Florence arregalou os olhos, encarando o homem à sua frente. Ele levantou os braços, segurou a gola da blusa e a puxou para frente, tirando o suéter em um único movimento. Sob a roupa, revelou-se um corpo esculpido, com músculos definidos e absolutamente nenhum traço de gordura.
Com o movimento dos braços levantados, os músculos do abdômen tensionaram, exibindo linhas perfeitas, que pareciam ainda mais evidentes sob a luz amarelada do ambiente. Florence ficou paralisada por um instante, até que algo a atingiu no rosto. Era o suéter dele.
Lucian se apoiou casualmente na mesa, lançando-lhe um olhar de divertimento enquanto a avaliava.
— Naquela noite não viu o suficiente? — Provocou, com um meio sorriso. — Ou quer ficar doente? Vai lá dentro e troca por isso.
O rosto de Florence esquentou instantaneamente. Ela pegou o suéter com as mãos e correu para o pequeno vestiário, fechando a cortina com força.
Por um momento, o ambiente ficou em silêncio. Só se ouvia o som sutil de Florence trocando de roupa atrás da cortina.
Lucian tirou um cigarro do bolso e abaixou os olhos, prestes a acendê-lo. Mas, antes mesmo de girar o isqueiro, sua atenção foi capturada pela silhueta feminina projetada na cortina.
Florence estava tirando a blusa de gola alta, levantando os braços enquanto sua figura era delineada pela luz. Através do tecido fino, ele pôde distinguir suas curvas harmoniosas, uma mistura de delicadeza e força que parecia quase irreal.
Ela era naturalmente atraente, com uma beleza que não precisava de esforço. Havia algo nela que envolvia os sentidos, como uma trepadeira que se enroscava em cada fibra do corpo, despertando uma sensação de desejo que era tão sutil quanto perigosa.
Lucian sentiu o calor do isqueiro em sua mão. Ele acendeu o cigarro e deu uma tragada longa, soltando a fumaça lentamente. Através da névoa branca, ele continuou observando os movimentos dela por trás da cortina.
Florence, por outro lado, segurava o suéter dele com uma expressão de irritação. Ela o abanava em direção ao rosto, como se estivesse tentando espantar algo. Seus lábios se moviam, murmurando algo que ele não conseguia ouvir, mas não era difícil imaginar que fossem xingamentos direcionados a ele.
Lucian deixou escapar um sorriso discreto. Ela estava mais ousada, mais teimosa. E ele tinha certeza de que cada palavra que ela murmurava era completamente sincera.
Finalmente, Florence vestiu o suéter, mas o fez com relutância, ajustando-o aqui e ali, claramente desconfortável. Quando puxou a cortina e saiu, Lucian a encarou com os olhos semicerrados.
O suéter, que em Lucian parecia perfeitamente ajustado, em Florence mais parecia um vestido. Era largo e desajeitado, mas de alguma forma, em vez de ocultar sua beleza, acentuava ainda mais seu charme natural. Havia algo em como o tecido caía sobre seu corpo que tornava tudo ainda mais provocante.
— Podemos ir agora? — Disse Florence, incomodada, evitando o olhar dele.
— Cláudio ainda não chegou. Espere um pouco. — Respondeu Lucian, enquanto sacudia a cinza do cigarro com indiferença. Ele caminhou até a adega e pegou uma garrafa de vinho.
Florence deu uma olhada rápida no rótulo e percebeu que era ainda mais caro do que o vinho que Daphne havia servido.
— Beba um pouco para se aquecer. — Disse ele, servindo duas taças.
Florence franziu a testa, desconfiada.



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