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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 467

Olívia balançou a cabeça, perdida.

— E como eu vou trabalhar? Eu não posso ficar dependendo de você, André. Eu tenho uma filha. Eu preciso sustentar minha filha.

— Depois a gente pensa nisso. — respondeu ele, firme. — Agora o plano é salvar a sua vida e a vida da Meredith. O resto vem depois.

Olívia respirou fundo, tentando controlar o tremor.

— Ninguém pode saber. Ninguém!

A voz dela falhou.

— Caso contrário, Liam logo vai me achar.

André assentiu, sério.

— Ninguém vai saber. Você pode confiar em mim.

Amanda apertou de leve a mão de Olívia.

— E em mim também.

Olívia olhou para ela, surpresa com a firmeza. Amanda continuou.

— Eu sei que você não me deve confiança. Mas eu estou aqui. E eu não vou atrapalhar. Se o André está ajudando você, eu estou junto.

Olívia começou a chorar de novo.

— Obrigada…

A porta se abriu com discrição. O médico entrou, usando jaleco e carregando uma pequena sacola de farmácia hospitalar. O rosto dele era sério, mas humano.

— Olívia. — chamou em voz baixa. — Como está se sentindo?

Ela tentou se recompor.

— Eu não sei.

Ele se aproximou da cama, olhou rapidamente para Meredith e depois para ela.

— Sua filha está bem. Sem sinais de trauma importante. Vamos manter observação por mais um tempinho, mas, clinicamente, ela está estável.

Olívia levou a mão à boca, chorando em silêncio.

— Graças a Deus. Ela chorava tanto… que eu pensei que tinha machucado alguma parte do corpinho dela.

O médico então ergueu a sacola.

— Quanto a você… além dos ferimentos físicos, está em choque. Seu corpo está funcionando em estado de alerta máximo.

Olhou para André por um segundo e depois voltou a ela.

— Vou deixar uma medicação controlada para os próximos dias. É importante você tomar como orientado. Vai ajudar a reduzir as crises de pânico, a tremedeira, a falta de ar e permitir que você consiga dormir um pouco.

Olívia olhou para a sacola, hesitante.

— Eu vou conseguir cuidar da minha filha tomando isso?

— Vai. — respondeu ele com cuidado. — A dose foi pensada para isso. Mas você precisa ter alguém por perto nas primeiras horas, principalmente por causa do cansaço e do trauma.

André assentiu.

— Ela não vai ficar sozinha.

O médico continuou.

— Mais pra frente, quando tudo se estabilizar, será feito o desmame com acompanhamento. Não é algo para parar de uma vez, entendido?

Olívia assentiu devagar.

— Entendi.

Ele entregou a sacola a André.

— Também deixei a receita e orientações por escrito. Qualquer piora, qualquer sangramento, tontura forte ou confusão, me liga diretamente.

André pegou a sacola.

— Obrigado, irmão.

O médico olhou para Olívia uma última vez.

— Você passou por uma situação extrema. Não tente ser forte o tempo inteiro.

Olívia olhou para Meredith.

— Eu não tenho escolha, doutor.

O médico suavizou o rosto.

— Tem, sim. Aceitar ajuda também é uma forma de proteger sua filha.

Quando ele saiu, o quarto voltou ao silêncio. Olívia ficou olhando para a bebê por um longo momento. Depois beijou sua testa com cuidado.

— Me perdoa, Mozão… — sussurrou, tão baixo que quase ninguém ouviu. — Me perdoa por morrer antes de conseguir te explicar.

André fechou os olhos por um instante, absorvendo o peso de tudo. Amanda apertou os lábios, emocionada, o olhar alternando entre os dois.

Olívia ergueu o rosto, destruída… mas havia decisão ali agora. Meredith dormia em seus braços, encaixada contra o peito, uma das mãozinhas agarrada ao tecido da blusa da mãe.

— Vamos para Dallas. — disse, firme apesar da voz baixa.

André assentiu devagar, mas não respondeu de imediato. O olhar dele desceu até a mochila aberta ao lado da cama. Ele apontou discretamente com o queixo.

— O número que me ligou… — perguntou, atento. — de quem é?

Olívia acompanhou o olhar dele e respirou fundo. Ajustou Meredith com cuidado antes de responder, passando a mão pelas costas da bebê num gesto automático de proteção.

— É antigo. — disse, com a voz cansada. — Está cadastrado com o nome do meu pai.

André assentiu uma vez, já raciocinando rápido.

— Então você vai quebrar esse chip.

Amanda tocou no braço dela com suavidade.

— Por um tempo. — disse baixo. — Pra você poder continuar viva depois.

Olívia abriu os olhos novamente. A dor continuava ali… mas agora havia aceitação.

— Tá bom. Eu não tenho outra escolha.

André colocou o celular de volta na mochila e fechou o zíper com decisão.

— Temos que fazer tudo direito, Olívia. É só por um tempo.

Olhou para Amanda… depois voltou para Olívia.

— A partir de agora… você terá uma nova identidade.

Olívia engoliu seco, apertando Meredith contra o peito.

— Onde vou encontrar meu pai?

André suavizou o olhar.

— Você vai se despedir dele. — respondeu, firme. — Vamos para Dallas. Tenho uma casa discreta lá, ligada à empresa, fora do meu nome pessoal.

Fez uma pausa breve.

— É lá que você vai encontrar seus pais antes de partir.

A voz dele baixou, cuidadosa.

— Mas precisa ser rápido. Depois disso, você e Meredith saem dos Estados Unidos.

O relógio marcava pouco depois do meio-dia quando o carro parou discretamente diante da casa.

Era um imóvel elegante, isolado, protegido por muros altos e silêncio. Nada ali denunciava quem entrava… nem quem saía.

Fabrício desceu primeiro, os olhos atentos ao redor, já desconfiado pelo simples fato de estar ali. Ao lado dele, Ana saiu em silêncio, o coração apertado por uma inquietação que não sabia explicar… mas sentia.

Na porta, André os aguardava.

— Obrigado por virem rápido. — disse, com seriedade incomum, abrindo espaço para que entrassem.

Fabrício apenas assentiu. Não havia espaço para formalidades.

— Onde ela está?

A pergunta saiu direta.

André indicou o interior da casa com um leve movimento de cabeça.

— Na sala de estar.

O passo de Fabrício acelerou.

Ana veio logo atrás.

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