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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 471

Frederico continuava em silêncio. Sentado mais afastado. Imóvel. As mãos apoiadas sobre o joelho.

Olga observou o marido por alguns segundos antes de franzir a testa.

— Frederico…

Ele ergueu os olhos lentamente.

— Você está bem? — perguntou com cuidado. — Está passando mal? Você está muito quieto.

Frederico sustentou o olhar dela por alguns segundos antes de responder.

— O Edgar vai cuidar muito bem de nossa neta. — falou num tom baixo e controlado. — E o Alex e a Savana vão dar suporte para Ísis.

Fez uma pausa curta.

— Estou preocupado com o Fabrício.

Olhou rapidamente para a escada, como se estivesse cansado demais até para permanecer ali.

— Perder uma filha e uma neta no mesmo dia destrói qualquer homem.

O silêncio voltou. Frederico levantou-se devagar.

— Vou tomar um banho e me deitar.

Olga acompanhou o marido subir as escadas em silêncio. A postura dele continuava firme. Mas pesada. Cansada.

Quando ele desapareceu no andar de cima, ela soltou o ar devagar e virou-se para Felipe.

— Meu filho… eu estou preocupada com o seu pai.

Felipe ergueu os olhos imediatamente. Olga apertou as mãos no colo.

— Frederico amava demais a Olívia… e aquela bebê.

A voz dela falhou discretamente.

— E ele não vai suportar ver o Liam sofrendo desse jeito.

Felipe olhou para a escada por alguns segundos. Olga enxugou uma lágrima silenciosa.

— Seu pai tem essa postura de homem duro… frio… mas quando ama alguém…

Ela respirou fundo.

— Ele se desmonta por dentro.

Na cobertura de Edgar, o quarto estava mergulhado na penumbra suave da noite.

Laura permanecia deitada de lado, aninhada em Edgar na posição de conchinha, enquanto ele a abraçava por trás. Uma das mãos dele repousava espalhada sobre o barrigão já enorme das suas oito meses e duas semanas de gestação. Grande demais para ela conseguir ignorar até dormindo.

Os dedos dele acariciavam lentamente o ventre dela num movimento automático, calmo… quase hipnótico.

Laura chorava baixinho.

Silenciosamente.

As lágrimas escorriam pelo travesseiro enquanto ela mantinha os olhos perdidos na escuridão.

— A minha cunhadinha morreu… — murmurou com a voz quebrada. — E eu estava brigada com ela… eu não queria isso… eu não deveria ter ido brigar com ela.

A respiração falhou.

— Como eu estou arrependida…

Edgar fechou os olhos por um segundo ao ouvir a dor na voz dela.

Aproximou o rosto dos cabelos da esposa e respirou fundo o cheiro dela antes de deixar um beijo demorado perto da nuca dela.

— Ei… — sussurrou baixo, apertando-a um pouco mais contra ele. — Não fica assim, minha loirinha.

A mão dele continuou acariciando devagar a barriga dela.

— Você estava defendendo o seu irmão. — disse com calma. — Qualquer pessoa que ama alguém teria reagido daquele jeito.

Fez uma pausa curta.

— E a Olívia sabia disso.

Laura negou com a cabeça imediatamente, chorando mais forte.

— Não, Nego… — a voz falhou. — Se a Olívia saiu fugindo naquela hora… é porque ela estava tentando salvar o Liam.

Engoliu seco.

— Eu tenho certeza disso.

Os dedos dela apertaram o braço dele sobre sua cintura.

— Ela estava sofrendo o tempo todo sozinha… calada… por causa do meu irmão… e eu…

A respiração descompassou.

— Eu falei que o amor dela era falso…

Fechou os olhos com força.

— Eu não fui ver minha sobrinha com raiva dela. Que tia horrível eu fui.

O choro aumentou.

— A criança não tinha culpa de nada…

A voz saiu destruída.

— Eu amava minha branquinha… eu não vou me perdoar por não ter dado o último beijo… o último abraço… o último banho…

Ela começou a chorar ainda mais.

— Como eu me arrependo, amor…

Luna então olhou para a barriga da mãe e se inclinou cuidadosamente, dando um beijo carinhoso nela.

— Isaac… fala pra mamãe parar de chorar.

Como se tivesse entendido, Isaac chutou forte naquele instante.

Edgar soltou uma risada baixa imediatamente.

— Olha aí… — murmurou divertido, acariciando a barriga da esposa. — O moleque já está obedecendo a irmã.

Laura acabou rindo entre lágrimas.

Um riso pequeno.

Quebrado.

Ela puxou Luna para perto e beijou os cabelinhos dela demoradamente.

— Eu tenho muita sorte de ser sua mãe, meu amor… — sussurrou emocionada. — Você é um docinho de coco.

Luna secou as lágrimas da mãe com as mãozinhas pequenas.

— Não chora, mamãe… — pediu novamente. — O Isaac e eu te amamos muito.

Edgar observava as duas em silêncio.

Os olhos dele se encheram de um amor tão grande que quase doía.

Acariciou os cabelos de Luna devagar antes de falar.

— O papai também.

Se inclinou e beijou a barriga de Laura.

— Vocês três são os grandes amores da minha vida.

O clima pareceu ficar mais leve pela primeira vez naquela noite. Então Edgar respirou fundo e abriu um sorriso de canto.

— O que vocês acham da gente sair da rotina e comer pipoca com brigadeiro vendo um filme?

Luna sentou na cama no mesmo instante.

— SÉRIO?!

Edgar riu baixo.

— Sério.

Levantou-se da cama e, antes que Laura pudesse reclamar, a pegou no colo com facilidade. Laura arregalou os olhos.

— Edgar Sterling, você perdeu o juízo? — soltou entre surpresa e riso. — Eu estou grávida, não sou mais uma blogueirinha fitness de cinquenta quilos, não!

Luna gargalhou imediatamente.

— O papai é muito forte, mamãe!

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