefe" ecoou mais alto e sincronizado do que nunca.
Os olhares direcionados a ela já não viam apenas uma presidente; viam a personificação da deusa da fortuna, a provedora oficial de suas vidas.
Alguns funcionários sentiam vontade de dar um soco na própria parede, arrependidos de não terem investido tudo o que tinham por um pingo de hesitação.
Embora houvesse a recomendação de sigilo, era inevitável que alguns tivessem arrastado silenciosamente parentes e amigos para a jogada.
Felizmente, como o risco era alto, os valores investidos por esses terceiros não foram exorbitantes.
*Água limpa demais não cria peixes.* Contanto que a notícia não tivesse vazado para o grande público, Tainá não estava disposta a criar caso por causa disso.
Em um rompante de empolgação, o Vice-Diretor Yuri abriu os braços, tentando dar um abraço em Tainá, e o contador foi logo atrás, no mesmo embalo.
Lúcio, percebendo o movimento, deu um passo rápido e interceptou os dois, bloqueando Tainá com o próprio corpo. Ele lançou um olhar gélido para os funcionários.
— Alto lá. Na nossa empresa não fazemos esse tipo de coisa.
— Pelo amor de Deus, vocês são adultos! Podem manter a compostura? Parecem que nunca viram o mundo — Tainá repreendeu, ajeitando a postura.
Dos cem milhões de depósitos de garantia retirados da empresa, eles haviam chegado a quatrocentos milhões. Esse montante pertencia à empresa, e Tainá não era do tipo que devorava todo o lucro sozinha.
Uma parte seria destinada aos bônus dos funcionários e comissões da alta gerência. Do lucro líquido, Lúcio e o mestre dele também teriam suas fatias.
O dinheiro foi entregue ao setor financeiro para ser contabilizado nas receitas do mês seguinte. A instrução era comprar Ações da Pinguim imediatamente, deixando para decidir o uso futuro depois.
— Ações da Pinguim! — Os olhos do contador brilharam, e os outros funcionários viraram a cabeça, como cães de caça farejando o próximo alvo.
— Não se animem. O retorno não será estrondoso, é apenas um investimento mais estável, que rende um pouco mais do que a poupança do banco — Tainá tratou de esfriar os ânimos.
Os novecentos milhões restantes seriam divididos proporcionalmente entre os três.
Tainá detinha 60%, ficando com 480 milhões. Lúcio e o Mestre Yao, com 20% cada, levariam 160 milhões por pessoa.
Havia também os duzentos milhões investidos posteriormente, que apenas dobraram. Desses, cerca de trinta milhões eram lucros da empresa de bicicletas, pertencentes aos três, e agora totalizavam sessenta milhões.
Novamente na divisão: Tainá com 60% (36 milhões), Lúcio e o mestre com 20% cada (12 milhões).
Somando as duas frentes, Tainá arrecadou um total de 516 milhões. Somando aos duzentos milhões de seu próprio bolso que já haviam virado oitocentos milhões, os números eram astronômicos.
Neste momento, apenas em dinheiro líquido, Tainá possuía mais de 1,3 bilhão. Isso sem contar o valor de mercado das duas empresas e os múltiplos imóveis adquiridos recentemente.
O Mestre Yao soltou uma risada ruidosa. — Fazer negócios com a minha aluna é maravilhoso! Em pouco mais de um mês, já estamos dividindo os lucros? E que lucros!
Ele deu um tapinha nas costas de Lúcio. — Viu só? Nisso você não chega aos pés da Tainá. É melhor aprender umas coisinhas com ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão