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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 191

Capítulo 191

Luca Black

Recusei qualquer calma que restasse no corpo quando ouvi o grito da Mia de choro — foi uma lâmina que cortou o jardim, e tudo o que eu tinha de humano se transformou em mira. Não pensei em protocolo, não pensei em cena. Pensei naquilo que sempre me consumiu: proteger. Proteger a casa, proteger as crianças, proteger o pouco de normalidade que a Riley e eu juntamos em pedaços.

— Riley, leva as crianças pra dentro. — gritei sem procurar suavizar. Dei uma olhada no Theo, depois nas outras crianças.

Ela nem precisou hesitar; segurou o Theo com a violência doce de mãe e me devolveu o olhar por um segundo — olhos que pediam para eu não deixar nada restar daquela vergonha.

— Francis! Ajuda elas.

Francis surgiu como sombra, pegou as crianças e entrou pela varanda. Vi a Riley sair, um passo curto e firme. Rômulo cumpriu a vigília no portão, as mãos no coldre. Todo mundo tomou o papel que devia.

Derrick chegou até Rúbia com passos largos, o rosto ainda tenso da fúria e do susto. Ele se ajoelhou diante dela, sem se importar com o sangue no chão nem com a sujeira que grudava nas calças. Os olhos dele buscaram os da mulher, a respiração ainda acelerada, mas o toque — quando pousou a mão sobre o ombro dela — foi de quem segura algo quebrado com cuidado.

— Vocês estão bem? — a voz saiu baixa, mas cheia de urgência.

Rúbia ainda tremia, os cabelos colados na testa, as mãos firmes demais ao redor da filha. Mia chorava no colo, o rostinho vermelho, o soluço quebrando as palavras antes que elas saíssem inteiras. Quando viu o pai, ela se esticou entre os braços da mãe, o olhar turvo de lágrimas e medo.

— Papai! B**e naquele feio... — o pedido veio entre soluços, um fio de voz que carregava mais confiança do que raiva.

O peito de Derrick afundou com aquela frase. Ele a pegou rápido, colando-a contra o peito, a mão grande nas costas pequenas da filha, como se quisesse tirar o peso do susto com o próprio corpo. Encostou o queixo nos cabelos dela, respirou fundo, e respondeu com aquela firmeza grave de pai que promete e cumpre.

— O papai promete que ele vai apanhar. Agora respira, meu anjo. Vai pra dentro com a mamãe e o seu irmão que o médico vai vir examinar você. O papai já volta. — disse, com a voz mais calma, o timbre quase paternal demais para caber num homem como ele.

Mia fungou, o choro se tornando suspiro.

— Tá bom. — murmurou, num som pequeno, infantil, mas cheio de fé naquela promessa.

Derrick sorriu, um sorriso breve, rasgado entre o alívio e o ódio contido. Beijou a testa dela, demorando o suficiente para sentir o calor e o cheiro da filha — uma lembrança viva do motivo de tanta fúria. Depois, a entregou de volta aos braços de Rúbia.

Ela a recebeu com cuidado, ajeitando o corpo miúdo contra o peito e apertando o cobertor ao redor da menina. Dois empregados apareceram logo atrás, um deles empurrando o carrinho do pequeno Andrew, que dormia sem saber o caos que tinha acontecido. A mulher fez sinal para que abrissem caminho pela varanda, e os passos foram lentos, protegidos, cheios de silêncio.

O olhar de Derrick os acompanhou até a entrada da porta — o tipo de olhar que não aceita se desviar até ter certeza de que estão fora do alcance de qualquer perigo. Ele respirou fundo, encheu o peito, e o som que veio depois foi de comando.

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