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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 478

Uma expressão suave apareceu no rosto de Olívia pela primeira vez naquela noite.

— Graças a Deus ela está tranquila. — murmurou com ternura, os olhos marejando levemente. — Achei que fosse estranhar a casa… mas a blusa do Mozão e o perfume dele ajudaram muito.

Os olhos dela brilharam imediatamente ao falar dele.

— Ela amava dormir na barriga do pai. — disse baixinho, acariciando distraidamente a mantinha de Meredith. — Agora dorme agarradinha na blusa dele.

Um sorriso triste curvou os lábios dela.

Amanda percebeu. E aquilo apertou seu peito.

Olívia então olhou de Amanda para André e levantou levemente uma sobrancelha.

— Já está na hora de vocês fazerem um filho. — comentou, num tom divertido que tentava esconder a própria tristeza. — Precisam praticar mais.

Amanda arregalou os olhos na mesma hora.

— Olívia!

André soltou uma risada baixa, colocando as mãos nos bolsos da calça.

— Tá vendo? — apontou para Olívia. — Até ela concorda comigo.

Aproximou-se um pouco mais de Amanda, provocador.

— Se essa mulher parar de me enrolar pra assumir que é apaixonada por mim… por mim ela já estaria carregando meu filho faz tempo.

Amanda ficou vermelha imediatamente.

— André! — reclamou entre risos nervosos. — Ainda não tem nem seis meses que estamos nos conhecendo direito.

Olívia soltou uma risadinha fraca.

— Eu engravidei do Mozão achando que nem conhecia ele. — rebateu divertida. — Então para de bobeira e vai transar.

Amanda levou a mão ao rosto, morrendo de vergonha, enquanto André gargalhava baixo.

— Finalmente alguém lúcido nessa casa. — comentou convencido.

Olívia balançou a cabeça sorrindo e puxou Amanda para um abraço apertado. Ficaram assim por alguns segundos. Longos. Silenciosos. Quando se afastaram, André se aproximou também. O semblante divertido desapareceu aos poucos.

— Quero que você se cuide. — disse num tom mais sério, olhando diretamente para Olívia. — E deixe eu te ajudar em tudo, ok?

Ela assentiu devagar.

— Nós vamos ver como vai ser pra trazer sua família pra cá mais pra frente. — continuou ele. — Mas, até lá, usa o celular que te dei.

Apontou discretamente para o aparelho sobre a mesa.

— Criei conta em tudo o que você usava com minhas informações. Já coloquei foto minha em tudo justamente pra ninguém desconfiar caso rastreiem alguma coisa.

Olívia respirou fundo. Os olhos se encheram de lágrimas outra vez.

— André… obrigada por tudo.

A voz saiu baixa. Verdadeira. Ele apenas balançou a cabeça como se aquilo não precisasse ser agradecido. Então ela hesitou por um instante antes de continuar.

— Só quero te pedir uma coisa…

André sustentou o olhar dela imediatamente.

— Se estiver ao meu alcance.

Olívia abaixou os olhos por um segundo. Quando voltou a encará-lo… havia dor demais ali.

— Por enquanto… eu não quero saber nenhuma informação dos Holt. Principalmente do Liam. Dessa forma eu vou sofrer menos.

A voz falhou levemente ao pronunciar o nome dele.

— A única coisa que eu quero que você me diga… é quando ele sair da prisão.

O silêncio caiu entre os três. André respirou fundo devagar antes de responder:

— Pode deixar. Não vou te passar nada.

Fez uma pausa curta. Então completou suavemente.

— E o seu marido foi solto ontem.

O mundo pareceu parar por um segundo. Olívia arregalou os olhos imediatamente. As mãos subiram até a boca antes mesmo que ela percebesse. As lágrimas desceram violentamente. Sem controle.

O silêncio veio logo depois. Pesado. Doloroso. Olívia encerrou a gravação rapidamente antes que o choro saísse de verdade.

Mas já era tarde. As lágrimas começaram a escorrer sem controle pelo rosto dela. Ela se aproximou mais da filha, deitando-se pertinho sobre a grama.

Meredith imediatamente soltou o brinquedo e tocou o rosto da mãe com a mãozinha pequena. Como se percebesse. Como se soubesse.

Olívia fechou os olhos no mesmo instante e beijou a palma delicada da filha demoradamente.

— Eu sei… — sussurrou chorando baixinho. — Você quer que a mamãe pare de chorar e seja forte.

Encostou a testa na dela por um segundo.

— A mamãe promete que vai melhorar… promete.

Beijou a bochecha da bebê. Meredith sorriu daquele jeito inocente que destruía qualquer resto de defesa dentro dela. Olívia respirou fundo tentando se controlar. Então acariciou os cabelinhos da filha devagar.

— Como será que está o seu papai, minha vidinha…? — perguntou baixinho, com a voz carregada de saudade. — Será que ele está conseguindo dormir? Comer? Será que ele está bravo com Deus…?

Os olhos dela se encheram de lágrimas.

— Com certeza ele voltou a ser o Liam de antes… frio… fechado… achando que precisa carregar o mundo sozinho.

Continuou acariciando devagar os cabelinhos da filha

— Ah, meu amor… — murmurou olhando para Meredith. — Se você soubesse o quanto o seu pai ama você…

Em Nova York, Liam praticamente deixou de existir para o resto do mundo. O quarto continuava mergulhado na penumbra quando Laura entrou sem bater naquela tarde. O cheiro abafado do ambiente fechado a atingiu imediatamente. As cortinas permaneciam cerradas, e a única iluminação vinha da fresta discreta entre os tecidos pesados.

Ele estava deitado exatamente como ela o deixara horas antes. Imóvel. Coberto até a cintura pelo edredom escuro. A barba havia crescido ainda mais. Os olhos fundos denunciavam noites sem dormir. O corpo parecia mais magro a cada dia.

Laura respirou fundo, tentando controlar a própria irritação antes que acabasse chorando de novo. Então caminhou decidida até a cama. E puxou o edredom dele de uma vez.

— Já chega. — disparou nervosa, segurando o tecido contra o peito. — Você vai levantar dessa cama agora.

Liam sequer reagiu de imediato. Os olhos apenas se abriram lentamente, cansados demais.

— Laura… — a voz saiu rouca, arrastada. — Me deixa.

— Não deixo! — rebateu na mesma hora, já alterada. — Eu não vou deixar você morrer aos poucos dentro desse quarto!

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