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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 491

Laura umedeceu os lábios e se inclinou. Edgar soltou um gemido baixo quando ela o envolveu, quente e molhado. Ele manteve uma mão no cabelo dela, guiando o movimento com delicadeza, sem forçar.

— Isso… devagar assim… — elogiou rouco, os olhos semicerrados de prazer. — Essa boca foi feita pra mim. Olha como você me deixa duro só com ela.

Os movimentos eram lentos e ritmados. Edgar não tirava os olhos dela, alternando carinhos no rosto e apertos mais firmes no cabelo, sempre no comando. As palavras saíam baixas e picantes entre os suspiros.

— Isso, Felícia… chupa bem gostoso pra mim. Essa boquinha safada me deixa completamente viciado…

Laura sabia exatamente o que estava fazendo. Edgar respirava cada vez mais pesado, os músculos da barriga tensionados, mas mantinha o controle. Quando sentiu que estava perto, segurou o rosto dela com as duas mãos, a voz rouca e carinhosa.

— Olha pra mim enquanto eu gozo, linda. Quero ver esses olhos.

Poucos segundos depois ele gozou, gemendo baixo o nome dela, o corpo tremendo. Edgar puxou-a para cima imediatamente, deitando-a ao seu lado e envolvendo-a num abraço apertado.

Ele beijou sua testa, suas bochechas, seus lábios com uma ternura infinita, limpando o canto da boca dela com o polegar.

— Você foi perfeita… — murmurou rouco, acariciando devagar os cabelos ainda úmidos dela espalhados sobre o peito dele. — E vou te dizer uma coisa, Felícia… se mais casais entendessem que sexo não é só penetração… muito relacionamento não acabava no puerpério.

Laura ergueu os olhos lentamente pra ele. Edgar continuou calmo, os dedos fazendo carinho preguiçoso no braço dela.

— Dá pra existir carinho… desejo… conexão… intimidade… de forma respeitosa e segura. Sem pressão. Sem egoísmo.

Os olhos dele suavizaram completamente.

— Muito homem perde a esposa emocionalmente nessa fase porque esquece que sexo também começa no cuidado.

Aquilo apertou bonito o peito dela. Laura se aninhou ainda mais contra ele, sentindo o cheiro dele. O sorriso apareceu satisfeito nos lábios dela.

— Foi perfeito, Nego…

A voz saiu baixinha. Cheia de sentimento. Laura ergueu minimamente o rosto pra olhar pra ele enquanto os dedos passeavam devagar pelo peitoral dele.

— E foi tão novo pra mim… — o canto da boca subiu lentamente num sorriso cheio de malícia. — Porque pela primeira vez na vida eu fiquei completamente dominada por um homem.

Os olhos dela brilharam provocadores.

— Quietinha… obediente… fazendo exatamente tudo o que meu marido mandava.

A lembrança atravessou ela imediatamente. O corpo arrepiou outra vez. Laura aproximou minimamente os lábios do ouvido dele antes de continuar baixinho.

— E vou te dizer uma coisa, doutor Sterling… acho que nunca fiquei tanto tempo calada assim.

Edgar já começava a rir rouco só de ouvir o tom dela. Laura mordeu discretamente o canto do lábio segurando o próprio sorriso.

— Mas também… minha boca estava ocupada demais chupando meu pirulito favorito de chocolate.

Os olhos desceram lentamente pelo corpo dele antes de subirem outra vez. Sem vergonha nenhuma.

— E infelizmente eu sou completamente viciada nele.

Aquilo arrancou uma risada dele imediatamente. Os dedos apertaram automaticamente a cintura dela. Laura deslizou lentamente as unhas pela nuca dele.

— Você sempre consegue me surpreender…

Edgar com aquele jeito calmo e apaixonado, segurou delicadamente o queixo dela entre os dedos.

— Foi perfeito porque o nosso sexo não começou agora… — a voz saiu baixa enquanto os olhos percorriam lentamente o rosto dela. — Começou desde quando eu acordei beijando você hoje cedo… Nas mensagens que trocamos durante o dia…

A mão deslizou devagar pela cintura dela.

— Nas provocações… no cuidado… em eu ajudar você com os bebês… em fazer você se sentir desejada mesmo nesse momento tão delicado.

Laura sentiu os olhos marejarem discretamente. Edgar encostou a testa na dela antes de completar.

— E quando você estiver pronta… aí sim a gente volta a fazer tudo do jeitinho que fazia antes.

Laura sorriu emocionada e beijou devagar a mandíbula dele.

— Eu te amo tanto…

Edgar apertou ela mais contra o corpo imediatamente.

— Eu amo mais.

O quarto mergulhou num silêncio aconchegante depois disso. Apenas a respiração calma dos dois preenchia o ambiente enquanto Laura fazia carinho lentamente no peito dele.

Os dedos dela desenhavam movimentos preguiçosos sobre a pele dele até ela murmurar baixinho.

— Nego…

Edgar abriu os olhos devagar.

— Hum?

O bebê dormia profundamente aninhado contra o peito dele, pequeno demais naquele colo enorme. Liam o ninava devagar, quase distraidamente, enquanto observava a paisagem da cidade sem realmente enxergá-la.

Laura apareceu na porta da varanda em silêncio. Parou por alguns segundos apenas observando a cena. E aquilo apertou o peito dela de um jeito bonito e doloroso ao mesmo tempo. Porque fazia um mês que Liam aparecia todos os dias. Sem falhar.

Segurava os sobrinhos por horas, ajudava em tudo, ficava até tarde… e mesmo destruído pelo luto, nunca deixava de estar presente.

Oliver soltou um resmunguinho baixinho no colo do tio. Imediatamente Liam abaixou o rosto, ajeitando a mantinha dele com cuidado automático.

— Calma, campeão… — murmurou rouco, balançando-o suavemente. — O titio está aqui.

Laura sentiu os olhos marejarem discretamente. Então Liam percebeu a irmã parada ali. Virou o rosto na direção dela. E sorriu. Pequeno. Cansado. Mas verdadeiro. Laura caminhou devagar até ele, sentando-se na cadeira ao lado.

— Quando você vai embora… — comentou baixinho, apoiando a cabeça na mão enquanto observava Oliver — ele te procura pela casa inteira.

Liam abaixou os olhos pro sobrinho outra vez e um quase sorriso apareceu no canto da boca dele.

— Também… — respondeu baixo. — Desde que eles nasceram eu venho aqui todos os dias.

Os dedos deslizaram delicadamente pelos cabelinhos escuros de Oliver.

— Nem parece que já fizeram um mês.

Laura sorriu observando o irmão daquele jeito. Mais leve perto dos bebês.

— Você está deixando meus filhos muito manhosos.

Liam soltou uma risada baixa pelo nariz e recostou minimamente o corpo na poltrona.

— Função de tio é estragar um pouco.

Então virou o rosto lentamente pra irmã. E o olhar dele suavizou de verdade ao observá-la. Laura estava diferente. Mais plena. Mais feliz. Mais viva.

— Você está muito bem, Princesa. — comentou baixo.

Laura abaixou os olhos sorrindo pequeno. Os dedos brincaram distraidamente com o tecido do vestido.

— Estou feliz, irmão… — O brilho nos olhos dela aumentou imediatamente. — Eu e o Edgar estamos radiantes. A Luna então… nem se fala.

Como se tivesse entendido que estavam falando dela, Meg apareceu correndo pela varanda, latindo baixinho e indo direto na direção de Laura. Ela começou a rir imediatamente.

— Olha essa interesseira…

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