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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 26

Enquanto falava, Tainá pegou seus talheres e os trocou de lugar com os de Giovani.

— Tainá, não passe dos limites!

Giovani, que estava se aproximando da sala de jantar, ouviu o que ela disse e berrou, enfurecido.

Ao lado dele, Laura já exibia sua clássica expressão de choro prestes a desabar.

— Isso não é passar dos limites. É instinto de autopreservação, tá sabendo, Esquentadinho? Quem foi picado por cobra tem medo até de corda.

— Você está pedindo para morrer!

O sangue ferveu nas veias de Giovani. Ele ergueu a mão, preparado para socá-la.

Ele odiava com todas as forças aquele apelido.

Desde pequeno, Giovani era cabeça-dura e adorava uma briga. Vivia arranjando confusão; bastava uma faísca para que ele explodisse.

Viviane Lopes costumava chamá-lo carinhosamente de Esquentadinho, mas o termo logo virou piada entre os irmãos.

Ele também havia sido o primeiro alvo da manipulação de Laura.

Nesse momento, Laura fingiu tentar segurá-lo, fazendo um drama desnecessário. — Não fique bravo com ela... Ela só está... Ela só...

Mas Tainá foi mais rápida. Num pulo, ela já estava do outro lado da mesa.

Daquela distância, se Giovani tentasse acertá-la, acabaria destruindo todo o jantar da família e, sem dúvida, sofreria uma punição severa do pai.

Giovani apertou os punhos até os ossos estalarem, rangendo os dentes em impotência.

Hunf, pirralha arrogante. Acha que pode me peitar? Assim que eu aprimorar minhas habilidades marciais, vou te dar uma lição inesquecível.

Tainá não havia se esquecido de que, durante a armação da escada, aquele imbecil havia sido o primeiro a sugerir que ela fosse jogada na cadeia.

Foi então que Viviane apareceu. Ao ver o filho prestes a começar um tumulto, ela o repreendeu.

— Sente-se e coma em silêncio. Qual é o motivo dessa baderna?

Em contraste, Tainá já estava sentada civilizadamente, pronta para saborear a refeição.

Giovani lançou-lhe um olhar fulminante. — Falsa!

— Não tem problema, Giovani. Eu como um dos menores.

A expressão dela transbordava um falso sacrifício, como se tivesse sido alvo de uma injustiça atroz.

Antes que os outros pudessem consolá-la, Tainá imitou perfeitamente o tom de voz choroso da irmã.

— Ai, irmãzona, não me leve a mal, eu só fiz isso pelo seu próprio bem. A carne de caranguejo é de natureza fria. Como a sua saúde é tão frágil, é melhor que coma menos, senão o frio penetra no seu organismo e o estrago vai ser grande.

Ela dizia isso enquanto quebrava a pata do crustáceo. — Caramba, o grandão tem muito mais recheio!

O quarto irmão a fuzilava com os olhos.

Viviane suspirou, resignada, optando pelo silêncio.

Tainá comeu com gosto, completamente indiferente à tensão ao redor. Quase no final do jantar, ela escutou Laura perguntando a Viviane.

— O Alexandre volta amanhã?

— Seu terceiro irmão volta no domingo. Ele quer supervisionar pessoalmente a sua participação no festival de talentos.

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