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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 470

Liam a tirava completamente do eixo.

— Levanta. — disse ele, a voz grave demais para permitir discussão. — Quero você de costa e toda empinada pra mim, exatamente onde eu posso te controlar.

Os dois estavam loucos de prazer. Olivia pedia mais, os movimentos ficavam cada vez mais rápido a fazendo gemer loucamente.

— Mais forte Mozão…

Não demorou muito e os dois chegaram ao clímax juntos. Eles ficaram mais um tempo ali, recuperando o fôlego em meio a carícias. Não conseguiam dizer uma única palavra e depois de recuperados,

O primeiro soluço escapou sem controle. Depois outro. Olívia levou a mão à boca numa tentativa inútil de conter o choro, os olhos presos na pequena mesa à frente, enquanto o corpo inteiro começava a tremer.

Do outro lado da cabine, Amanda estava sentada ao lado de André, observando alguma coisa no notebook dele. Ela ergueu os olhos no mesmo instante. E entendeu. Sem precisar perguntar.

Amanda fechou o notebook devagar, tocou o braço de André discretamente e se levantou em silêncio. Caminhou até Olívia com calma, sem pressa, como quem se aproximava de alguém prestes a quebrar. Sentou-se ao lado dela.

Olívia tentou limpar o rosto rapidamente. Tentou respirar. Tentou sorrir. Falhou em tudo. Amanda não disse nada no começo. Apenas passou o braço pelos ombros dela e a puxou devagar para perto.

Foi o suficiente. Olívia desabou. O choro veio forte, sufocado, doloroso demais para continuar sendo escondido. Amanda fechou os olhos por um instante ao sentir o corpo dela tremendo inteiro. Então acariciou lentamente os cabelos dela.

— Põe tudo pra fora… — sussurrou com doçura. — Pode chorar. Não prende isso.

Olívia apertou Meredith ainda mais junto ao peito. As lágrimas caíam sem controle agora.

— Tudo lembra ele, Amanda… — disse entre soluços, a voz completamente quebrada. — Extremamente tudo…

Ela respirou com dificuldade. O peito parecia esmagado.

— Como eu vou suportar isso? — perguntou chorando, perdida. — Me diz… como?…

Amanda sentiu os próprios olhos marejarem. Olhou rapidamente para André, que observava a cena à distância, silencioso, respeitando a dor dela. Então voltou a abraçar Olívia com mais força.

— Um dia de cada vez… — respondeu baixinho, segurando a mão dela. — Porque agora… sobreviver já é coragem demais.

Olívia chorou outra vez, exausta. Amanda aproximou um pouco mais o rosto, falando com delicadeza, como quem tentava sustentar alguém à beira do abismo.

— E tenta pensar em uma coisa… isso não é pra sempre.

A voz dela suavizou ainda mais.

— Em breve tudo isso vai passar. A verdade vai aparecer. Os culpados vão cair… e vocês vão poder se encontrar de novo.

Olívia fechou os olhos imediatamente ao ouvir aquilo. O peito apertou forte. Amanda apertou a mão dela entre as suas.

— Você e o Liam se amam demais, Olívia. Dá pra ver. Dá pra sentir. Uma história assim não acaba desse jeito.

Um soluço escapou da garganta dela.

— Mas ele vai me odiar… — sussurrou destruída.

Amanda negou devagar, enxugando uma lágrima do rosto dela com carinho.

— Talvez por um tempo ele fique com raiva… machucado… sem entender. Mas quando tudo vier à tona… ele vai perceber que você fez isso tentando salvar a filha de vocês.

Olhou rapidamente para Meredith dormindo tranquila nos braços da mãe.

— E quando esse dia chegar… vocês ainda vão viver a história de amor de vocês. Sem medo. Sem precisar fugir.

Do outro lado da cabine, André permaneceu em silêncio por alguns segundos observando Olívia desabar nos braços de Amanda.

O maxilar dele travou discretamente.

Então desviou os olhos.

Pegou o celular sobre o apoio da poltrona e desbloqueou a tela devagar, tomando cuidado para que Olívia não percebesse.

Abriu a conversa com Alex.

Os dedos passaram rápidos pelo teclado.

“Já estamos a caminho do Brasil. Tudo conforme planejamos.”

Parou por um instante, olhando rapidamente para Olívia chorando baixinho enquanto abraçava Meredith.

A expressão dele endureceu.

Voltou a digitar.

“Boa sorte consolando o Liam e sua esposa com a notícia da morte da Olívia.”

A resposta de Alex veio poucos segundos depois.

“André, em hipótese alguma a Olívia pode descobrir que essa ideia partiu de mim.”

Outra mensagem apareceu logo em seguida.

“Somente eu, você e Amanda podem saber disso.”

André continuou olhando a tela então escreveu:

“E é justamente aí que ele volta a ser o homem implacável que sempre foi.”

O indicador de digitação sumiu. André permaneceu alguns segundos olhando a conversa em silêncio. Porque por trás do advogado frio, estratégico e controlado… havia um Alex genuinamente apavorado com a possibilidade de perder Olívia para a dor antes mesmo de conseguir trazer Liam de volta para ela.

André releu as mensagens em silêncio.

Depois bloqueou o celular lentamente e ergueu os olhos para a janela do jatinho, observando apenas as nuvens do lado de fora.

No outro dia, na mansão dos Holt, todos haviam acabado de voltar da cremação de Olívia e Meredith. O clima dentro da casa era pesado. Exaustivo.

Olga entrou na sala de estar primeiro, usando o vestido preto, segurando a bolsa contra o corpo como se precisasse daquilo para se manter firme. Felipe veio logo atrás ao lado de Érica, enquanto Frederico caminhava mais devagar, completamente calado.

Ninguém parecia ter energia para falar. Olga sentou-se lentamente no sofá e respirou fundo, olhando para o nada por alguns segundos antes de murmurar.

— Eu ainda não consigo acreditar que a Olívia e a Meredith morreram…

A voz saiu baixa, cansada. Ela balançou a cabeça devagar.

— Parece que minha ficha não caiu ainda.

Felipe soltou o ar pesadamente antes de sentar na poltrona à frente. Passou as duas mãos pelo rosto.

— Eu não consigo parar de pensar no Liam. — confessou, encarando o chão. — Amanhã ele sai da prisão…

O maxilar dele travou.

— Depois de tudo o que a gente fez pra conseguir tirar meu filho daquele lugar… acontece uma tragédia dessas.

O silêncio caiu por alguns segundos. Érica apoiou a mão discretamente sobre o ombro de Felipe e sentou-se devagar ao lado dele.

— Eu fiquei com medo da Laura passar mal naquela cremação. — comentou, respirando fundo. — Ela estava desolada… achei até que meu bisneto fosse nascer ali de tão nervosa que ela ficou.

Olga fechou os olhos por um instante.

— Eu estou muito preocupada com o Fabrício. — comentou com tristeza. — O coração dele não suportou tamanha dor por isso desmaiou.

Olhou para Felipe.

— Foi sofrimento demais com os dois filhos em pouco tempo.

Felipe assentiu lentamente.

— E a Ísis estava inconsolável. — acrescentou ela, baixo. — O Alex praticamente precisou tirar ela carregada de lá.

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