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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 170

Capítulo 170

Rúbia

A roupa foi encontrando o chão sem pressa. Nada de gesto bruto, nada de rompante que mais machuca do que aproxima; o que a gente tinha naquela manhã era um ritual de recomeço. O zíper dele correu com um som discreto. O tecido deslizou pela pele. O corpo respirou melhor.

Ele segurou meu cabelo entre os dedos, erguendo de leve a minha cabeça. A boca dele encontrou o lado mais sensível do meu pescoço, intercalando beijo e mordida curta. O calor espalhou rápido, uma onda que desceu, contornou, voltou. A minha mão apertou o ombro dele e a outra procurou a cintura, aproximando. Eu gemi baixo — mais um “estou aqui” do que um pedido.

As mãos dele sabiam o caminho dos meus contornos — não só como quem domina, mas como quem reconhece. Subiam e desciam num compasso que não solicitava pressa. A ponta dos dedos circulou pela curva dos meus lados, encontrou abrigo nos meus ombros, desceu pela linha do meu abdômen, sempre por cima. Eu dizia que "sim" com o corpo, arquivando qualquer lembrança de mágoa num lugar diferente do que estávamos abrindo agora.

— Eu senti falta do seu cheiro — ele disse, a voz abafada na minha pele. — Do jeito que você se encaixa em mim.

— Então me mostra. Estou com dificuldade em lembrar — respondi, e a frase saiu firme.

Ele sorriu, me deitou no colchão como quem entrega uma promessa ao lugar certo. Eu fui junto, segurando o rosto dele entre as mãos, alinhando nossos lábios outra vez. O beijo ficou mais quente, mais profundo, como se as palavras tivessem ficado pequenas e o corpo decidisse explicar. E explicou.

Gemi com seus toques nos meus seios e os círculos no meu clitóris.

Segurei seu pau gostoso e movi devagar, sentindo vontade de tê-lo de uma vez dentro de mim.

— Vem logo Derrick...

— Agora mesmo... — então ele se posicionou sobre mim e sem cerimônia me possuiu.

— Ah! Eu já tinha esquecido como era imenso.

— Você aguenta que eu sei.

O resto foi um país sem relógio. Havia a janela respirando luz e os nossos movimentos conversando por nós. Havia a minha risada curta quando ele acertava justo o ponto de me fazer esquecer qualquer nome.

Havia o cuidado dele de ajustar a força ao meu ritmo, de me escutar com a pele, de me esperar quando eu precisava e de me puxar quando eu pedia. Havia o meu corpo se abrindo numa maré boa, reconhecendo caminho, pedindo mais, recebendo mais.

— Isso Derrick! — senti meu corpo estremecer. Gozei rápido hoje. Acho que estava sentindo falta disso.

Ele também estava bem duro. Era visto que não aguentaria muito tempo. Então senti quando inchou dentro de mim.

— Eu nem acredito que está aqui. — Disse aos encostar o rosto no meu.

— Nem eu... — sorrimos.

Derrick deitou ao meu lado. O peito dele colado no meu, a testa dele encostada na minha, nossas respirações tentando descobrir quem dita o compasso e quem segue. Não importou. Ficamos ali, em silêncio, sem que o silêncio doesse.

— Eu vou errar ainda — ele disse, depois de um tempo, honesto do jeito que me ganha. — Mas eu vou errar tentando acertar. E vou levantar todas as vezes pra fazer melhor. Você tem a minha palavra.

— Eu não quero perfeição — respondi, passando os dedos pelo cabelo dele, afastando uma mecha úmida da testa. — Eu quero verdade. E quero respeito quando a desconfiança ou a raiva aparecer. Não some. Não me cala. Não duvida ou decide por mim. Anda do meu lado.

— Do seu lado — ele repetiu, como se firmasse um contrato. — Sempre.

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