Tainá estava totalmente segura da situação.
— O namorado da Bárbara conhecia o namorado da Patrícia, eles trabalhavam juntos na sua empresa?
Tainá rolou os olhos.
— Tem a possibilidade de as duas terem o mesmo namorado?
Qualquer pessoa que conseguisse passar na Universidade Central não era burra. Beatriz Mendes precisou de apenas alguns segundos de reflexão para ligar os pontos.
Ela arregalou os olhos:
— Ah! Quer dizer que, por fora, a Bárbara fingia ser a puxa-saco da Patrícia, mas, por trás, estava seduzindo o namorado dela? E aquele Diego Fernandes era de ficar com as duas ao mesmo tempo? Como existem pessoas tão maldosas e sem-vergonhas no mundo?
Tainá deu um tapinha no ombro da garota, assumindo a pose de chefona.
— Você ainda é muito nova para entender o mundo.
— Como assim?! Eu sou mais velha que você! — fez bico Beatriz.
Pouco tempo depois, Diego Fernandes ligou e disse a Tainá:
— Presidente Torres, eu já terminei com a Patrícia.
O viva-voz do celular de Tainá estava ligado. Isabella Werneck e Camila podiam escutar perfeitamente, mas fingiam não ouvir nada.
Ao lado, os olhos de Beatriz se arregalaram.
— Isso... Isso...
— Sem problemas, eu não interfiro na sua vida privada. Contanto que não quebre a lei e que não faça nada absurdo a ponto de sujar a imagem da empresa, tudo bem.
— Sim, sim. Obrigado pelas instruções, Presidente Torres. Eu tomarei mais cuidado no futuro.
Após desligar o telefone, Tainá ligou para Bruno Chaves, que agora era o responsável pelo projeto do sistema de celulares.
— Presidente?
— Queria saber como é o desempenho de um dos técnicos, o Diego Fernandes.
— Ele é bom, o nível técnico dele é alto e o trabalho é feito de forma excelente. Por que está perguntando sobre ele de repente?

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