Mesmo que eu perca o dinheiro, com a minha renda, eu consigo te pagar de volta.
— Você vai usar o meu dinheiro...
— É claro que eu vou fazer o mesmo que o Diretor Lira e dar o dinheiro para a chefe aplicar.
Lauro: — ... Deixe-me pensar.
Lauro terminou de comer e não esperou por mais ninguém; levantou-se e foi embora.
— Que idiota, a nossa chefe é uma divindade das ações, um gênio dos negócios que nunca perde. Ele nem procura se informar, ela criou um grupo avaliado em mais de dez bilhões em menos de seis meses. Acha que ela perderia essa mixaria de dinheiro? E, mesmo se perdesse, conseguiria ganhar em dobro da próxima vez.
— Dessa vez a chefe vai levar uma comissão de 2%.
— O que são 2%? Já que ela corre todo o risco, eu não me importaria mesmo se ela cobrasse metade de tudo que ganhássemos.
— Com certeza.
O que eles não sabiam é que Lauro não havia ido embora, mas estava encostado na porta escutando a conversa. O assento onde eles estavam ficava a apenas uns passos da saída.
Somente quando os outros terminaram de falar, Lauro foi embora.
Se todos tinham a coragem de investir, por que ele não teria? Emprestar dinheiro a eles? Eles realmente o achavam um trouxa!
Como havia acabado de chegar, ele era bastante cuidadoso. Se os colegas não fossem dizer a verdade, ele só tinha que perguntar a mais algumas pessoas.
Naquele dia, pequenos episódios como aquele estariam acontecendo em cada subsidiária do Grupo Céu Azul.
Tainá não tinha imaginado que, até a hora de encerramento, à noite, seus subordinados haviam conseguido arrecadar um total de quinhentos milhões.
Juntando aos um bilhão e meio de Tainá, mais quinhentos milhões do fundo de reserva do Grupo Céu Azul, ela contava com cinco bilhões.
Especialmente pessoas como Gustavo, Wagner, Júlio e outros, que eram os líderes originais. Eles podiam juntar dezenas de milhões sozinhos.
No primeiro dia, quando Tainá entrou no mercado, a curva de crescimento diário do petróleo da Energia Oceânica estava caindo ladeira abaixo, e era claro que havia alguém querendo despejar as ações.
Tainá jogou quinhentos milhões e, de repente, o declínio da ação parou. Chegou a haver até um leve sinal de elevação, mas isso durou apenas um pouco antes que ela voltasse a decair.
Aquele era um ótimo momento para entrar no mercado.
Tainá imaginou que mesmo aplicando mais um bilhão, ela ainda não seria capaz de virar essa tendência.
Ela ousadamente jogou seu um bilhão e meio. E, finalmente, a curva foi arrastada em alguns pontos, mas as ações ainda não haviam alcançado o limite.
Estava claro que, naquele exato momento, o petróleo da ilha ainda estava em fase de prospecção e nada era conclusivo ainda.
Mas a injeção dos dois bilhões de Tainá hoje faria com que uma parte daqueles que estivessem liquidando as ações parasse o que estavam fazendo, para observar e aguardar.
Se ela continuasse aplicando mais investimentos, alguém com certeza sentiria o cheiro no ar e também passaria a investir.

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