Frederico continuava em silêncio. Sentado mais afastado. Imóvel. As mãos apoiadas sobre o joelho.
Olga observou o marido por alguns segundos antes de franzir a testa.
— Frederico…
Ele ergueu os olhos lentamente.
— Você está bem? — perguntou com cuidado. — Está passando mal? Você está muito quieto.
Frederico sustentou o olhar dela por alguns segundos antes de responder.
— O Edgar vai cuidar muito bem de nossa neta. — falou num tom baixo e controlado. — E o Alex e a Savana vão dar suporte para Ísis.
Fez uma pausa curta.
— Estou preocupado com o Fabrício.
Olhou rapidamente para a escada, como se estivesse cansado demais até para permanecer ali.
— Perder uma filha e uma neta no mesmo dia destrói qualquer homem.
O silêncio voltou. Frederico levantou-se devagar.
— Vou tomar um banho e me deitar.
Olga acompanhou o marido subir as escadas em silêncio. A postura dele continuava firme. Mas pesada. Cansada.
Quando ele desapareceu no andar de cima, ela soltou o ar devagar e virou-se para Felipe.
— Meu filho… eu estou preocupada com o seu pai.
Felipe ergueu os olhos imediatamente. Olga apertou as mãos no colo.
— Frederico amava demais a Olívia… e aquela bebê.
A voz dela falhou discretamente.
— E ele não vai suportar ver o Liam sofrendo desse jeito.
Felipe olhou para a escada por alguns segundos. Olga enxugou uma lágrima silenciosa.
— Seu pai tem essa postura de homem duro… frio… mas quando ama alguém…
Ela respirou fundo.
— Ele se desmonta por dentro.
Na cobertura de Edgar, o quarto estava mergulhado na penumbra suave da noite.
Laura permanecia deitada de lado, aninhada em Edgar na posição de conchinha, enquanto ele a abraçava por trás. Uma das mãos dele repousava espalhada sobre o barrigão já enorme das suas oito meses e duas semanas de gestação. Grande demais para ela conseguir ignorar até dormindo.
Os dedos dele acariciavam lentamente o ventre dela num movimento automático, calmo… quase hipnótico.
Laura chorava baixinho.
Silenciosamente.
As lágrimas escorriam pelo travesseiro enquanto ela mantinha os olhos perdidos na escuridão.
— A minha cunhadinha morreu… — murmurou com a voz quebrada. — E eu estava brigada com ela… eu não queria isso… eu não deveria ter ido brigar com ela.
A respiração falhou.
— Como eu estou arrependida…
Edgar fechou os olhos por um segundo ao ouvir a dor na voz dela.
Aproximou o rosto dos cabelos da esposa e respirou fundo o cheiro dela antes de deixar um beijo demorado perto da nuca dela.
— Ei… — sussurrou baixo, apertando-a um pouco mais contra ele. — Não fica assim, minha loirinha.
A mão dele continuou acariciando devagar a barriga dela.
— Você estava defendendo o seu irmão. — disse com calma. — Qualquer pessoa que ama alguém teria reagido daquele jeito.
Fez uma pausa curta.
— E a Olívia sabia disso.
Laura negou com a cabeça imediatamente, chorando mais forte.
— Não, Nego… — a voz falhou. — Se a Olívia saiu fugindo naquela hora… é porque ela estava tentando salvar o Liam.
Engoliu seco.
— Eu tenho certeza disso.
Os dedos dela apertaram o braço dele sobre sua cintura.
— Ela estava sofrendo o tempo todo sozinha… calada… por causa do meu irmão… e eu…
A respiração descompassou.
— Eu falei que o amor dela era falso…
Fechou os olhos com força.
— Eu não fui ver minha sobrinha com raiva dela. Que tia horrível eu fui.
O choro aumentou.
— A criança não tinha culpa de nada…
A voz saiu destruída.
— Eu amava minha branquinha… eu não vou me perdoar por não ter dado o último beijo… o último abraço… o último banho…
Ela começou a chorar ainda mais.
— Como eu me arrependo, amor…
Luna então olhou para a barriga da mãe e se inclinou cuidadosamente, dando um beijo carinhoso nela.
— Isaac… fala pra mamãe parar de chorar.
Como se tivesse entendido, Isaac chutou forte naquele instante.
Edgar soltou uma risada baixa imediatamente.
— Olha aí… — murmurou divertido, acariciando a barriga da esposa. — O moleque já está obedecendo a irmã.
Laura acabou rindo entre lágrimas.
Um riso pequeno.
Quebrado.
Ela puxou Luna para perto e beijou os cabelinhos dela demoradamente.
— Eu tenho muita sorte de ser sua mãe, meu amor… — sussurrou emocionada. — Você é um docinho de coco.
Luna secou as lágrimas da mãe com as mãozinhas pequenas.
— Não chora, mamãe… — pediu novamente. — O Isaac e eu te amamos muito.
Edgar observava as duas em silêncio.
Os olhos dele se encheram de um amor tão grande que quase doía.
Acariciou os cabelos de Luna devagar antes de falar.
— O papai também.
Se inclinou e beijou a barriga de Laura.
— Vocês três são os grandes amores da minha vida.
O clima pareceu ficar mais leve pela primeira vez naquela noite. Então Edgar respirou fundo e abriu um sorriso de canto.
— O que vocês acham da gente sair da rotina e comer pipoca com brigadeiro vendo um filme?
Luna sentou na cama no mesmo instante.
— SÉRIO?!
Edgar riu baixo.
— Sério.
Levantou-se da cama e, antes que Laura pudesse reclamar, a pegou no colo com facilidade. Laura arregalou os olhos.
— Edgar Sterling, você perdeu o juízo? — soltou entre surpresa e riso. — Eu estou grávida, não sou mais uma blogueirinha fitness de cinquenta quilos, não!
Luna gargalhou imediatamente.
— O papai é muito forte, mamãe!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
559 parou ja ter 3 semanas como podem....
Cadê o comprometimento com o leitor? Oque custa posta td livro?...
Falta de comprometimento com o leitor...
Acabou o livro? Mais de uma semana sem capítulos novos . . . ....
pelo que entendi estao postando de 20 dias a mais, quando vamos ler os novos capítulos nem se lembra mais o que estava nos capítulos anteriores, é preciso voltar p se atualizar. por favor poderiam postar tudo logo, já está ficando chato....
Até que enfim depois de 3 semanas divulgaram novos capítulos...
Mais capítulos já tem 3 semanas que li o cap 551. O romance é bom, mas ficar aguardando liberar capítulos é muito ruim....
Ivanete de fatima cerqueira de miranda...
Capitulo 552 ansiosa pra ler......
Fica difícil acompanhar a história pq demora muito para desbloquear os capítulos, está parado no 534 a muitos dias....