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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 464

A porta bateu de leve. A secretária entrou com uma bandeja.

— Doutor, eu trouxe um café para o senhor…

Laura virou o rosto lentamente.

— Ele pediu? — perguntou, fria. — E você entra sem bater?

A moça congelou. Edgar respondeu na hora, sem grosseria.

— Obrigado, mas não vou querer. — indicou a porta com gentileza. — Só entre se eu solicitar, por favor.

— Desculpa, doutor.

Laura apontou para a saída sem elevar o tom.

— Então dá meia-volta com esse café… antes que você sinta algo queimando na cara.

A moça empalideceu e saiu quase correndo. Edgar levou a mão ao rosto, contendo o riso. Laura virou-se para ele furiosa.

— Edgar, se você estiver me traindo com essa piranha… eu juro pra você que sumo com o Isaac e com a Luna.

A voz falhou.

— Eu não mereço isso depois de tudo que já passamos.

Ele a ergueu no colo e a recolocou no sofá maior. Depois ajoelhou diante dela.

Segurou suas mãos.

— Na minha vida só existe uma Felícia.

Sorriu de leve.

— Ou melhor… agora existem duas. Porque a Luna está ficando cada dia mais parecida com você.

Suspirou teatralmente.

— E confesso que não estou dando conta.

Laura tentou não sorrir. Fracassou. Edgar beijou os dedos dela.

— Eu sou feliz com a minha mulher.

Olhou fixamente para ela.

— Estou feliz com a chegada do filho que a gente tanto quis.

Os olhos dele desceram e subiram novamente.

— Minha mulher me satisfaz em todos os sentidos.

Laura corou mesmo irritada.

— Nego…

— E eu adoro a mistura que a gente tem. — a voz baixou. — Não existe vida sem você.

Ela piscou rápido, desarmada.

— Você só está assim porque está ocupada demais julgando sua cunhada… e esquecendo um pouco de nós.

Acariciou a barriga dela.

— Faz três dias que eu tento te procurar de verdade.

Levantou uma sobrancelha.

— E alguém sempre arruma um assunto novo pra fugir de mim.

Laura abriu a boca. Fechou. Edgar sorriu.

— Estou com saudade de você.

Silêncio.

— Para de bobeira. O Liam e a Olívia vão voltar. Um é louco pelo outro. Não esquece o que ela fez para passar o aniversário dela com ele.

Ergueu a mão entre os dois e mostrou a aliança.

— E mesmo que qualquer secretária do mundo tenha segundas intenções… eu lutei muito para ter isso aqui.

Tocou a própria aliança.

— Respeito você. Respeito meus filhos. Respeito nossa história.

Depois segurou o rosto dela com ternura.

— Agora vamos namorar um pouco.

Laura fungou, limpando os olhos.

— Então faz direito. — ergueu o queixo, ainda emburrada, mas com brilho travesso nos olhos. — Quero essa secretária ouvindo de longe que você tem dona… e aprendendo muito bem quem é que te deixa sem ar.

— Ele sempre arrumou confusão comigo. — passou a mão pela nuca, recordando. — Vivia jogando na minha cara que eu era o protegido do senhor. Dizia que fazia de tudo para agradar o pai… e que o senhor só enxergava a mim.

Frederico endireitou os ombros.

— Eu sempre fui mais duro com Alberto porque via o gênio dele. — a voz saiu grave. — Se deixasse, ele dava na minha cara quando contrariado. Precisava de limite. Mas nunca deixei de dizer que o amava.

O silêncio caiu por alguns segundos. Então Frederico voltou os olhos diretamente para Felipe.

— E você… quando vai nos contar o que esconde? — perguntou, cada palavra medida. — A vida do seu filho está em jogo.

Felipe ficou imóvel por um instante. Depois esfregou lentamente as mãos, tenso. Quando falou, a voz saiu mais rouca.

— A minha vida… eu não estou ligando, pai. — ergueu os olhos cansados. — Meu legado está em boas mãos. Edgar vai saber conduzir tudo melhor do que eu conduzi.

Respirou fundo, como se cada lembrança pesasse no peito.

— Eu já vivi o que tinha para viver. A morte, para mim, só significaria me encontrar com Meredith outra vez.

Olga fechou os olhos por um instante, emocionada.

— Mas existe Elisa nisso tudo também. — continuou ele, engolindo seco. — Eu já errei demais com o grande amor da minha vida. Carrego a culpa da morte dela todos os dias.

As mãos dele tremeram levemente antes de se fecharem.

— Hoje eu tenho ciência de que Meredith nunca me traiu. Nunca. — a voz falhou de raiva de si mesmo. — Mas no passado eu era cego… ciumento, obsessivo, possessivo.

Baixou a cabeça, devastado.

— Eu era doente por aquela mulher, pai.

O ambiente ficou ainda mais pesado.

— Eu estou com vocês… lutando para tirar meu filho daquela prisão. — completou, mais firme. — Mas não tenho como falar. É o passado de outra pessoa que vai ser reaberto… e ela não está preparada para isso. A pressão dela não normaliza.

Olga levou a mão aos lábios, aflita. Frederico sustentou o olhar no filho por alguns segundos. Depois caminhou devagar até a mesa, pousando a mão na madeira escura.

— Vamos seguir o que Alex nos orientou. — declarou. — Aquele jovem sabe o que faz. Agora precisamos conseguir provas contra o senador.

Felipe soltou uma risada sem humor e recostou-se na poltrona.

— Está muito difícil arrancar qualquer coisa dele. — disse, cansado. — Estamos tentando denunciar tráfico de mulheres… e há gente poderosa demais envolvida.

Frederico ficou em silêncio por um momento. Quando voltou a falar, sua voz veio baixa e cortante.

— No passado, o avô desse senador me procurou. — revelou. — Queria usar os navios da família, nossas rotas comerciais, nossos portos privados.

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